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Tag: Contabilidade

A importância do marketing para o sucesso do seu negócio

O marketing é a chave para que empreendedores e empresas se destaquem no mercado. Saber onde está o seu cliente e como alcançá-lo da melhor forma é indispensável para o crescimento e a sustentabilidade do seu negócio.

Atualmente, a maior parte da população mundial está online: navegando nas redes sociais, comprando em sites e utilizando ferramentas como e-mail e WhatsApp para se comunicar. Por isso, estar presente no ambiente digital deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade.

Mesmo quando o cliente pretende comprar diretamente em uma loja física, ele busca antes informações na internet — seja para comparar preços, verificar prazos de entrega, condições de pagamento ou até para saber o que outras pessoas dizem sobre o produto. Ou seja, o seu potencial cliente precisa encontrar a sua empresa facilmente nos canais digitais.

Marketing digital: promovendo sua marca e conquistando o público
O marketing digital consiste na promoção de produtos e marcas por meio de canais online, como blogs, sites, redes sociais, e-mails e aplicativos. Trata-se de uma estratégia que permite uma comunicação personalizada e assertiva, impactando o cliente certo no momento ideal.

Entre as principais vantagens do marketing digital para o seu negócio, destacam-se:

  • Interatividade: a possibilidade de dialogar com o público e criar relacionamentos duradouros, oferecendo uma experiência positiva que vai além da simples venda.
  • Análise e mensuração: acompanhar o desempenho das ações em tempo real, ajustando a estratégia sempre que necessário para obter os melhores resultados.
  • Maior alcance e oportunidades: a internet quebra barreiras geográficas e permite que empresas de qualquer porte alcancem clientes em todo o mundo, competindo em igualdade com empresas maiores.
  • Segmentação e melhor custo-benefício: investir em ações que atingem exatamente o público-alvo certo, otimizando recursos e aumentando a taxa de conversão.
  • Fidelização: fortalecer a autoridade da marca e criar uma conexão emocional com os clientes, que passam a confiar e recomendar o seu negócio.

Os 4 Ps do marketing tradicional ainda são indispensáveis
Apesar das novas tendências digitais, os fundamentos do marketing tradicional permanecem essenciais para traçar uma estratégia sólida. Os chamados 4 Ps são a base para garantir que o seu produto esteja bem posicionado no mercado:

  • Produto: crie soluções que realmente atendam às necessidades do cliente.
  • Preço: estabeleça um valor competitivo e que esteja alinhado às expectativas do público.
  • Ponto de venda: facilite o acesso aos seus produtos, seja no ponto físico ou online.
  • Promoção: comunique os diferenciais da sua marca e gere visibilidade para atrair novos clientes.

Investir em marketing é indispensável para qualquer empresa que busca crescimento e relevância. Seja no meio digital ou físico, o marketing bem aplicado permite que os clientes encontrem a sua empresa, conheçam os seus produtos e, principalmente, criem um relacionamento duradouro com a sua marca.

Ao entender a importância dessas práticas e integrá-las à realidade do seu negócio, você estará muito mais preparado para atrair novos clientes, fortalecer a sua reputação e garantir a longevidade da sua empresa em um mercado cada vez mais competitivo.

Mais da metade dos brasileiros gostaria de trabalhar por conta própria, segundo pesquisa Datafolha

Mais da metade dos brasileiros prefere trabalhar por conta própria, revela levantamento do Instituto Datafolha publicado na última sexta-feira (20). Segundo os dados, 59% da população optaria pelo trabalho autônomo, contra 39% que ainda se sentem mais confortáveis com o emprego formal. Outros 2% não souberam responder.

Esse resultado marca uma mudança significativa no mercado de trabalho brasileiro, especialmente entre os mais jovens e os que possuem rendimentos mais altos. A pesquisa, realizada entre os dias 10 e 11 de junho com 2.026 entrevistados em 136 municípios, evidencia que a autonomia profissional vem ganhando cada vez mais espaço.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, por exemplo, a preferência pelo trabalho por conta própria chega a 68%, contra apenas 28% que ainda buscam o emprego com carteira assinada. Já entre os maiores de 60 anos, 50% declararam que também gostariam de trabalhar por conta própria, frente a 45% que valorizam o vínculo formal. Esses números apontam para uma mudança geracional clara, em que a percepção de estabilidade e a busca por maior flexibilidade e controle da própria carreira têm superado a tradicional segurança da CLT.

Outro ponto que chama a atenção na pesquisa é a redução da parcela da população que prioriza o emprego formal, mesmo com salários mais baixos. Em 2022, 77% das pessoas preferiam a carteira assinada com menor remuneração, índice que caiu para 67% em 2024. Paralelamente, 31% dos entrevistados estariam dispostos a abrir mão do registro em carteira para receber um salário maior — 10 pontos percentuais a mais que em 2022. Entre essas pessoas que aceitam o trabalho sem vínculo formal, 85% demonstram interesse em trabalhar por conta própria, reforçando a relação entre maior rendimento e a rejeição à CLT.

No entanto, a pesquisa também destaca que a segurança da carteira assinada segue sendo prioridade para muitos, especialmente entre mulheres e trabalhadores de baixa renda. Dentre as mulheres, 71% preferem o emprego formal, contra 62% dos homens. Já entre quem recebe até dois salários mínimos, 72% dizem que valorizam o vínculo CLT. Por outro lado, entre os que ganham mais de dez salários mínimos, essa proporção cai para 56%, evidenciando que a segurança do emprego formal continua sendo um fator decisivo para os mais vulneráveis.

Esse cenário impõe novos desafios para a formulação de políticas públicas e para o próprio mercado. Com o crescimento da atividade autônoma, aumenta a necessidade de:

  • Reformular a previdência e os mecanismos de proteção social;
  • Revisar a regulação da informalidade;
  • Investir em qualificação profissional e educação financeira;
  • Facilitar o acesso a crédito para microempreendedores e autônomos.

Nesse contexto, programas como o Microempreendedor Individual (MEI) têm sido fundamentais para formalizar trabalhadores e garantir acesso a direitos básicos. Contudo, a pesquisa também evidencia que muitos profissionais estão dispostos a abrir mão dessas garantias em troca de maior renda e liberdade para conduzir a própria carreira.

A pandemia, o crescimento do empreendedorismo digital, a popularização do home office e o encarecimento do custo de vida foram fatores que impulsionaram essa mudança cultural. Além disso, a ascensão da chamada “gig economy” — marcada por freelancers e prestadores de serviços que atuam por meio de plataformas digitais — reforça a percepção de que o futuro do trabalho pode estar cada vez menos preso a contratos formais e cada vez mais orientado para a flexibilidade.

Os dados do Datafolha indicam um novo momento para o mercado de trabalho brasileiro: a busca por autonomia e maior potencial de ganho já rivaliza com a segurança tradicional da CLT. Para empresas, contadores e consultores, o momento exige um olhar atento a essas tendências. Compreender os impactos dessas escolhas, antecipar-se às novas demandas e adaptar-se às mudanças que já estão em curso será indispensável para garantir relevância e competitividade num cenário que se transforma a cada dia.

A Importância do Fluxo de Caixa para a Gestão Empresarial

No dia a dia de uma empresa, a organização financeira é fundamental para garantir o equilíbrio e a sustentabilidade do negócio. Nesse sentido, o fluxo de caixa surge como um dos instrumentos básicos e indispensáveis para o planejamento financeiro.

Esse controle permite apurar o saldo disponível no momento presente e projetar o futuro, assegurando que haja sempre capital de giro suficiente para cobrir as operações — como folha de pagamento, impostos e fornecedores — além de viabilizar novos investimentos, como a reforma da fachada, por exemplo.

O que registrar no fluxo de caixa?
Ao elaborar o fluxo de caixa, o empresário precisa incluir:

  • Todos os recebimentos;
  • Todos os pagamentos;
  • Recebimentos e pagamentos previstos para o futuro.

Com essas informações registradas e atualizadas regularmente, o gestor passa a ter uma visão clara e objetiva da situação financeira da empresa, tanto no presente quanto no futuro. Dessa forma, torna-se possível antecipar decisões importantes — como o momento certo para investir, planejar promoções para reduzir estoques parados, avaliar a necessidade de empréstimos ou negociar melhores prazos com fornecedores — evitando que imprevistos causem dificuldades financeiras.

Dicas para controlar o fluxo de caixa:

  • Faça o lançamento diário de todas as vendas e despesas;
  • Em períodos deficitários, analise a necessidade de capital de giro;
  • Quando o saldo for positivo, avalie a oportunidade de novos investimentos;
  • Registre sempre os pagamentos e recebimentos futuros;
  • Caso o saldo esteja negativo, revise suas contas e avalie a necessidade de recursos adicionais.

É importante lembrar que o saldo de caixa reflete apenas o momento atual e não determina, por si só, o lucro ou prejuízo operacional. Fatores sazonais ou pontuais podem influenciar os números em determinados períodos, por isso o monitoramento constante e a análise de tendências ao longo do tempo são indispensáveis para uma avaliação realista da saúde financeira do negócio.

Além disso, recomenda-se conferir o saldo final todos os dias. Oscilações muito altas, sejam positivas ou negativas, são um sinal de que a empresa precisa melhorar sua organização financeira.

Em resumo, o controle e a boa gestão do fluxo de caixa são indispensáveis para que o empresário tenha segurança e embasamento ao tomar decisões que impactam diretamente o futuro da empresa. Um fluxo de caixa bem estruturado garante previsibilidade, tranquilidade e maior capacidade para aproveitar oportunidades e superar desafios.

Fonte: Sebrae

Agronegócio: a importância da contabilidade especializada para o produtor rural

A contabilidade do agronegócio é um ramo especializado que desempenha um papel fundamental no crescimento e na sustentabilidade das empresas rurais. Ela vai muito além do simples controle contábil: trata-se de uma ferramenta estratégica que auxilia o produtor rural na tomada de decisões, oferecendo uma visão clara sobre os resultados da atividade e apontando caminhos para a expansão do negócio.

Esse tipo de contabilidade concentra-se nos ativos da propriedade rural — como terra, máquinas, equipamentos e caixa — bem como nos passivos, como empréstimos e financiamentos, e no patrimônio líquido da empresa rural. Dessa forma, garante que o produtor tenha uma imagem completa da sua estrutura financeira, evitando surpresas e perdas desnecessárias.

Entre os muitos benefícios da contabilidade especializada para o agronegócio, destacam-se:

  • Suporte para decisões mais assertivas no planejamento da produção, das vendas e dos investimentos;
  • Organização das contas e obrigações fiscais e tributárias, incluindo a elaboração da Declaração do Imposto de Renda e do Livro Caixa Digital;
  • Análises comparativas e projeções financeiras, que permitem acompanhar a evolução do negócio e traçar cenários futuros;
  • Orientação para operações agrícolas e pecuárias, oferecendo base para a contratação de seguros, arrendamentos e outras transações importantes para o produtor rural;
  • E outras soluções personalizadas que atendem às necessidades específicas de cada empreendimento rural.

A contabilidade para o agronegócio é, portanto, indispensável para o sucesso do setor. Ao contar com profissionais capacitados e especializados nessa área, o produtor rural garante que sua empresa esteja em conformidade com a legislação, além de obter informações seguras e estratégicas para maximizar a lucratividade e alcançar resultados cada vez melhores.

Investir em uma boa gestão contábil no agronegócio significa ter uma estrutura sólida para crescer com segurança e tranquilidade, potencializando o futuro da sua empresa rural.

Estudo revela: 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revelou que, em 2022, 95% das empresas brasileiras pagaram mais impostos do que o necessário. De acordo com especialistas, a principal causa desse cenário é a complexidade do sistema tributário nacional, que conta com milhares de normas em constante atualização.

Para Wallisson Deziderio, CEO da Billion Contabilidade, “a complexidade tributária faz com que tenhamos várias interpretações diferentes sobre o mesmo imposto. O fato de existirem muitas contabilidades conservadoras também contribui para que esse percentual permaneça tão elevado.”

A dificuldade em classificar corretamente os impostos incidentes sobre produtos e serviços é uma realidade em muitos setores. Há segmentos que comercializam mais de 13 mil itens distintos, o que torna o cálculo tributário um desafio — e um campo fértil para erros e pagamentos indevidos.

Planejamento tributário: o primeiro passo para economizar legalmente

Com a promulgação da Reforma Tributária em dezembro de 2023, o sistema passará por mudanças importantes nos próximos anos. No entanto, alguns princípios permanecem fundamentais — e entre eles está o planejamento tributário.

Trata-se de uma análise estratégica da operação da empresa. Isso inclui entender quem são os clientes, onde estão os fornecedores, qual é a projeção de faturamento, quais são os insumos utilizados, entre outros fatores. Esse diagnóstico detalhado é essencial para identificar oportunidades de economia dentro da legalidade.

Recuperação de impostos: oportunidade ou ilusão?

Outra alternativa para recuperar valores pagos indevidamente é o processo de recuperação tributária. Porém, essa opção não é viável para todos os negócios. A recuperação consiste em identificar tributos pagos a mais e solicitar sua devolução junto ao Fisco — o que exige conhecimento técnico e acompanhamento especializado.

Escolha do regime tributário: uma decisão estratégica

Muitas empresas permanecem no Simples Nacional acreditando que este é sempre o regime mais vantajoso, ou evitam migrar para o Lucro Real por receio de lidar com exigências mais complexas. No entanto, essa decisão deve ser baseada em critérios técnicos, não em suposições.

No Lucro Real, os impostos são calculados com base no lucro efetivo da empresa, o que pode representar economia significativa para negócios com margens menores ou que possuem altos volumes de compra e contratação de serviços. Já no Simples Nacional, a tributação ocorre sobre o faturamento bruto — ou seja, mesmo que a empresa não lucre ou registre prejuízo, o imposto é devido sobre o total de receitas. Além disso, as alíquotas são progressivas e aumentam conforme o faturamento.

Diante de um cenário tão desafiador, entender a realidade tributária do seu negócio e contar com um bom planejamento é mais do que uma boa prática — é uma necessidade estratégica. Diminuir a carga tributária de forma legal, eficiente e sustentável é possível. Basta começar com informação, análise e as parcerias certas.

Corpus Christi: feriado ou ponto facultativo? Entenda o que diz a lei

Nesta quinta-feira, celebramos o Corpus Christi — e uma dúvida recorrente entre trabalhadores e empreendedores é: afinal, esse dia é considerado feriado ou ponto facultativo?

A resposta depende da cidade. Algumas localidades decretam Corpus Christi como feriado religioso oficial, enquanto outras tratam a data como ponto facultativo, deixando a decisão sobre a dispensa de trabalho a critério das empresas. Importante destacar: Corpus Christi nunca foi um feriado nacional.

Segundo o governo federal, a data é classificada como ponto facultativo, ou seja, a folga não é garantida para todos os trabalhadores. A decisão final depende das legislações estaduais e, principalmente, das leis municipais. Cada município tem autonomia para definir se o dia será considerado feriado ou não.

O que diz a CLT sobre essa data?

De acordo com o artigo 70 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quando um feriado está instituído por lei (seja nacional, estadual ou municipal), o empregado tem direito à folga remunerada. Caso a empresa opte por funcionar, o trabalhador que prestar serviço nesse dia deve receber pagamento em dobro ou ter direito a folga compensatória, conforme acordo ou convenção coletiva.

No entanto, se a data for tratada como ponto facultativo, o cenário é diferente: a empresa não é obrigada a liberar os colaboradores, e a jornada de trabalho segue normalmente, sem pagamento extra ou compensação, salvo se houver acordos específicos em contrário.

E os servidores públicos?

Para os servidores públicos, é comum que, em dias de ponto facultativo, o expediente seja suspenso sem prejuízo na remuneração, especialmente em órgãos administrativos. Isso ocorre com frequência quando a data cai próxima ao fim de semana, facilitando o tradicional “enforcamento” da sexta-feira.

Diante disso, é essencial que empresários estejam atentos à legislação local e aos acordos coletivos vigentes para evitar dúvidas e possíveis irregularidades trabalhistas. Saber diferenciar feriado oficial de ponto facultativo ajuda na organização do expediente, no planejamento de escalas e na condução adequada das obrigações legais com os colaboradores. Em caso de incerteza, contar com a orientação de um profissional contábil ou jurídico é sempre o melhor caminho.

Mudanças nas Leis Trabalhistas a Partir de Julho de 2025

A partir de 1º de julho de 2025, diversas mudanças na legislação trabalhista passam a vigorar no Brasil. Elaboramos um guia atualizado e acessível com o que você, empreendedor, precisa saber — sem tom comercial, apenas informação relevante para aplicar no seu negócio.

1. Trabalho aos domingos e feriados

Agora, escalas nesses dias dependem de acordo coletivo firmado com sindicatos, conforme a Portaria 3.665/2023. Sem essa previsão, empresas não podem mais determinar escala por conta própria.

Impacto prático: pequenas e médias empresas devem negociar previamente com sindicatos e prever compensações (folgas ou adicionais).

2. Férias em até três períodos

Permite-se fracionar as férias em até três períodos, sendo um deles com mínimo de 14 dias. Os demais devem ter, ao menos, 10 dias consecutivos, e o trabalhador pode recusar se não concordar.

Para o RH: comunicar o fracionamento com 30 dias de antecedência e registrar justificativa por escrito.

3. Novas formas de contratação e teletrabalho

  • Modelos formais: contratos intermitente, autônomo regulamentado e home office devem detalhar funções, jornada, quem arca com internet, equipamentos, etc.
  • Controle de jornada remota: empresas com mais de 20 funcionários devem usar ponto eletrônico, mesmo em home office.

4. Licença‑paternidade ampliada

A licença-paternidade padrão é de 5 dias, mas pode chegar a 20 dias úteis, via acordo coletivo ou política interna. Há também propostas de expansão até 90 dias para empresas engajadas em programas governamentais.

5. Jornada de quatro dias e banco de horas

Embora ainda em discussão, há previsão para semana laboral de quatro dias (40 horas) e flexibilização no banco de horas, com compensação permitida por até um ano .

6. Ambiente de trabalho: saúde mental e diversidade

  • Saúde mental: atualizações na NR‑1 obrigam avaliação de riscos psicossociais e criação de planos de prevenção ao estresse, assédio, burnout etc.
  • Diversidade e inclusão: implementação de políticas com diagnósticos de igualdade (gênero, raça, PCD), formação de um “selo de diversidade” e acompanhamento via convenção coletiva.

7. eSocial e obrigações fiscais

Multas automáticas entre R$ 400 e R$ 10 000 poderão ser aplicadas por omissão de informações (benefícios, adicionais) no eSocial — empresas precisam rever seus registros até julho de 2025.

As mudanças que entram em vigor em julho de 2025 representam uma evolução significativa para o mercado de trabalho. Elas exigem atenção e proatividade, mas também abrem espaço para ambientes mais flexíveis, justos e saudáveis.

Acompanhar essas transformações garante segurança jurídica e fortalece a imagem do seu escritório como parceiro estratégico dos empreendedores. Se quiser, podemos ajudá-lo a transformar essas mudanças em soluções práticas para seus clientes.

Planejamento Tributário: o que é e por que sua empresa não pode ignorar essa estratégia

Quando falamos em saúde financeira de uma empresa, poucos assuntos são tão decisivos quanto o planejamento tributário. E não se trata apenas de pagar menos impostos — mas sim de pagar o que é justo, dentro da lei, com inteligência e estratégia.

No Brasil, o sistema tributário é complexo e pode pegar muitos empreendedores de surpresa. Escolher o regime errado, por exemplo, pode significar milhares de reais pagos a mais ao longo do ano. Isso acontece porque cada tipo de empresa tem características próprias que podem influenciar diretamente na carga tributária.

Afinal, o que é o planejamento tributário?

Planejamento tributário é o processo de analisar a estrutura da empresa, sua atividade, faturamento, despesas e projeções para escolher o regime de tributação mais adequado: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Também envolve revisar contratos, reorganizar processos e aproveitar incentivos fiscais — tudo dentro dos limites da legislação.

Por que agora é a hora de pensar nisso?

Com o segundo semestre se aproximando, muitos empresários começam a se planejar para o próximo ano. E essa é justamente a melhor hora para rever estratégias e entender se o modelo atual continua sendo o mais vantajoso. A antecipação evita surpresas e garante decisões baseadas em dados, não em urgências.

Além disso, com a movimentação constante de propostas de reforma tributária no Congresso, acompanhar as mudanças e adaptar-se de forma preventiva virou uma necessidade.

Quais são os principais sinais de que você precisa rever seu planejamento tributário?

  • A carga tributária parece alta demais em relação ao faturamento;
  • Houve crescimento ou queda significativa no volume de vendas;
  • A empresa expandiu serviços, abriu filiais ou mudou de atividade;
  • Dificuldade em manter a regularidade fiscal ou excesso de impostos não recuperáveis.

Planejar é legal — e necessário

É importante reforçar: o planejamento tributário é legal, não se trata de sonegação. Pelo contrário, é um direito do empresário organizar sua empresa para pagar de forma justa e estratégica os tributos que incidem sobre suas operações.

Escala 24×72: o que é, como funciona e quando pode ser aplicada?

Você já ouviu falar na escala 24×72? Esse modelo de jornada de trabalho é cada vez mais comum em setores que funcionam sem parar — como saúde, segurança, transporte e energia. Mas será que qualquer empresa pode adotá-lo? O que diz a legislação trabalhista? E quais cuidados são necessários?

Neste artigo, explicamos de forma simples e objetiva o que é a escala 24×72, como ela se encaixa na legislação brasileira e os pontos de atenção que empreendedores devem considerar antes de aplicá-la.

O que é a escala 24×72?

A escala 24×72 é um regime de jornada em que o colaborador trabalha por 24 horas consecutivas e, em seguida, tem 72 horas (ou seja, 3 dias) de descanso. Na prática, isso resulta em 7 a 8 plantões por mês, com carga horária mensal entre 168 e 192 horas — abaixo do limite legal de 220 horas mensais para o regime padrão de 44 horas semanais.

Essa jornada é ideal para operações que exigem presença contínua, inclusive em períodos noturnos, finais de semana e feriados. Porém, exige resistência física, atenção redobrada e cuidados com a saúde mental dos profissionais.

Escala 24×72 é legal?

Embora não exista regulamentação específica na CLT para a escala 24×72, ela pode ser adotada legalmente se houver respaldo em convenção ou acordo coletivo.

A Reforma Trabalhista de 2017 trouxe mais flexibilidade para a definição de jornadas diferenciadas, desde que haja negociação formal com os sindicatos. Além disso, a Súmula 444 do TST, que trata da escala 12×36, tem sido utilizada como base jurisprudencial para validar outras escalas atípicas, como a 24×72.

📌 Importante: Na ausência de convenção coletiva, pode haver acordo individual entre empregador e empregado, desde que respeitados os limites constitucionais de saúde e segurança no trabalho.

Quais cuidados a empresa deve ter?

A implementação da escala 24×72 exige planejamento e atenção para evitar passivos trabalhistas e garantir o bem-estar do colaborador. Confira os principais pontos:

  • Previsão em norma coletiva: Preferencialmente, a escala deve estar prevista em convenção ou acordo coletivo.
  • Revisão do contrato de trabalho: A jornada deve constar no contrato ou em aditivo contratual.
  • Adicional noturno: Deve ser pago sempre que o plantão incluir horas entre 22h e 5h, conforme o artigo 73 da CLT, com adicional mínimo de 20%.
  • Controle de jornada: É essencial o uso de sistemas eletrônicos confiáveis para registro de entrada, saída e pausas.
  • Monitoramento da saúde ocupacional: A NR-7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e a NR-17 (ergonomia) devem ser seguidas rigorosamente.
  • Gestão do tempo de descanso: É fundamental garantir que o colaborador tenha efetivo tempo de recuperação física e mental durante as 72h de folga.

Quem pode usar a escala 24×72?

Esse modelo é utilizado principalmente em setores que operam de forma contínua e com plantões ininterruptos. Exemplos:

  • Saúde: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas;
  • Segurança pública e privada: policiais, bombeiros, porteiros, vigilantes;
  • Infraestrutura: transporte, energia, telecomunicações e saneamento;
  • Comércio 24h: supermercados, lojas de conveniência, postos de combustível;
  • Indústrias com operação contínua: metalurgia, petroquímica, siderurgia.

Alternativas à escala 24×72

Nem todas as empresas conseguem ou devem adotar a jornada de 24 horas seguidas. Outras escalas também são utilizadas, com respaldo legal:

Escala 12×36

  • 12h de trabalho e 36h de descanso
  • Regulamentada pela Reforma Trabalhista e pela Súmula 444 do TST

Escala 12×24

  • 12h de trabalho e 24h de descanso
  • Excede a carga legal mensal, exigindo compensação ou pagamento de horas extras

Escala 18×36

  • 18h de trabalho e 36h de descanso
  • Comum em hospitais ou setores com alta demanda

Escala 24×48

  • 24h de trabalho e 48h de descanso
  • Exige atenção à saúde ocupacional, devido à longa jornada

Vale a pena implementar a escala 24×72?

A resposta é: depende. Do ponto de vista operacional, essa escala pode representar economia e continuidade nos serviços. Porém, é fundamental pesar os riscos, como:

  • Fadiga e estresse
  • Aumento do risco de acidentes de trabalho
  • Dificuldade de adaptação por parte dos colaboradores
  • Fiscalização mais rigorosa

Empresas que desejam adotar a escala 24×72 devem fazê-lo com transparência, responsabilidade e respaldo legal. O RH e o setor jurídico ou contábil precisam estar alinhados para evitar falhas no cumprimento da legislação.

A escala 24×72 pode ser uma solução eficiente para setores que operam 24 horas por dia, mas sua implementação requer planejamento, suporte legal e foco na saúde do trabalhador.

Antes de adotar essa jornada, converse com sua contabilidade, avalie os riscos e benefícios, e consulte as normas coletivas da sua categoria. Uma decisão consciente evita problemas futuros e garante a sustentabilidade das operações e o bem-estar da equipe.

Fonte: Contábeis

Comissão aprova projeto para evitar exclusão automática de pequenas empresas do Simples por dívida tributária

Na última semana, um projeto importante para os pequenos negócios avançou no Congresso Nacional: a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que busca evitar a exclusão automática de empresas do Simples Nacional por dívidas tributárias.

A proposta pode mudar o cenário de milhares de micro e pequenas empresas que, muitas vezes, são surpreendidas com a exclusão do regime por estarem inadimplentes, sem sequer terem tido a chance de se defender ou regularizar sua situação.

O que muda com esse projeto?

Atualmente, a Receita Federal pode excluir empresas do Simples Nacional de forma automática caso elas tenham débitos com o Fisco. O que o novo projeto propõe é algo mais justo e transparente: que a exclusão só aconteça após a conclusão de um processo administrativo, com o direito de defesa assegurado ao empresário.

Ou seja, o projeto quer garantir que:

✅ A empresa seja notificada com antecedência;
✅ Tenha prazo para regularizar a dívida ou parcelá-la;
✅ E só então, caso não haja solução, seja excluída do Simples.

Essa mudança traz mais segurança jurídica e tempo para que o empreendedor possa organizar suas finanças, especialmente em tempos de alta instabilidade econômica.

Por que isso importa?

O regime do Simples Nacional oferece diversos benefícios para as pequenas empresas, como carga tributária reduzida e menor burocracia. Perder esse enquadramento pode significar um aumento expressivo de impostos e obrigações acessórias, além de dificultar a permanência no mercado.

Muitos empresários, mesmo com boa fé, acabam enfrentando dificuldades para manter tudo em dia — e são penalizados de forma severa com a exclusão. O projeto aprovado traz um respiro e reconhece que problemas financeiros pontuais não devem, necessariamente, ser tratados com punições automáticas.

E agora?

O projeto ainda precisa passar por outras comissões antes de ir ao plenário, mas a aprovação inicial já é um passo importante. Se virar lei, será uma conquista para quem luta todos os dias para manter o negócio aberto, gerar empregos e movimentar a economia.

Ficou com dúvidas sobre como está a situação da sua empresa no Simples Nacional?
Entender os critérios de permanência no regime e como evitar surpresas pode fazer toda a diferença.
Acesse nosso site para se informar melhor sobre o tema e ficar em dia com as obrigações fiscais do seu negócio.

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