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Autor: Blog Ruberlei Rocha

Corpus Christi: feriado ou ponto facultativo? Entenda o que diz a lei

Nesta quinta-feira, celebramos o Corpus Christi — e uma dúvida recorrente entre trabalhadores e empreendedores é: afinal, esse dia é considerado feriado ou ponto facultativo?

A resposta depende da cidade. Algumas localidades decretam Corpus Christi como feriado religioso oficial, enquanto outras tratam a data como ponto facultativo, deixando a decisão sobre a dispensa de trabalho a critério das empresas. Importante destacar: Corpus Christi nunca foi um feriado nacional.

Segundo o governo federal, a data é classificada como ponto facultativo, ou seja, a folga não é garantida para todos os trabalhadores. A decisão final depende das legislações estaduais e, principalmente, das leis municipais. Cada município tem autonomia para definir se o dia será considerado feriado ou não.

O que diz a CLT sobre essa data?

De acordo com o artigo 70 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quando um feriado está instituído por lei (seja nacional, estadual ou municipal), o empregado tem direito à folga remunerada. Caso a empresa opte por funcionar, o trabalhador que prestar serviço nesse dia deve receber pagamento em dobro ou ter direito a folga compensatória, conforme acordo ou convenção coletiva.

No entanto, se a data for tratada como ponto facultativo, o cenário é diferente: a empresa não é obrigada a liberar os colaboradores, e a jornada de trabalho segue normalmente, sem pagamento extra ou compensação, salvo se houver acordos específicos em contrário.

E os servidores públicos?

Para os servidores públicos, é comum que, em dias de ponto facultativo, o expediente seja suspenso sem prejuízo na remuneração, especialmente em órgãos administrativos. Isso ocorre com frequência quando a data cai próxima ao fim de semana, facilitando o tradicional “enforcamento” da sexta-feira.

Diante disso, é essencial que empresários estejam atentos à legislação local e aos acordos coletivos vigentes para evitar dúvidas e possíveis irregularidades trabalhistas. Saber diferenciar feriado oficial de ponto facultativo ajuda na organização do expediente, no planejamento de escalas e na condução adequada das obrigações legais com os colaboradores. Em caso de incerteza, contar com a orientação de um profissional contábil ou jurídico é sempre o melhor caminho.

Mudanças nas Leis Trabalhistas a Partir de Julho de 2025

A partir de 1º de julho de 2025, diversas mudanças na legislação trabalhista passam a vigorar no Brasil. Elaboramos um guia atualizado e acessível com o que você, empreendedor, precisa saber — sem tom comercial, apenas informação relevante para aplicar no seu negócio.

1. Trabalho aos domingos e feriados

Agora, escalas nesses dias dependem de acordo coletivo firmado com sindicatos, conforme a Portaria 3.665/2023. Sem essa previsão, empresas não podem mais determinar escala por conta própria.

Impacto prático: pequenas e médias empresas devem negociar previamente com sindicatos e prever compensações (folgas ou adicionais).

2. Férias em até três períodos

Permite-se fracionar as férias em até três períodos, sendo um deles com mínimo de 14 dias. Os demais devem ter, ao menos, 10 dias consecutivos, e o trabalhador pode recusar se não concordar.

Para o RH: comunicar o fracionamento com 30 dias de antecedência e registrar justificativa por escrito.

3. Novas formas de contratação e teletrabalho

  • Modelos formais: contratos intermitente, autônomo regulamentado e home office devem detalhar funções, jornada, quem arca com internet, equipamentos, etc.
  • Controle de jornada remota: empresas com mais de 20 funcionários devem usar ponto eletrônico, mesmo em home office.

4. Licença‑paternidade ampliada

A licença-paternidade padrão é de 5 dias, mas pode chegar a 20 dias úteis, via acordo coletivo ou política interna. Há também propostas de expansão até 90 dias para empresas engajadas em programas governamentais.

5. Jornada de quatro dias e banco de horas

Embora ainda em discussão, há previsão para semana laboral de quatro dias (40 horas) e flexibilização no banco de horas, com compensação permitida por até um ano .

6. Ambiente de trabalho: saúde mental e diversidade

  • Saúde mental: atualizações na NR‑1 obrigam avaliação de riscos psicossociais e criação de planos de prevenção ao estresse, assédio, burnout etc.
  • Diversidade e inclusão: implementação de políticas com diagnósticos de igualdade (gênero, raça, PCD), formação de um “selo de diversidade” e acompanhamento via convenção coletiva.

7. eSocial e obrigações fiscais

Multas automáticas entre R$ 400 e R$ 10 000 poderão ser aplicadas por omissão de informações (benefícios, adicionais) no eSocial — empresas precisam rever seus registros até julho de 2025.

As mudanças que entram em vigor em julho de 2025 representam uma evolução significativa para o mercado de trabalho. Elas exigem atenção e proatividade, mas também abrem espaço para ambientes mais flexíveis, justos e saudáveis.

Acompanhar essas transformações garante segurança jurídica e fortalece a imagem do seu escritório como parceiro estratégico dos empreendedores. Se quiser, podemos ajudá-lo a transformar essas mudanças em soluções práticas para seus clientes.

Planejamento Tributário: o que é e por que sua empresa não pode ignorar essa estratégia

Quando falamos em saúde financeira de uma empresa, poucos assuntos são tão decisivos quanto o planejamento tributário. E não se trata apenas de pagar menos impostos — mas sim de pagar o que é justo, dentro da lei, com inteligência e estratégia.

No Brasil, o sistema tributário é complexo e pode pegar muitos empreendedores de surpresa. Escolher o regime errado, por exemplo, pode significar milhares de reais pagos a mais ao longo do ano. Isso acontece porque cada tipo de empresa tem características próprias que podem influenciar diretamente na carga tributária.

Afinal, o que é o planejamento tributário?

Planejamento tributário é o processo de analisar a estrutura da empresa, sua atividade, faturamento, despesas e projeções para escolher o regime de tributação mais adequado: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Também envolve revisar contratos, reorganizar processos e aproveitar incentivos fiscais — tudo dentro dos limites da legislação.

Por que agora é a hora de pensar nisso?

Com o segundo semestre se aproximando, muitos empresários começam a se planejar para o próximo ano. E essa é justamente a melhor hora para rever estratégias e entender se o modelo atual continua sendo o mais vantajoso. A antecipação evita surpresas e garante decisões baseadas em dados, não em urgências.

Além disso, com a movimentação constante de propostas de reforma tributária no Congresso, acompanhar as mudanças e adaptar-se de forma preventiva virou uma necessidade.

Quais são os principais sinais de que você precisa rever seu planejamento tributário?

  • A carga tributária parece alta demais em relação ao faturamento;
  • Houve crescimento ou queda significativa no volume de vendas;
  • A empresa expandiu serviços, abriu filiais ou mudou de atividade;
  • Dificuldade em manter a regularidade fiscal ou excesso de impostos não recuperáveis.

Planejar é legal — e necessário

É importante reforçar: o planejamento tributário é legal, não se trata de sonegação. Pelo contrário, é um direito do empresário organizar sua empresa para pagar de forma justa e estratégica os tributos que incidem sobre suas operações.

Escala 24×72: o que é, como funciona e quando pode ser aplicada?

Você já ouviu falar na escala 24×72? Esse modelo de jornada de trabalho é cada vez mais comum em setores que funcionam sem parar — como saúde, segurança, transporte e energia. Mas será que qualquer empresa pode adotá-lo? O que diz a legislação trabalhista? E quais cuidados são necessários?

Neste artigo, explicamos de forma simples e objetiva o que é a escala 24×72, como ela se encaixa na legislação brasileira e os pontos de atenção que empreendedores devem considerar antes de aplicá-la.

O que é a escala 24×72?

A escala 24×72 é um regime de jornada em que o colaborador trabalha por 24 horas consecutivas e, em seguida, tem 72 horas (ou seja, 3 dias) de descanso. Na prática, isso resulta em 7 a 8 plantões por mês, com carga horária mensal entre 168 e 192 horas — abaixo do limite legal de 220 horas mensais para o regime padrão de 44 horas semanais.

Essa jornada é ideal para operações que exigem presença contínua, inclusive em períodos noturnos, finais de semana e feriados. Porém, exige resistência física, atenção redobrada e cuidados com a saúde mental dos profissionais.

Escala 24×72 é legal?

Embora não exista regulamentação específica na CLT para a escala 24×72, ela pode ser adotada legalmente se houver respaldo em convenção ou acordo coletivo.

A Reforma Trabalhista de 2017 trouxe mais flexibilidade para a definição de jornadas diferenciadas, desde que haja negociação formal com os sindicatos. Além disso, a Súmula 444 do TST, que trata da escala 12×36, tem sido utilizada como base jurisprudencial para validar outras escalas atípicas, como a 24×72.

📌 Importante: Na ausência de convenção coletiva, pode haver acordo individual entre empregador e empregado, desde que respeitados os limites constitucionais de saúde e segurança no trabalho.

Quais cuidados a empresa deve ter?

A implementação da escala 24×72 exige planejamento e atenção para evitar passivos trabalhistas e garantir o bem-estar do colaborador. Confira os principais pontos:

  • Previsão em norma coletiva: Preferencialmente, a escala deve estar prevista em convenção ou acordo coletivo.
  • Revisão do contrato de trabalho: A jornada deve constar no contrato ou em aditivo contratual.
  • Adicional noturno: Deve ser pago sempre que o plantão incluir horas entre 22h e 5h, conforme o artigo 73 da CLT, com adicional mínimo de 20%.
  • Controle de jornada: É essencial o uso de sistemas eletrônicos confiáveis para registro de entrada, saída e pausas.
  • Monitoramento da saúde ocupacional: A NR-7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e a NR-17 (ergonomia) devem ser seguidas rigorosamente.
  • Gestão do tempo de descanso: É fundamental garantir que o colaborador tenha efetivo tempo de recuperação física e mental durante as 72h de folga.

Quem pode usar a escala 24×72?

Esse modelo é utilizado principalmente em setores que operam de forma contínua e com plantões ininterruptos. Exemplos:

  • Saúde: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas;
  • Segurança pública e privada: policiais, bombeiros, porteiros, vigilantes;
  • Infraestrutura: transporte, energia, telecomunicações e saneamento;
  • Comércio 24h: supermercados, lojas de conveniência, postos de combustível;
  • Indústrias com operação contínua: metalurgia, petroquímica, siderurgia.

Alternativas à escala 24×72

Nem todas as empresas conseguem ou devem adotar a jornada de 24 horas seguidas. Outras escalas também são utilizadas, com respaldo legal:

Escala 12×36

  • 12h de trabalho e 36h de descanso
  • Regulamentada pela Reforma Trabalhista e pela Súmula 444 do TST

Escala 12×24

  • 12h de trabalho e 24h de descanso
  • Excede a carga legal mensal, exigindo compensação ou pagamento de horas extras

Escala 18×36

  • 18h de trabalho e 36h de descanso
  • Comum em hospitais ou setores com alta demanda

Escala 24×48

  • 24h de trabalho e 48h de descanso
  • Exige atenção à saúde ocupacional, devido à longa jornada

Vale a pena implementar a escala 24×72?

A resposta é: depende. Do ponto de vista operacional, essa escala pode representar economia e continuidade nos serviços. Porém, é fundamental pesar os riscos, como:

  • Fadiga e estresse
  • Aumento do risco de acidentes de trabalho
  • Dificuldade de adaptação por parte dos colaboradores
  • Fiscalização mais rigorosa

Empresas que desejam adotar a escala 24×72 devem fazê-lo com transparência, responsabilidade e respaldo legal. O RH e o setor jurídico ou contábil precisam estar alinhados para evitar falhas no cumprimento da legislação.

A escala 24×72 pode ser uma solução eficiente para setores que operam 24 horas por dia, mas sua implementação requer planejamento, suporte legal e foco na saúde do trabalhador.

Antes de adotar essa jornada, converse com sua contabilidade, avalie os riscos e benefícios, e consulte as normas coletivas da sua categoria. Uma decisão consciente evita problemas futuros e garante a sustentabilidade das operações e o bem-estar da equipe.

Fonte: Contábeis

Comissão aprova projeto para evitar exclusão automática de pequenas empresas do Simples por dívida tributária

Na última semana, um projeto importante para os pequenos negócios avançou no Congresso Nacional: a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que busca evitar a exclusão automática de empresas do Simples Nacional por dívidas tributárias.

A proposta pode mudar o cenário de milhares de micro e pequenas empresas que, muitas vezes, são surpreendidas com a exclusão do regime por estarem inadimplentes, sem sequer terem tido a chance de se defender ou regularizar sua situação.

O que muda com esse projeto?

Atualmente, a Receita Federal pode excluir empresas do Simples Nacional de forma automática caso elas tenham débitos com o Fisco. O que o novo projeto propõe é algo mais justo e transparente: que a exclusão só aconteça após a conclusão de um processo administrativo, com o direito de defesa assegurado ao empresário.

Ou seja, o projeto quer garantir que:

✅ A empresa seja notificada com antecedência;
✅ Tenha prazo para regularizar a dívida ou parcelá-la;
✅ E só então, caso não haja solução, seja excluída do Simples.

Essa mudança traz mais segurança jurídica e tempo para que o empreendedor possa organizar suas finanças, especialmente em tempos de alta instabilidade econômica.

Por que isso importa?

O regime do Simples Nacional oferece diversos benefícios para as pequenas empresas, como carga tributária reduzida e menor burocracia. Perder esse enquadramento pode significar um aumento expressivo de impostos e obrigações acessórias, além de dificultar a permanência no mercado.

Muitos empresários, mesmo com boa fé, acabam enfrentando dificuldades para manter tudo em dia — e são penalizados de forma severa com a exclusão. O projeto aprovado traz um respiro e reconhece que problemas financeiros pontuais não devem, necessariamente, ser tratados com punições automáticas.

E agora?

O projeto ainda precisa passar por outras comissões antes de ir ao plenário, mas a aprovação inicial já é um passo importante. Se virar lei, será uma conquista para quem luta todos os dias para manter o negócio aberto, gerar empregos e movimentar a economia.

Ficou com dúvidas sobre como está a situação da sua empresa no Simples Nacional?
Entender os critérios de permanência no regime e como evitar surpresas pode fazer toda a diferença.
Acesse nosso site para se informar melhor sobre o tema e ficar em dia com as obrigações fiscais do seu negócio.

MEI tem direito ao auxílio-acidente do INSS? Entenda de forma simples

Você que é MEI já parou para pensar no que acontece se sofrer um acidente e ficar com alguma sequela que afete seu trabalho? Será que tem algum tipo de ajuda do INSS? A resposta pode surpreender: sim, o MEI pode ter direito ao auxílio-acidente — mas com algumas condições.

📌 O que é o auxílio-acidente?

É um benefício pago pelo INSS quando a pessoa sofre um acidente (de trabalho ou não) que deixa sequelas permanentes, diminuindo sua capacidade de trabalhar. Importante: o auxílio-acidente não é um afastamento completo, mas sim uma compensação por essa limitação parcial.

👩‍🔧 E o MEI, se acidentar, pode receber?

Pode, desde que esteja contribuindo corretamente para o INSS com a alíquota adicional de 20% sobre o salário de contribuição. Isso porque o valor pago no DAS mensal (aquele boleto do MEI) não inclui o direito a benefícios por incapacidade parcial, como o auxílio-acidente.

Ou seja, quem paga só o DAS tem cobertura para:

  • Aposentadoria por idade
  • Auxílio-doença
  • Salário-maternidade
  • Pensão por morte
  • Auxílio-reclusão

Mas não para o auxílio-acidente. 😕

🔍 Então o que fazer para ter direito?

Se o MEI quiser garantir esse tipo de proteção, é preciso fazer uma contribuição complementar ao INSS. Isso é feito com um código específico (1910) no carnê ou no sistema da Receita Federal. A boa notícia é que o valor é acessível e garante uma cobertura bem mais completa.

💡 Por que isso importa?

Muitos MEIs trabalham com as mãos, com esforço físico, ou com exposição a riscos. Imagine um mecânico, um cabeleireiro ou um entregador que sofre um acidente e não consegue mais exercer o mesmo ritmo de trabalho. Ter o auxílio-acidente pode fazer diferença na renda mensal.

✅ Resumo rápido:

  • MEI não tem direito automático ao auxílio-acidente.
  • Para ter direito, é preciso fazer contribuição complementar.
  • O auxílio-acidente é pago enquanto houver redução da capacidade laboral, até a aposentadoria.
  • É possível contribuir como MEI e também como segurado facultativo ou contribuinte individual.

Entender seus direitos como MEI pode evitar sustos no futuro. E, se você quiser saber como fazer essa contribuição complementar corretamente ou entender melhor como funciona esse tipo de proteção, vale buscar informação de fontes confiáveis.

No nosso blog, trazemos esse tipo de conteúdo diariamente, sempre com uma linguagem simples, direta e sem burocracia. Continue nos acompanhando e fique por dentro dos seus direitos como empreendedor!

H2H: A Nova Abordagem Humanizada para Relacionamento com Clientes

Você sabe o que significa H2H? A sigla vem do inglês Human to Human, ou seja, humano para humano, e representa uma nova forma de se relacionar com os consumidores — focada na conexão real entre pessoas, e não apenas em transações comerciais.

Essa é uma tendência crescente para marcas que querem se destacar no mercado e compreender melhor as necessidades e desejos dos clientes, indo além dos tradicionais modelos B2B (Business to Business, empresa para empresa) e B2C (Business to Consumer, empresa para consumidor).

O Que é H2H e Como Ele se Difere do B2B e B2C?

Para entender o conceito de H2H, é importante relembrar as outras abordagens:

  • B2C (Business to Consumer): empresas que vendem diretamente para o consumidor final.
  • B2B (Business to Business): empresas que negociam com outras empresas.

No entanto, a filosofia Human to Human propõe que, independentemente do público-alvo, o foco deve estar nas pessoas que estão por trás dessas empresas ou consumidores. Ou seja, trata-se de humanizar toda a comunicação e o relacionamento, colocando o elemento humano no centro das estratégias.

Por Que o H2H é Importante para Seu Negócio?

O objetivo do H2H é construir relações duradouras, fidelizando o cliente por meio de produtos, serviços e atendimentos que realmente façam sentido para as suas necessidades. Essa abordagem é centrada nas emoções, buscando criar conexões verdadeiras e de confiança.

Enquanto o marketing tradicional pode ser mais impessoal e focado em números, o marketing H2H privilegia o contato humano — valoriza empatia, transparência e personalização.

Um exemplo prático:

Imagine uma clínica de psicologia que, em vez de apenas oferecer consultas, se preocupa em acompanhar o paciente durante todo o processo, criando canais de comunicação próximos, com mensagens de acolhimento e feedbacks constantes. Essa clínica está aplicando o conceito H2H ao cuidar genuinamente das pessoas.

Como Implementar a Estratégia H2H no Seu Negócio?

Para adotar o Human to Human, toda a cultura da empresa deve se reorganizar, colocando as pessoas no centro de cada decisão:

  • Equipe capacitada: invista em treinamentos que desenvolvam habilidades de empatia e comunicação humana.
  • Comunicação clara e próxima: use uma linguagem simples, direta e afetiva, evitando jargões ou formalismos exagerados.
  • Ferramentas ágeis: utilize sistemas de atendimento que permitam respostas rápidas e personalizadas.
  • Feedback constante: avalie regularmente a satisfação do cliente e adapte processos para melhorar a experiência.

Tendências e Benefícios do H2H

Nas últimas décadas, o comportamento do consumidor mudou drasticamente. Clientes buscam mais do que produtos — querem experiências significativas. Empresas que adotam o H2H conseguem:

  • Aumentar a confiança do cliente;
  • Fidelizar e reduzir a rotatividade;
  • Gerar marketing boca a boca positivo;
  • Oferecer um atendimento que gera satisfação real.

Considerações Finais

O H2H não é apenas uma moda, mas uma necessidade para negócios que querem se manter relevantes em um mercado cada vez mais competitivo e humanizado. Ao colocar as pessoas no centro do seu negócio, você cria uma base sólida para relacionamentos duradouros e para o crescimento sustentável.

Como Transformar sua Empresa em um Negócio Sustentável e Competitivo

mpresas sustentáveis, também conhecidas como eco-friendly, são aquelas que conseguem equilibrar desempenho econômico, responsabilidade social e cuidado ambiental em suas operações. Mais do que apenas buscar lucro, elas têm um compromisso claro com o futuro — tanto do planeta quanto das próximas gerações.

Ao adotar práticas sustentáveis, essas empresas reduzem o impacto ambiental, promovem condições de trabalho justas, incentivam a diversidade e reforçam a transparência. Trata-se de um modelo de negócio que respeita os limites dos recursos naturais, contribui para a sociedade e, ainda assim, gera lucros consistentes no longo prazo.

Por que a sustentabilidade é estratégica para empreendedores?

A sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência — hoje, ela é uma exigência do mercado. Cada vez mais, consumidores, investidores e parceiros de negócio buscam marcas que demonstrem responsabilidade ambiental e social.

Adotar uma postura sustentável pode:

  • Reduzir custos operacionais, com economia de energia, água e insumos;
  • Aumentar a reputação e o valor da marca no mercado;
  • Atrair talentos, principalmente entre as gerações mais jovens, que valorizam propósito;
  • Abrir portas para linhas de crédito verdes e incentivos fiscais;
  • Impulsionar a inovação, através de soluções criativas para problemas socioambientais.

Exemplos de empresas que estão fazendo a diferença

  • Natura: pioneira no uso de ingredientes naturais e na preservação da biodiversidade brasileira.
  • Schneider Electric: foco em eficiência energética e redução de emissões.
  • Patagonia: marca de roupas que incentiva o consumo consciente e a reparação de produtos.
  • Beyond Meat: inovação no setor alimentício com alternativas vegetais à carne.

Essas empresas provaram que é possível crescer e gerar lucro com responsabilidade.

Como tornar sua empresa mais sustentável: passo a passo

Empreendedores que desejam iniciar esse caminho podem seguir estas etapas:

  1. Avaliação inicial
    Faça um diagnóstico das operações atuais. Identifique os principais impactos ambientais (uso de energia, água, geração de resíduos), sociais (condições de trabalho, diversidade, relações com a comunidade) e de governança (transparência, ética, conformidade).
  2. Defina metas claras
    Estabeleça objetivos realistas e mensuráveis, como reduzir em 20% o consumo de energia ou neutralizar as emissões de carbono até determinado ano. Envolver a liderança é essencial para garantir comprometimento.
  3. Implemente ações sustentáveis
    Comece com iniciativas simples e de baixo custo, como a digitalização de documentos, redução do uso de plástico, coleta seletiva e incentivo ao home office. Com o tempo, invista em processos mais robustos, como selos de certificação ambiental (ex: ISO 14001).
  4. Engaje colaboradores e parceiros
    Crie uma cultura organizacional baseada na sustentabilidade. Promova treinamentos, incentive ideias verdes e selecione fornecedores alinhados com esses valores.
  5. Comunique com transparência
    Mostre aos clientes e parceiros suas ações sustentáveis. Relatórios simples, postagens em redes sociais e selos de boas práticas ajudam a fortalecer a reputação da empresa.

Sustentabilidade e contabilidade: uma parceria poderosa

A contabilidade tem um papel fundamental nesse processo. Um bom contador pode auxiliar sua empresa a:

  • Mensurar custos e benefícios das práticas sustentáveis;
  • Incluir indicadores ESG (Ambiental, Social e Governança) nos relatórios financeiros;
  • Garantir conformidade com legislações ambientais e fiscais;
  • Identificar incentivos fiscais e créditos disponíveis para negócios sustentáveis.

Seja você um pequeno empreendedor ou dono de uma empresa em crescimento, investir em sustentabilidade é investir no futuro. Comece com pequenas ações, mas mantenha o olhar no impacto a longo prazo — sua empresa, seus clientes e o planeta agradecem.

Inteligência Artificial: Substituto ou aliada?

Substituir pessoas por Inteligência Artificial realmente vale a pena? O que empreendedores podem aprender com os erros das grandes empresas

Nos últimos dias, viralizou um vídeo nas redes sociais de um empresário que demitiu toda a sua equipe e substituiu os colaboradores por Inteligência Artificial (IA), com a promessa de uma economia significativa na folha de pagamento. A decisão gerou polêmica: seria essa uma jogada visionária ou um erro estratégico?

Casos como esse não são isolados. Em 2024, a fintech sueca Klarna tomou uma decisão semelhante. A empresa desativou parte dos seus setores de marketing e atendimento ao cliente, adotando soluções de IA para realizar tarefas como tradução, análise de dados e suporte ao consumidor. Inicialmente, os números impressionaram: cerca de US$ 10 milhões economizados em custos de marketing. A Klarna chegou a afirmar que sua IA poderia substituir o trabalho de 700 funcionários em tempo integral.

No entanto, os problemas começaram a aparecer logo depois. A qualidade do atendimento caiu visivelmente. Clientes passaram a relatar insatisfação com a frieza das interações automatizadas, erros em respostas e dificuldade em resolver demandas mais complexas. Diante do cenário, a Klarna voltou atrás e iniciou testes com um novo modelo de atendimento remoto, no estilo Uber, com agentes humanos prestando suporte sob demanda. O projeto ainda está em fase piloto, com apenas dois agentes ativos.

O que aprendemos com isso?

Essa semana, uma empresa brasileira também anunciou a substituição do seu atendimento humanizado por um sistema 100% automatizado via IA. Mas será que os consumidores estão realmente preparados — e dispostos — a lidar apenas com robôs?

No mundo dos negócios, aprendemos algo valioso: “pessoas compram de pessoas.” A relação de confiança, empatia e personalização ainda é um dos pilares para a fidelização de clientes e o crescimento sustentável de qualquer empresa. Especialmente no Brasil, onde o fator humano é altamente valorizado, o risco de afastar o cliente por um atendimento desumanizado pode custar mais caro do que se imagina.

IA: Substituto ou aliada?

A Inteligência Artificial tem um papel fundamental na otimização de processos e no aumento da produtividade. Pode agilizar o atendimento, fornecer respostas iniciais rápidas, analisar dados e identificar padrões de comportamento. Porém, quando usada de forma isolada — e especialmente quando substitui totalmente o atendimento humano — pode se tornar um problema em vez de solução.

Empresas de todos os portes devem refletir: será que o foco deve estar apenas na redução de custos, ou na melhoria da experiência do cliente?

Dicas práticas para empreendedores:

  • Use a IA como suporte, não como substituição total. Ferramentas como chatbots podem resolver questões simples, mas sempre ofereça a opção de falar com um atendente humano.
  • Treine sua equipe para lidar com a IA. Automatizar não significa eliminar pessoas, mas sim capacitar seu time para atuar em áreas mais estratégicas e complexas.
  • Avalie o impacto na satisfação do cliente. A economia gerada com IA pode ser anulada por perdas de clientes insatisfeitos.
  • Escute seus clientes. Muitas vezes, a melhor tecnologia é aquela que equilibra eficiência com empatia.

No fim das contas, o sucesso de uma empresa não está apenas em cortar gastos, mas em criar experiências que encantam, resolvem e fidelizam. A Inteligência Artificial é uma ferramenta poderosa — mas como toda ferramenta, precisa ser usada com sabedoria.

Como a Comunicação Pode Aumentar o Desempenho da Sua Empresa

Uma das ferramentas mais poderosas de motivação dentro de uma empresa é a comunicação. Porém, muitos empreendedores ainda subestimam o impacto que uma boa comunicação tem no desempenho do negócio e no engajamento da equipe.

A comunicação não é apenas falar bem — envolve escutar, observar, interpretar e se expressar de forma clara e coerente. Líderes que dominam essa habilidade conseguem inspirar seus times, melhorar processos e gerar resultados mais consistentes.

O papel da comunicação na motivação da equipe

Saber comunicar a situação de forma clara e com empatia pode transformar o ambiente de trabalho. A escuta ativa, por exemplo, é uma habilidade essencial. Quando um líder escuta verdadeiramente seus colaboradores, ele cria um espaço de confiança e colaboração.

Além disso, o carisma é uma ferramenta valiosa — mas deve vir acompanhada de credibilidade. Um líder carismático, porém inconsistente, perde rapidamente a confiança da equipe. Por isso, é fundamental manter o foco na entrega de resultados e na clareza de propósito.

Elementos de uma comunicação motivadora

Para motivar sua equipe por meio da comunicação, você pode trabalhar os seguintes pontos:

  • Registro da trajetória: Compartilhar os marcos e aprendizados da empresa mostra evolução e inspira confiança nos colaboradores.
  • Entusiasmo: O entusiasmo genuíno é contagiante. Ele mostra que você está comprometido com o projeto e motiva sua equipe a enfrentar os desafios com mais energia.
  • Informação consistente: Fale com propriedade sobre o seu negócio e adapte sua linguagem ao perfil do seu time.
  • Relevância: Apresente conteúdos e temas que estejam alinhados com os interesses, dores e metas do seu público interno.
  • Linguagem não verbal: Sua postura, expressões faciais e gestos devem estar alinhados com sua fala. A comunicação corporal pode reforçar ou sabotar a mensagem que você quer transmitir.

Lembre-se: sua aparência, seu comportamento e o ambiente de trabalho também comunicam algo — e devem estar em sintonia com o discurso que você deseja passar.

Técnicas para melhorar a comunicação com sua equipe

Separamos algumas estratégias práticas para você aplicar no dia a dia:

  • Use metáforas e analogias: Torne conceitos complexos mais fáceis de entender por meio de comparações simples e criativas.
  • Aposte em recursos visuais: Gráficos, apresentações e mapas mentais ajudam a transformar ideias abstratas em informações concretas e acessíveis.
  • Crie um ambiente aberto: Estimule a participação ativa dos colaboradores, permita sugestões e mantenha a transparência nas decisões.
  • Evite favoritismos: Trate todos com igualdade e respeito, promovendo um ambiente justo e colaborativo.
  • Crie um centro de comunicação: Ter um local (físico ou digital) onde as informações importantes estão centralizadas facilita o acesso e evita ruídos na comunicação.
  • Realize reuniões curtas e objetivas: Encontros rápidos, com foco claro e motivador, são mais eficazes do que reuniões longas e cansativas.
  • Construa confiança: Ao invés de apenas apontar erros, oriente e ofereça caminhos para o crescimento. Corrija com empatia e clareza.

Cuidados para evitar falhas na comunicação

Evitar erros na hora de se comunicar é tão importante quanto aplicar boas práticas. Aqui vão algumas dicas do que não fazer:

  1. Usar uma linguagem fria ou distante;
  2. Ignorar ou deixar de reconhecer o bom desempenho dos colaboradores;
  3. Comunicar-se com negatividade ou julgamento;
  4. Utilizar sempre o mesmo estilo de abordagem, sem considerar o perfil de quem está ouvindo.

A comunicação eficiente é uma das habilidades mais estratégicas que um empreendedor pode desenvolver. Ela fortalece a cultura organizacional, aumenta o engajamento da equipe e impulsiona os resultados do negócio.

Invista tempo e atenção em como você se comunica — com seu time, com seus clientes e com o mercado. Isso fará toda a diferença no desempenho da sua empresa.

Fonte: Sebrae

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