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Tag: Empreendedorismo

Você sabe se o seu preço de venda realmente te dá lucro?

Definir o preço de venda é uma das tarefas mais importantes — e desafiadoras — para qualquer empreendedor. É por meio dele que a empresa garante sua sobrevivência, competitividade e lucratividade.

Mas ainda é comum ver negócios que estabelecem seus preços de forma intuitiva, “no feeling”, sem uma análise detalhada dos custos e margens. O problema é que essa prática pode esconder prejuízos silenciosos que comprometem o futuro da empresa.

O perigo de precificar “no achismo”

Quando o preço é definido sem base em dados, o empreendedor corre o risco de cobrar menos do que deveria. Às vezes, o produto ou serviço até parece dar lucro, mas, na verdade, está apenas cobrindo parte dos custos — ou nem isso.

Esse tipo de erro é mais comum do que se imagina, principalmente em pequenos negócios que ainda não possuem uma gestão financeira estruturada. O resultado é um ciclo perigoso: vendas crescem, mas o caixa não acompanha.

O que deve entrar na formação do preço de venda

Para calcular corretamente o preço de venda, é essencial considerar todos os custos e despesas envolvidos. Isso inclui:

  • Custos fixos: aluguel, energia, internet, folha de pagamento, entre outros.
  • Custos variáveis: matérias-primas, comissões, embalagens, frete etc.
  • Impostos: que variam conforme o regime tributário e o tipo de produto ou serviço.
  • Margem de lucro: o percentual que o empreendedor deseja obter sobre o custo total.

Um erro comum é considerar apenas o custo direto do produto (como a matéria-prima) e esquecer os custos indiretos — o que faz o preço parecer atrativo, mas insustentável a longo prazo.

O papel da contabilidade nesse processo

A contabilidade tem um papel estratégico na precificação. Ela fornece os dados financeiros necessários para que o empreendedor saiba exatamente quanto custa manter o negócio funcionando e qual é o ponto de equilíbrio entre faturamento e despesas.

Com essas informações, é possível definir preços realistas, que cubram todos os custos e ainda garantam o lucro desejado, sem comprometer a competitividade da empresa.

Mais do que números: uma questão de gestão

Formar o preço certo não é apenas uma questão matemática — é uma decisão de gestão.
Um preço bem calculado reflete o valor do produto, a estratégia da empresa e o posicionamento de mercado. Ele demonstra que o empreendedor conhece seus números e entende como cada venda impacta o resultado final.

Antes de definir o preço de venda, olhe para dentro do seu negócio. Entenda seus custos, suas margens e seu público. Uma precificação bem estruturada pode ser o divisor de águas entre um negócio que apenas “se mantém” e um negócio que cresce com lucro e sustentabilidade.

Férias coletivas: o que sua empresa precisa saber para se planejar sem erros!

Com o fim do ano se aproximando, muitas empresas começam a pensar nas férias coletivas — um período em que todos os colaboradores, ou parte deles, descansam ao mesmo tempo.
Essa prática é bastante comum, especialmente em setores que têm uma queda no movimento durante os meses de dezembro e janeiro.

Mas, apesar de parecer simples, as férias coletivas exigem planejamento e atenção às regras trabalhistas. Entenda a seguir tudo o que o empreendedor precisa saber antes de tomar essa decisão.

O que são férias coletivas?

As férias coletivas são um tipo de descanso concedido simultaneamente a todos os colaboradores de uma empresa, ou a determinados setores.
Elas estão previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e podem ser uma ótima alternativa para equilibrar o caixa da empresa e garantir o descanso da equipe em períodos de menor demanda.

Quais são as regras para conceder férias coletivas?

A CLT determina algumas regras importantes que devem ser seguidas por todas as empresas que desejam adotar o modelo coletivo:

  1. Comunicação antecipada:
    A empresa deve comunicar o Ministério do Trabalho e o sindicato da categoria com pelo menos 15 dias de antecedência.
    Além disso, todos os colaboradores também devem ser informados dentro desse mesmo prazo.
  2. Pagamento das férias:
    Assim como nas férias individuais, o pagamento deve ser feito até dois dias antes do início do descanso, incluindo o adicional de 1/3 constitucional.
  3. Divisão dos períodos:
    As férias coletivas podem ser divididas em até dois períodos anuais, sendo que nenhum deles pode ser inferior a 10 dias corridos.
  4. Abrangência:
    A empresa pode conceder férias coletivas para todos os funcionários ou apenas para determinados setores, conforme sua necessidade.

Por que as férias coletivas podem ser vantajosas para o empreendedor?

As férias coletivas trazem uma série de benefícios para a empresa e para os colaboradores.
Veja alguns dos principais:

  • Redução de custos operacionais, especialmente em épocas de baixa produção ou movimento.
  • Melhor aproveitamento do descanso, com toda a equipe voltando ao trabalho ao mesmo tempo e mais motivada.
  • Organização interna, já que é possível planejar a paralisação com antecedência e ajustar estoques, prazos e cronogramas.
  • Maior equilíbrio financeiro, pois o empresário consegue prever o impacto dos pagamentos e programar o caixa.

Cuidados que você deve ter

Apesar das vantagens, é importante ficar atento a alguns detalhes para evitar problemas trabalhistas:

  • Não deixe para comunicar o sindicato e o Ministério do Trabalho em cima da hora.
  • Garanta que todos os pagamentos sejam feitos corretamente, com recibos e comprovantes.
  • Formalize o comunicado interno por escrito, com as datas exatas do início e fim das férias.
  • Planeje o retorno da equipe com antecedência, para não comprometer o fluxo de trabalho.

Dica contábil

Antes de definir o período de férias coletivas, converse com o seu contador.
O profissional contábil pode ajudar a:

  • Calcular corretamente o custo das férias;
  • Emitir os comunicados oficiais;
  • Ajustar o cronograma de pagamentos;
  • Garantir que tudo esteja dentro da legislação trabalhista.

As férias coletivas são uma excelente alternativa para empresas que desejam equilibrar custos, melhorar a gestão de pessoas e proporcionar um descanso justo à equipe.
Com planejamento e o suporte de uma contabilidade parceira, é possível aproveitar esse período com tranquilidade e evitar qualquer tipo de problema legal.

Fonte: Portal Contábeis

Reforma Tributária: por que o setor de serviços deve ficar em alerta e como os empreendedores podem se preparar

A Reforma Tributária está avançando no Brasil e promete mudar profundamente a forma como as empresas pagam impostos. Embora o objetivo seja simplificar o sistema e tornar a cobrança mais justa, o setor de serviços — que representa uma grande fatia da economia — está em alerta.
Para muitos empreendedores, essas mudanças podem significar aumento da carga tributária, novos custos e necessidade de adaptação rápida.

Se a sua empresa atua com prestação de serviços, este artigo vai te ajudar a entender os impactos e, principalmente, como se preparar desde já para evitar surpresas.

O que muda com a Reforma Tributária

A principal mudança é a criação de dois novos tributos que substituirão os atuais PIS, Cofins, ICMS e ISS:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — gerido por estados e municípios;
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — gerida pela União.

Essa estrutura é chamada de IVA dual e tem como objetivo simplificar o sistema e reduzir a cumulatividade dos impostos. Na prática, a cobrança passará a ser feita com base em uma alíquota única sobre o valor agregado nas operações.

O problema é que, para muitos prestadores de serviço, essa mudança significa pagar muito mais imposto do que hoje.

Aumento previsto na carga tributária

Atualmente, muitos negócios do setor de serviços pagam cerca de 8,65% de tributos federais e municipais combinados.
Com a nova sistemática, a alíquota prevista gira em torno de 26,5% a 29% — um salto significativo.

Isso afeta principalmente negócios que têm custos concentrados em mão de obra, como:

  • empresas de tecnologia e suporte técnico,
  • consultorias, escritórios contábeis e jurídicos,
  • agências de marketing,
  • prestadores de serviços terceirizados (como limpeza e facilities).

Como salários e encargos trabalhistas não geram crédito tributário, essas empresas não terão como compensar parte dos tributos pagos — e acabam ficando em desvantagem em relação a indústrias e comércios.

Novos desafios para empreendedores

Além do aumento de tributos, a Reforma traz desafios operacionais que exigirão atenção redobrada dos empreendedores:

  • Complexidade nas regras de transição — as mudanças serão graduais, mas exigem acompanhamento constante;
  • Dificuldade para repassar custos — em contratos longos ou com clientes mais sensíveis a preço, o repasse tributário pode gerar renegociações complicadas;
  • Maior risco de autuações fiscais — por erros no aproveitamento de créditos ou interpretação das novas regras;
  • Custos extras com compliance — sistemas, consultorias e controles internos precisarão ser aprimorados.

Em outras palavras: quem não se preparar com antecedência pode enfrentar impactos diretos no caixa e na lucratividade da empresa.

Exemplos práticos

Para entender melhor, veja dois cenários comuns:

  • Consultoria – Uma empresa que hoje paga cerca de 8,65% sobre o faturamento poderá passar a pagar perto de 26,5%. Se a margem for apertada, isso pode consumir boa parte do lucro.
  • Escritório de advocacia – Como a maior parte do custo está na folha de pagamento, o escritório terá pouca ou nenhuma possibilidade de gerar créditos tributários, ficando com quase toda a nova alíquota como custo adicional.

Já setores como educação e saúde poderão ter alíquotas reduzidas ou regimes diferenciados — mas isso ainda dependerá da regulamentação final.

Como os empreendedores podem se preparar

A boa notícia é que dá para se antecipar e reduzir riscos com planejamento. Veja algumas ações práticas que recomendamos:

1. Faça um diagnóstico tributário

Revise a estrutura da sua empresa e simule como a nova tributação afetará sua operação. Isso ajuda a entender onde estão os maiores impactos e permite agir com antecedência.

2. Revise contratos e precificação

Inclua cláusulas que permitam reajustes em função de mudanças tributárias e reavalie a formação do preço de venda para absorver possíveis aumentos de carga fiscal.

3. Invista em tecnologia e compliance

Sistemas atualizados e controles internos robustos serão essenciais para evitar erros e penalidades. Automatizar processos tributários também reduz retrabalho e custo operacional.

4. Acompanhe a regulamentação de perto

As regras finais ainda estão sendo definidas. Participar de entidades de classe e manter contato com sua contabilidade pode fazer a diferença na adaptação.

5. Crie reservas financeiras

Com possíveis aumentos de impostos e ajustes contratuais, ter um colchão financeiro dará mais segurança no período de transição.

A Reforma Tributária é uma mudança estrutural que afetará todos os setores da economia, mas o setor de serviços merece atenção especial.
Empreendedores que se prepararem desde já terão mais condições de adaptar seus preços, proteger sua margem e manter a saúde financeira da empresa.

Planejamento tributário e acompanhamento especializado não são mais opcionais — são estratégicos.
Conte com o apoio do seu contador para traçar o melhor caminho e evitar surpresas desagradáveis.

Apostas online no ambiente de trabalho: um risco real para empresas e colaboradores

Nos últimos anos, o mercado de apostas online — conhecido popularmente como bets — cresceu de forma exponencial no Brasil. Com ele, também aumentaram os casos de ludopatia, termo utilizado para definir o vício em jogos de azar.
O que poderia parecer apenas uma questão pessoal, infelizmente, tem chegado ao ambiente de trabalho e à Justiça do Trabalho, gerando impactos jurídicos e financeiros para empresas e profissionais.

O cenário jurídico em 2025

Somente em 2025, a Justiça do Trabalho analisou oito casos relacionados a apostas no ambiente corporativo. Em sete deles, houve demissão por justa causa, e cinco dessas decisões foram mantidas após julgamento.
Um exemplo emblemático ocorreu no Rio Grande do Sul: uma colaboradora foi acusada de desviar mais de R$ 53 mil da tesouraria para sustentar seu vício. A empresa aplicou justa causa, e o caso agora é discutido judicialmente.

O que diz a lei

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seu Artigo 482, alínea “l”, prevê a demissão por justa causa para o empregado que, de forma habitual, pratica jogos de azar.
Quando essa conduta ocorre durante o expediente ou envolve recursos da empresa, o risco para o empregador se torna ainda maior, afetando diretamente a confiança, a segurança patrimonial e a produtividade.

Além disso, a ludopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como transtorno mental (CID-10: Z72.6 e F63.0), o que exige uma abordagem mais humana e preventiva por parte das empresas.

Por que o tema merece atenção das empresas

Embora o vício em apostas seja uma questão de saúde mental, seu reflexo no ambiente corporativo pode ser devastador. Entre os principais riscos, podemos destacar:

  • Desvios de recursos para sustentar o vício;
  • Queda na produtividade devido à perda de foco;
  • Uso indevido de equipamentos e internet corporativa;
  • Comprometimento da imagem da empresa em casos que ganham repercussão pública.

Ignorar esses sinais pode significar prejuízos financeiros, desgaste na equipe e até responsabilização jurídica.

Boas práticas para prevenção e gestão do problema

Para lidar com essa situação de forma estratégica e responsável, as empresas podem adotar medidas como:

  1. Definição de políticas internas claras — estabeleça regras objetivas sobre o uso de dispositivos e acesso a sites durante o expediente.
  2. Treinamento e conscientização — inclua o tema em programas de compliance e ética corporativa.
  3. Canais de apoio psicológico — ofereça suporte para colaboradores que enfrentam problemas com apostas ou outros vícios.
  4. Monitoramento e acompanhamento de conduta — sempre respeitando a legislação trabalhista e a privacidade do colaborador.

Conclusão

O crescimento das apostas online trouxe novos desafios para a gestão empresarial. Lidar com casos de ludopatia exige equilíbrio: firmeza no cumprimento da lei e sensibilidade para tratar um problema de saúde mental.
A prevenção, por meio de políticas claras e ações educativas, é a melhor forma de proteger tanto o colaborador quanto a empresa.

No mundo corporativo, a regra é simples: prevenir é sempre mais seguro — e menos custoso — do que remediar.

Fonte: Contábeis

O funil de vendas chegou ao fim? O que muda para os empreendedores

Por décadas, o funil de vendas foi a principal estratégia utilizada por empresas de todos os setores para atrair, nutrir e converter clientes. A lógica era simples e bem estruturada: o consumidor entra no topo com interesse, é nutrido com conteúdo ou ofertas e, ao final, realiza uma compra. Mas e se te dissermos que esse modelo está perdendo força?

A pergunta que muitos estão se fazendo agora é:
🔎 O funil de vendas chegou ao fim?

A resposta é: sim, ao menos como o conhecíamos.
E entender esse movimento é essencial para qualquer empreendedor que deseja se manter competitivo no mercado atual.

Por que o funil de vendas tradicional está ficando para trás?

O comportamento do consumidor mudou — e muito. Hoje, as pessoas não seguem uma trajetória linear até a decisão de compra. Elas:

  • Pesquisam em diversos canais
  • Leem avaliações e depoimentos
  • Fazem comparações
  • Voltam atrás na decisão
  • Retomam o processo em outro momento

Ou seja, o cliente entra e reentra na jornada de forma espontânea e imprevisível. Isso torna o antigo funil algo limitado, que não acompanha mais o ritmo nem a profundidade das interações modernas.

O novo modelo: jornada circular e experiências contínuas

Em vez de um funil com começo, meio e fim, o que temos hoje é um modelo circular, onde o foco está em construir um relacionamento contínuo com o cliente.

Para o empreendedor, isso significa que não basta mais apenas “atrair e vender”. É preciso:

✅ Produzir conteúdo relevante e educativo
✅ Estar presente em diferentes canais (site, redes sociais, e-mail etc.)
✅ Ser acessível e humano na comunicação
✅ Oferecer suporte real antes, durante e depois da contratação

E o que isso muda para os empreendedores?

Se você é empreendedor, saiba: o seu cliente também está mais exigente, mais bem informado e menos previsível.

Isso exige que você mude a forma como se comunica, como apresenta sua empresa e como constrói confiança.
O foco deve ser em relacionamento e experiência, e não mais apenas em tentar empurrar um produto ou serviço até a conversão.

Além disso, essa mudança impacta diretamente a forma como você investe em marketing e vendas. Estratégias antigas, como anúncios diretos sem conexão real, tendem a gerar cada vez menos resultados.

O papel da contabilidade nessa transformação

Um bom contador hoje não atua só com números. Ele é um parceiro estratégico, que ajuda o empreendedor a compreender:

📊 Quais indicadores acompanhar para entender o comportamento do cliente
📈 Como usar dados financeiros para criar estratégias comerciais mais eficientes
🧠 Como estruturar um planejamento mais realista com base na nova jornada do consumidor

Ou seja, a contabilidade deixa de ser apenas uma prestadora de serviço técnico e passa a atuar como inteligência de negócio.

Como se adaptar a esse novo cenário?

Para os empreendedores, algumas ações são indispensáveis nesse novo contexto:

🔹 Ouça o seu cliente: entenda suas dores, dúvidas e preferências.
🔹 Fale a língua dele: seja direto, humano e acessível.
🔹 Esteja presente de verdade: não só nas redes, mas nas decisões estratégicas.
🔹 Crie valor antes de vender: gere confiança antes de esperar um contrato assinado.

O fim do funil de vendas tradicional não é uma crise — é uma oportunidade de evolução.
Para quem trabalha com contabilidade, é o momento de sair do papel técnico e assumir um papel mais consultivo.
Para os empreendedores, é o momento de olhar para o cliente com mais empatia, estratégia e visão de longo prazo.

Se a sua empresa está pronta para essa nova jornada, o sucesso será consequência.

Fonte: Contábeis

Relacionamento no trabalho pode levar à demissão por justa causa?

Relacionamentos afetivos no ambiente de trabalho são mais comuns do que se imagina. Afinal, passamos boa parte do nosso tempo no ambiente corporativo, interagindo com colegas, compartilhando desafios e conquistas. Mas… e quando esse relacionamento ultrapassa os limites profissionais? Isso pode dar problema?

A resposta é: sim, em alguns casos, o relacionamento no trabalho pode levar à demissão por justa causa.

Quando o relacionamento é permitido?

Do ponto de vista legal, não existe uma proibição expressa sobre namoros ou relacionamentos afetivos entre colegas de trabalho. Portanto, em situações onde o envolvimento não compromete o desempenho das atividades, nem gera conflitos ou constrangimentos, não há motivo para medidas disciplinares.

Empresas mais modernas, inclusive, reconhecem que o relacionamento entre colegas pode acontecer naturalmente e, por isso, preferem focar em boas práticas de convivência e ética profissional.

Quando o relacionamento pode gerar demissão por justa causa?

A demissão por justa causa ocorre quando há uma falta grave, prevista na CLT. Isso pode acontecer, por exemplo, quando o relacionamento:

  • Gera favorecimento indevido (como promoções ou benefícios direcionados);
  • Envolve relacionamento entre líderes e subordinados, o que pode configurar conflito de interesses;
  • Resulta em condutas inapropriadas durante o expediente;
  • Leva a constrangimentos, assédio ou exposição dos demais colaboradores;
  • Descumpre regras internas da empresa, que tenham sido previamente comunicadas.

Nessas situações, se comprovado que houve quebra de conduta ou prejuízo ao ambiente profissional, a empresa tem respaldo legal para aplicar advertências e até mesmo demissão por justa causa.

O que os empreendedores devem fazer?

Para evitar riscos trabalhistas e proteger o clima organizacional, é essencial que a empresa adote algumas medidas preventivas:

✅ Estabeleça um código de conduta claro, abordando o tema de forma objetiva e respeitosa;
✅ Oriente os líderes sobre como lidar com situações delicadas que envolvam seus times;
✅ Ofereça treinamentos periódicos sobre ética, comportamento e cultura organizacional;
✅ Mantenha um canal de comunicação aberto e seguro para denúncias ou dúvidas dos colaboradores.

E os funcionários?

Colaboradores também têm responsabilidade sobre suas atitudes no ambiente de trabalho. Se envolver emocionalmente com alguém do time não é um erro por si só, mas é importante que:

🔸 Haja maturidade para separar o lado profissional do pessoal;
🔸 Não haja troca de benefícios, nem exposição do relacionamento no expediente;
🔸 Se houver conflito de hierarquia, considerar a possibilidade de comunicar o RH.

Relacionamentos no trabalho exigem equilíbrio, ética e bom senso. Tanto empregadores quanto empregados devem estar atentos aos limites entre o pessoal e o profissional, para preservar o respeito, a produtividade e a harmonia no ambiente corporativo.

E se a sua empresa ainda não tem um regulamento interno ou dúvidas sobre como lidar com essas questões, converse com um contador especializado ou um consultor trabalhista. Uma orientação correta pode evitar dores de cabeça futuras!

Fonte: Contábeis

Erros fiscais que colocam sua empresa na mira da Receita Federal — e como evitá-los

Manter uma empresa em conformidade fiscal no Brasil exige muito mais do que pagar impostos em dia. O sistema tributário é complexo, e erros — mesmo que não intencionais — podem gerar sérias consequências para o negócio. Para se ter uma ideia, as penalidades por infrações fiscais podem chegar a 225% do valor devido, de acordo com a legislação atual.

Neste artigo, vamos abordar os erros fiscais mais comuns cometidos por empresas, explicar por que eles acontecem e, principalmente, como evitá-los com uma gestão contábil estratégica.

Por que os erros fiscais acontecem?

Em geral, os erros fiscais são causados por:

  • Falta de conhecimento técnico sobre o sistema tributário
  • Escolha inadequada do regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real)
  • Classificação fiscal incorreta de produtos ou serviços
  • Desatualização sobre mudanças na legislação tributária
  • Ausência de planejamento e acompanhamento contábil especializados

Empresas que não contam com suporte técnico contábil adequado estão mais propensas a cometer falhas — muitas vezes sem saber.

Os erros fiscais mais comuns

1. Erro na escolha do regime tributário

Cada regime possui regras próprias e se encaixa em perfis empresariais específicos. Optar por um regime que não condiz com a realidade da empresa pode gerar tributos indevidos ou, pior, gerar débitos com a Receita Federal.

2. Classificação fiscal incorreta

A NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) define a carga tributária de cada produto. Erros na classificação acarretam recolhimento indevido ou falta de recolhimento, o que gera autuações fiscais.

3. Desconsiderar benefícios fiscais

Há diversos incentivos fiscais, regimes especiais e possibilidades legais de redução tributária — como o uso de precatórios para abater dívidas. Não conhecer esses mecanismos faz com que a empresa perca competitividade e pague mais do que deveria.

4. Equívocos em declarações e obrigações acessórias

Declarações como ECF, SPED Fiscal e DCTFWeb exigem precisão técnica. Informações divergentes ou inconsistentes acendem o alerta da Receita Federal.

Quais os riscos para a empresa?

Quando identificados pela Receita, os erros fiscais podem gerar:

  • Multas de até 225% sobre o valor do tributo não recolhido
  • Suspensão do CNPJ
  • Bloqueio na emissão de notas fiscais
  • Acesso restrito a crédito bancário
  • Impacto na reputação e nas operações da empresa

A fiscalização está cada vez mais automatizada e cruzando dados em tempo real. O risco de ser pego por um erro é alto — e o prejuízo pode ser ainda maior.

Como evitar problemas fiscais?

A melhor forma de proteger o seu negócio contra riscos fiscais é por meio de planejamento tributário e assessoria contábil especializada. Veja algumas boas práticas:

  • Revisar o regime tributário periodicamente
  • Classificar corretamente produtos e serviços
  • Acompanhar as atualizações da legislação
  • Manter um controle rigoroso sobre documentos e declarações
  • Investir em tecnologia e automação contábil
  • Ter um contador parceiro, que atue de forma consultiva e estratégica

Evitar erros fiscais não é apenas uma questão de evitar multas — é uma forma de garantir saúde financeira, segurança jurídica e sustentabilidade para o negócio. Um bom planejamento tributário transforma a contabilidade de um centro de custo para um centro de inteligência estratégica.

Se você é empreendedor e deseja crescer com segurança, conte com um escritório contábil que vai além da burocracia e atua lado a lado com você nas decisões da empresa.

Reforma Tributária: o que muda na compensação de créditos tributários e como sua empresa pode se preparar

A partir de 2026, a Reforma Tributária começa a valer no Brasil e vai transformar a forma como as empresas lidam com tributos. Uma das principais mudanças será na compensação de créditos tributários, que passará a ser automática e integrada ao novo modelo de nota fiscal.

Mas o que isso significa, na prática? E como sua empresa pode se preparar para essa nova fase?

Vamos te explicar tudo de forma simples.

O que vai mudar com a Reforma Tributária?

A reforma vai substituir vários tributos atuais (PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI) por dois novos impostos:

  • CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços, administrada pela União
  • IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, administrado pelos estados e municípios

Além disso, será criado um novo documento fiscal padronizado nacionalmente, e a apuração dos impostos será mais simples e transparente.

Compensação automática de créditos: o que é isso?

Hoje, muitas empresas precisam calcular os créditos tributários manualmente ou com sistemas que exigem conferência constante. Isso gera atrasos, erros e até perdas de valores que poderiam ser recuperados.

Com a Reforma, o processo será automático:
🔹 Ao emitir uma nota fiscal, o sistema já calcula o valor do imposto e o crédito que pode ser aproveitado.
🔹 Esse cálculo será feito por meio de um sistema chamado ROC (Registro de Operação de Consumo).
🔹 O crédito entra direto no sistema e pode ser usado automaticamente para abater outros tributos.

E o que é o tal do “split payment”?

É uma nova forma de recolher os impostos.
Funciona assim: em vez da empresa receber o valor total da venda e depois repassar os tributos ao governo, o imposto é retirado automaticamente no momento da venda e vai direto para o fisco.

➡ Isso traz mais segurança e reduz o risco de inadimplência, mas exige atenção ao fluxo de caixa, já que o valor do imposto não vai mais passar pelo caixa da empresa.

Vai dar para aproveitar todos os créditos?

Nem todos. Alguns produtos e serviços continuam sem direito a crédito, como:

  • Bebidas alcoólicas
  • Cigarros e derivados de tabaco
  • Armas e munições
  • Serviços recreativos, esportivos ou estéticos de uso pessoal

Esses itens não entram na regra da não cumulatividade e não podem ser usados para abater tributos.

E o fechamento mensal, acaba?

Não. Mesmo com a automação, as empresas continuarão fazendo o fechamento mensal dos tributos.

Se algum crédito não for aproveitado automaticamente — por erro, inconsistência ou outro motivo —, será possível solicitar a compensação ou o ressarcimento junto à Receita Federal (para a CBS) ou ao Comitê Gestor do IBS.

O que sua empresa precisa fazer agora?

A transição para o novo sistema começa em 2026, mas o período de adaptação vai até 2033. Ou seja, haverá um tempo para ajustes — mas quem se preparar desde já sairá na frente.

Veja alguns passos importantes:

✅ Verificar se o sistema fiscal atual será compatível com o novo modelo
✅ Reavaliar processos contábeis e financeiros
✅ Capacitar sua equipe
✅ Rever contratos com fornecedores e clientes
✅ Ficar de olho nas normas e testes que serão liberados em 2025

Conclusão: quem se prepara, lucra

A nova forma de apurar e compensar tributos promete mais agilidade, menos burocracia e maior transparência. Mas, como toda mudança, exige planejamento e adaptação.

Empresas que começarem a se organizar desde agora terão uma vantagem competitiva importante: menos risco, mais controle e melhor aproveitamento dos créditos tributários.

Se você ainda tem dúvidas sobre como a Reforma Tributária vai impactar o seu negócio, fale com o seu contador de confiança. Ele será o seu principal aliado nessa transição!

Mais da metade dos brasileiros gostaria de trabalhar por conta própria, segundo pesquisa Datafolha

Mais da metade dos brasileiros prefere trabalhar por conta própria, revela levantamento do Instituto Datafolha publicado na última sexta-feira (20). Segundo os dados, 59% da população optaria pelo trabalho autônomo, contra 39% que ainda se sentem mais confortáveis com o emprego formal. Outros 2% não souberam responder.

Esse resultado marca uma mudança significativa no mercado de trabalho brasileiro, especialmente entre os mais jovens e os que possuem rendimentos mais altos. A pesquisa, realizada entre os dias 10 e 11 de junho com 2.026 entrevistados em 136 municípios, evidencia que a autonomia profissional vem ganhando cada vez mais espaço.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, por exemplo, a preferência pelo trabalho por conta própria chega a 68%, contra apenas 28% que ainda buscam o emprego com carteira assinada. Já entre os maiores de 60 anos, 50% declararam que também gostariam de trabalhar por conta própria, frente a 45% que valorizam o vínculo formal. Esses números apontam para uma mudança geracional clara, em que a percepção de estabilidade e a busca por maior flexibilidade e controle da própria carreira têm superado a tradicional segurança da CLT.

Outro ponto que chama a atenção na pesquisa é a redução da parcela da população que prioriza o emprego formal, mesmo com salários mais baixos. Em 2022, 77% das pessoas preferiam a carteira assinada com menor remuneração, índice que caiu para 67% em 2024. Paralelamente, 31% dos entrevistados estariam dispostos a abrir mão do registro em carteira para receber um salário maior — 10 pontos percentuais a mais que em 2022. Entre essas pessoas que aceitam o trabalho sem vínculo formal, 85% demonstram interesse em trabalhar por conta própria, reforçando a relação entre maior rendimento e a rejeição à CLT.

No entanto, a pesquisa também destaca que a segurança da carteira assinada segue sendo prioridade para muitos, especialmente entre mulheres e trabalhadores de baixa renda. Dentre as mulheres, 71% preferem o emprego formal, contra 62% dos homens. Já entre quem recebe até dois salários mínimos, 72% dizem que valorizam o vínculo CLT. Por outro lado, entre os que ganham mais de dez salários mínimos, essa proporção cai para 56%, evidenciando que a segurança do emprego formal continua sendo um fator decisivo para os mais vulneráveis.

Esse cenário impõe novos desafios para a formulação de políticas públicas e para o próprio mercado. Com o crescimento da atividade autônoma, aumenta a necessidade de:

  • Reformular a previdência e os mecanismos de proteção social;
  • Revisar a regulação da informalidade;
  • Investir em qualificação profissional e educação financeira;
  • Facilitar o acesso a crédito para microempreendedores e autônomos.

Nesse contexto, programas como o Microempreendedor Individual (MEI) têm sido fundamentais para formalizar trabalhadores e garantir acesso a direitos básicos. Contudo, a pesquisa também evidencia que muitos profissionais estão dispostos a abrir mão dessas garantias em troca de maior renda e liberdade para conduzir a própria carreira.

A pandemia, o crescimento do empreendedorismo digital, a popularização do home office e o encarecimento do custo de vida foram fatores que impulsionaram essa mudança cultural. Além disso, a ascensão da chamada “gig economy” — marcada por freelancers e prestadores de serviços que atuam por meio de plataformas digitais — reforça a percepção de que o futuro do trabalho pode estar cada vez menos preso a contratos formais e cada vez mais orientado para a flexibilidade.

Os dados do Datafolha indicam um novo momento para o mercado de trabalho brasileiro: a busca por autonomia e maior potencial de ganho já rivaliza com a segurança tradicional da CLT. Para empresas, contadores e consultores, o momento exige um olhar atento a essas tendências. Compreender os impactos dessas escolhas, antecipar-se às novas demandas e adaptar-se às mudanças que já estão em curso será indispensável para garantir relevância e competitividade num cenário que se transforma a cada dia.

A Importância do Fluxo de Caixa para a Gestão Empresarial

No dia a dia de uma empresa, a organização financeira é fundamental para garantir o equilíbrio e a sustentabilidade do negócio. Nesse sentido, o fluxo de caixa surge como um dos instrumentos básicos e indispensáveis para o planejamento financeiro.

Esse controle permite apurar o saldo disponível no momento presente e projetar o futuro, assegurando que haja sempre capital de giro suficiente para cobrir as operações — como folha de pagamento, impostos e fornecedores — além de viabilizar novos investimentos, como a reforma da fachada, por exemplo.

O que registrar no fluxo de caixa?
Ao elaborar o fluxo de caixa, o empresário precisa incluir:

  • Todos os recebimentos;
  • Todos os pagamentos;
  • Recebimentos e pagamentos previstos para o futuro.

Com essas informações registradas e atualizadas regularmente, o gestor passa a ter uma visão clara e objetiva da situação financeira da empresa, tanto no presente quanto no futuro. Dessa forma, torna-se possível antecipar decisões importantes — como o momento certo para investir, planejar promoções para reduzir estoques parados, avaliar a necessidade de empréstimos ou negociar melhores prazos com fornecedores — evitando que imprevistos causem dificuldades financeiras.

Dicas para controlar o fluxo de caixa:

  • Faça o lançamento diário de todas as vendas e despesas;
  • Em períodos deficitários, analise a necessidade de capital de giro;
  • Quando o saldo for positivo, avalie a oportunidade de novos investimentos;
  • Registre sempre os pagamentos e recebimentos futuros;
  • Caso o saldo esteja negativo, revise suas contas e avalie a necessidade de recursos adicionais.

É importante lembrar que o saldo de caixa reflete apenas o momento atual e não determina, por si só, o lucro ou prejuízo operacional. Fatores sazonais ou pontuais podem influenciar os números em determinados períodos, por isso o monitoramento constante e a análise de tendências ao longo do tempo são indispensáveis para uma avaliação realista da saúde financeira do negócio.

Além disso, recomenda-se conferir o saldo final todos os dias. Oscilações muito altas, sejam positivas ou negativas, são um sinal de que a empresa precisa melhorar sua organização financeira.

Em resumo, o controle e a boa gestão do fluxo de caixa são indispensáveis para que o empresário tenha segurança e embasamento ao tomar decisões que impactam diretamente o futuro da empresa. Um fluxo de caixa bem estruturado garante previsibilidade, tranquilidade e maior capacidade para aproveitar oportunidades e superar desafios.

Fonte: Sebrae

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