Skip to main content

Tag: Saúde

Farmácias e Drogarias: 5 Cuidados Essenciais com a Gestão Financeira em 2025

A rotina de quem administra uma farmácia ou drogaria é intensa: controlar estoques, lidar com fornecedores, gerenciar equipes e ainda atender aos clientes com excelência. No meio disso tudo, a gestão financeira muitas vezes fica em segundo plano — e é aí que mora o perigo. Em 2025, com as mudanças no comportamento do consumidor, o aumento da concorrência e a digitalização dos serviços de saúde, cuidar das finanças é mais importante do que nunca.

Neste artigo, reunimos 5 cuidados fundamentais para que donos e gestores de farmácias possam manter a saúde financeira do negócio em dia e evitar surpresas no caixa.

1. Controle de estoque é também controle financeiro

Um dos maiores desafios de drogarias é manter o estoque equilibrado: nem em excesso (o que gera custo parado), nem em falta (o que gera perda de vendas). Um estoque desorganizado afeta diretamente o financeiro. Use sistemas de controle e revise seus pedidos com frequência.

2. Fique atento às obrigações fiscais específicas do setor

Farmácias e drogarias lidam com produtos sujeitos à tributação diferenciada, como medicamentos genéricos e controlados. Uma apuração incorreta pode gerar multas ou até problemas com a vigilância sanitária. Em 2025, algumas obrigações acessórias mudaram, e é preciso ficar atento para evitar riscos.

3. Gerencie bem os prazos com fornecedores e operadoras de convênio

Muitos estabelecimentos vendem por meio de convênios ou PBMs (Programas de Benefício em Medicamentos), o que impacta diretamente o fluxo de caixa. Negociar bem os prazos e entender como essas receitas entram na conta é essencial para manter a operação saudável.

4. Acompanhe indicadores além do lucro

Faturar muito não significa lucrar bem. Margem de contribuição, ponto de equilíbrio e ticket médio são métricas que ajudam a entender o desempenho real do negócio. Em 2025, empreendedores que dominam esses números saem na frente.

5. Invista na capacitação da equipe

Erros no caixa, falhas em conferência de receitas e má orientação ao cliente podem gerar prejuízos. Treinar a equipe não é gasto — é investimento. Com tantos produtos de venda livre e controlada, a equipe precisa estar preparada para evitar riscos legais e financeiros.

Administrar uma farmácia ou drogaria em 2025 vai além de vender bem. É preciso controlar, planejar e entender os números com profundidade. Se você sente que está cuidando demais do balcão e de menos da gestão, talvez seja hora de olhar com mais carinho para o financeiro.

Qual é o papel da empresa diante do assédio moral no trabalho?

O assédio moral no ambiente de trabalho é caracterizado por gestos, palavras e comportamentos repetitivos que expõem os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. Essa definição é reconhecida pelo Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado Federal.

Essa prática fere a integridade física e psicológica dos colaboradores e exige resposta imediata da empresa, especialmente dos setores de Recursos Humanos, Compliance e Jurídico. Promover um ambiente de trabalho saudável não é apenas uma meta ética, mas também uma obrigação legal estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela Constituição Federal.

Assédio moral e vulnerabilidades no ambiente de trabalho

O assédio moral pode atingir homens e mulheres, mas são elas, especialmente mulheres negras, que enfrentam maior vulnerabilidade. A intersecção entre sexismo e racismo agrava os desafios vividos por essas profissionais, tornando-as alvos mais frequentes de comportamentos abusivos.

Diante disso, é fundamental que as empresas adotem medidas concretas de prevenção e combate ao assédio moral. Programas de diversidade, inclusão e equidade são indispensáveis e devem envolver todas as camadas da organização. Isso contribui para a construção de um ambiente respeitoso e seguro para todas as pessoas, independentemente de gênero, raça ou qualquer outra característica pessoal.

Exemplos comuns de assédio moral

A seguir, listamos 10 exemplos que ajudam a identificar práticas de assédio moral no ambiente profissional:

  1. Controlar de forma abusiva quantas vezes o colaborador vai ao banheiro ou quanto tempo demora.
  2. Retirar a autonomia ou negar o acesso a ferramentas essenciais para o trabalho.
  3. Criticar repetidamente e de forma desproporcional o desempenho do funcionário.
  4. Atribuir, com frequência e de forma intencional, tarefas muito abaixo ou acima da capacidade do colaborador.
  5. Invadir a privacidade com ligações ou correspondências indevidas.
  6. Fazer ataques verbais, gestos de desprezo, ameaças ou comentários sobre a vida pessoal.
  7. Espalhar boatos ou fazer piadas que ridicularizem alguém.
  8. Ignorar problemas de saúde ou dificultar o acesso a consultas, especialmente no caso de gestantes.
  9. Interferir no planejamento familiar, como proibir mulheres de engravidarem.
  10. Desconsiderar a opinião técnica de mulheres em suas áreas de atuação.

Consequências jurídicas e o dever da empresa

O assédio moral pode resultar em penalidades nas esferas trabalhista, civil, administrativa e criminal. De acordo com a CLT, pode ser motivo para rescisão indireta do contrato de trabalho. Já a Resolução 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) classifica três tipos de assédio: moral, moral organizacional e sexual — todos passíveis de punição conforme a Lei 14.457/22.

Por isso, é essencial que líderes e profissionais de RH estejam atentos aos sinais e prontos para agir com rapidez e responsabilidade. A escuta ativa da vítima e a preservação da confidencialidade são fundamentais para proteger o denunciante de possíveis retaliações.

Medidas preventivas e o Canal de Denúncias

A empresa deve adotar uma postura firme diante de condutas abusivas, deixando claro que não tolera esse tipo de comportamento. Além disso, deve incentivar a busca por orientação jurídica e oferecer suporte durante todo o processo.

Uma medida extremamente eficaz é a implementação de um Canal de Denúncias terceirizado. Esse tipo de canal permite que a empresa tenha acesso a informações que, de outra forma, poderiam permanecer restritas a pequenos grupos. Por ser externo e independente, aumenta a confiança dos colaboradores, reduz o medo de represálias e fortalece a cultura de integridade.

Conclusão

Estabelecer procedimentos internos claros e eficazes para lidar com o assédio moral é um dever das empresas. A política de recursos humanos deve oferecer orientações acessíveis e detalhadas sobre como denunciar, assegurando uma investigação imparcial e embasada.

Combater o assédio moral não é apenas uma ação de responsabilidade social, mas uma atitude estratégica para fortalecer a cultura organizacional, promover a saúde mental no trabalho e garantir o respeito aos direitos de todos os colaboradores.

Fonte: Canal da Ética

× Como posso te ajudar?