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Tag: Empresa

Qual é o papel da empresa diante do assédio moral no trabalho?

O assédio moral no ambiente de trabalho é caracterizado por gestos, palavras e comportamentos repetitivos que expõem os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. Essa definição é reconhecida pelo Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado Federal.

Essa prática fere a integridade física e psicológica dos colaboradores e exige resposta imediata da empresa, especialmente dos setores de Recursos Humanos, Compliance e Jurídico. Promover um ambiente de trabalho saudável não é apenas uma meta ética, mas também uma obrigação legal estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela Constituição Federal.

Assédio moral e vulnerabilidades no ambiente de trabalho

O assédio moral pode atingir homens e mulheres, mas são elas, especialmente mulheres negras, que enfrentam maior vulnerabilidade. A intersecção entre sexismo e racismo agrava os desafios vividos por essas profissionais, tornando-as alvos mais frequentes de comportamentos abusivos.

Diante disso, é fundamental que as empresas adotem medidas concretas de prevenção e combate ao assédio moral. Programas de diversidade, inclusão e equidade são indispensáveis e devem envolver todas as camadas da organização. Isso contribui para a construção de um ambiente respeitoso e seguro para todas as pessoas, independentemente de gênero, raça ou qualquer outra característica pessoal.

Exemplos comuns de assédio moral

A seguir, listamos 10 exemplos que ajudam a identificar práticas de assédio moral no ambiente profissional:

  1. Controlar de forma abusiva quantas vezes o colaborador vai ao banheiro ou quanto tempo demora.
  2. Retirar a autonomia ou negar o acesso a ferramentas essenciais para o trabalho.
  3. Criticar repetidamente e de forma desproporcional o desempenho do funcionário.
  4. Atribuir, com frequência e de forma intencional, tarefas muito abaixo ou acima da capacidade do colaborador.
  5. Invadir a privacidade com ligações ou correspondências indevidas.
  6. Fazer ataques verbais, gestos de desprezo, ameaças ou comentários sobre a vida pessoal.
  7. Espalhar boatos ou fazer piadas que ridicularizem alguém.
  8. Ignorar problemas de saúde ou dificultar o acesso a consultas, especialmente no caso de gestantes.
  9. Interferir no planejamento familiar, como proibir mulheres de engravidarem.
  10. Desconsiderar a opinião técnica de mulheres em suas áreas de atuação.

Consequências jurídicas e o dever da empresa

O assédio moral pode resultar em penalidades nas esferas trabalhista, civil, administrativa e criminal. De acordo com a CLT, pode ser motivo para rescisão indireta do contrato de trabalho. Já a Resolução 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) classifica três tipos de assédio: moral, moral organizacional e sexual — todos passíveis de punição conforme a Lei 14.457/22.

Por isso, é essencial que líderes e profissionais de RH estejam atentos aos sinais e prontos para agir com rapidez e responsabilidade. A escuta ativa da vítima e a preservação da confidencialidade são fundamentais para proteger o denunciante de possíveis retaliações.

Medidas preventivas e o Canal de Denúncias

A empresa deve adotar uma postura firme diante de condutas abusivas, deixando claro que não tolera esse tipo de comportamento. Além disso, deve incentivar a busca por orientação jurídica e oferecer suporte durante todo o processo.

Uma medida extremamente eficaz é a implementação de um Canal de Denúncias terceirizado. Esse tipo de canal permite que a empresa tenha acesso a informações que, de outra forma, poderiam permanecer restritas a pequenos grupos. Por ser externo e independente, aumenta a confiança dos colaboradores, reduz o medo de represálias e fortalece a cultura de integridade.

Conclusão

Estabelecer procedimentos internos claros e eficazes para lidar com o assédio moral é um dever das empresas. A política de recursos humanos deve oferecer orientações acessíveis e detalhadas sobre como denunciar, assegurando uma investigação imparcial e embasada.

Combater o assédio moral não é apenas uma ação de responsabilidade social, mas uma atitude estratégica para fortalecer a cultura organizacional, promover a saúde mental no trabalho e garantir o respeito aos direitos de todos os colaboradores.

Fonte: Canal da Ética

Está querendo iniciar um negócio?

Abrir uma empresa ou iniciar um novo negócio exige mais do que apenas vontade — é preciso reunir um conjunto de habilidades e conhecimentos. Entender o mercado, conhecer seu público, planejar cada etapa e tomar decisões estratégicas são pontos fundamentais.

Uma boa gestão envolve controle financeiro, estratégias de marketing e, claro, criatividade e inovação. Para te ajudar nesse processo, separei um passo a passo prático com tudo o que você precisa saber para começar do jeito certo.

1. Descubra que tipo de negócio você quer abrir

Você quer empreender, mas ainda está em dúvida sobre qual caminho seguir? Comece pesquisando e refletindo sobre o setor em que deseja atuar. Será um comércio ou prestação de serviços? Qual produto ou serviço você vai oferecer?

Responder essas perguntas é o primeiro passo antes de dar entrada na abertura da empresa. Quanto mais clareza você tiver, melhor será sua tomada de decisão.

2. Avalie se você tem perfil empreendedor

Ter um negócio próprio vai além de uma boa ideia. É preciso ter atitude empreendedora, conhecer a realidade do mercado e estar preparado para os desafios. Também é essencial entender o seu público-alvo e garantir que você conseguirá entregar o que promete com qualidade e consistência.

3. Reúna todas as informações sobre o negócio

Pesquise o mercado, seus concorrentes e o comportamento dos consumidores. Avalie sua capacidade financeira, defina a localização (presencial ou delivery), trace seu plano de marketing e organize tudo o que for essencial para a estrutura do negócio. Essas informações serão a base para um plano de negócios consistente.

4. Coloque tudo no papel

Com todas as informações em mãos, é hora de transformar ideias em estratégia. Estruture seu plano de negócios, defina objetivos, metas, estratégias de posicionamento e ações práticas. Um bom planejamento é essencial para evitar surpresas e conduzir sua empresa com mais segurança.

5. Conte com um contador especialista

Agora que você já tem seu plano bem definido, é hora de buscar um contador de confiança para formalizar a abertura da sua empresa. Esse profissional vai te orientar sobre o tipo de empresa ideal, regime tributário mais adequado, além de cuidar de todas as obrigações legais e fiscais.

Com o apoio certo, você evita erros e garante que sua empresa esteja regularizada desde o início.

6. Mãos à obra!

Com o CNPJ ativo e tudo em ordem, chegou a hora de colocar seu projeto em prática! Empreender é, sim, desafiador — mas com informação, planejamento e o apoio certo, seu sonho de ter um negócio próprio pode se tornar realidade da melhor forma possível.

Fonte: Sebrae

A Grandeza dos Números

A Grandeza dos Números!

Muitas vezes, como contadores, ouvimos a pergunta: “Para que serve a contabilidade?” E, infelizmente, uma resposta comum é que se trata apenas de uma exigência legal. Mas será que essa visão faz jus à grandiosidade da nossa ciência?

A contabilidade vai muito além de uma obrigação burocrática. Ela é a chave para a materialização das demonstrações financeiras, traduzindo a realidade econômica das empresas. No entanto, para quem não é da área, esses relatórios podem parecer apenas números soltos, sem relevância prática.

Mas aqui está o ponto crucial: assim como o médico analisa exames para diagnosticar a saúde do paciente, o contador interpreta demonstrações financeiras para avaliar a saúde da empresa.

Através desses indicadores, conseguimos entender:

📌 Como a empresa está gerindo seus recursos

📌 Se há equilíbrio entre investimentos e financiamentos

📌 Quais decisões impactam diretamente o caixa e o endividamento

Por exemplo, ao adquirir um ativo (como uma máquina), é essencial analisar a origem dos recursos. Se o pagamento for à vista, pode comprometer o capital de giro; se for financiado a curto prazo, pode pressionar o fluxo de caixa; se for um financiamento de longo prazo, pode indicar um planejamento financeiro mais sólido.

Cada decisão tem um efeito, e a contabilidade é a ciência que permite enxergar essas relações de causa e consequência.

Então, convido você a refletir: como anda a saúde financeira da sua empresa? Você tem utilizado a contabilidade como ferramenta estratégica ou apenas como obrigação?

Vamos seguir essa conversa! 🚀

Ruberlei Rocha Machado

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