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Reforma Tributária: por que o setor de serviços deve ficar em alerta e como os empreendedores podem se preparar

A Reforma Tributária está avançando no Brasil e promete mudar profundamente a forma como as empresas pagam impostos. Embora o objetivo seja simplificar o sistema e tornar a cobrança mais justa, o setor de serviços — que representa uma grande fatia da economia — está em alerta.
Para muitos empreendedores, essas mudanças podem significar aumento da carga tributária, novos custos e necessidade de adaptação rápida.

Se a sua empresa atua com prestação de serviços, este artigo vai te ajudar a entender os impactos e, principalmente, como se preparar desde já para evitar surpresas.

O que muda com a Reforma Tributária

A principal mudança é a criação de dois novos tributos que substituirão os atuais PIS, Cofins, ICMS e ISS:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — gerido por estados e municípios;
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — gerida pela União.

Essa estrutura é chamada de IVA dual e tem como objetivo simplificar o sistema e reduzir a cumulatividade dos impostos. Na prática, a cobrança passará a ser feita com base em uma alíquota única sobre o valor agregado nas operações.

O problema é que, para muitos prestadores de serviço, essa mudança significa pagar muito mais imposto do que hoje.

Aumento previsto na carga tributária

Atualmente, muitos negócios do setor de serviços pagam cerca de 8,65% de tributos federais e municipais combinados.
Com a nova sistemática, a alíquota prevista gira em torno de 26,5% a 29% — um salto significativo.

Isso afeta principalmente negócios que têm custos concentrados em mão de obra, como:

  • empresas de tecnologia e suporte técnico,
  • consultorias, escritórios contábeis e jurídicos,
  • agências de marketing,
  • prestadores de serviços terceirizados (como limpeza e facilities).

Como salários e encargos trabalhistas não geram crédito tributário, essas empresas não terão como compensar parte dos tributos pagos — e acabam ficando em desvantagem em relação a indústrias e comércios.

Novos desafios para empreendedores

Além do aumento de tributos, a Reforma traz desafios operacionais que exigirão atenção redobrada dos empreendedores:

  • Complexidade nas regras de transição — as mudanças serão graduais, mas exigem acompanhamento constante;
  • Dificuldade para repassar custos — em contratos longos ou com clientes mais sensíveis a preço, o repasse tributário pode gerar renegociações complicadas;
  • Maior risco de autuações fiscais — por erros no aproveitamento de créditos ou interpretação das novas regras;
  • Custos extras com compliance — sistemas, consultorias e controles internos precisarão ser aprimorados.

Em outras palavras: quem não se preparar com antecedência pode enfrentar impactos diretos no caixa e na lucratividade da empresa.

Exemplos práticos

Para entender melhor, veja dois cenários comuns:

  • Consultoria – Uma empresa que hoje paga cerca de 8,65% sobre o faturamento poderá passar a pagar perto de 26,5%. Se a margem for apertada, isso pode consumir boa parte do lucro.
  • Escritório de advocacia – Como a maior parte do custo está na folha de pagamento, o escritório terá pouca ou nenhuma possibilidade de gerar créditos tributários, ficando com quase toda a nova alíquota como custo adicional.

Já setores como educação e saúde poderão ter alíquotas reduzidas ou regimes diferenciados — mas isso ainda dependerá da regulamentação final.

Como os empreendedores podem se preparar

A boa notícia é que dá para se antecipar e reduzir riscos com planejamento. Veja algumas ações práticas que recomendamos:

1. Faça um diagnóstico tributário

Revise a estrutura da sua empresa e simule como a nova tributação afetará sua operação. Isso ajuda a entender onde estão os maiores impactos e permite agir com antecedência.

2. Revise contratos e precificação

Inclua cláusulas que permitam reajustes em função de mudanças tributárias e reavalie a formação do preço de venda para absorver possíveis aumentos de carga fiscal.

3. Invista em tecnologia e compliance

Sistemas atualizados e controles internos robustos serão essenciais para evitar erros e penalidades. Automatizar processos tributários também reduz retrabalho e custo operacional.

4. Acompanhe a regulamentação de perto

As regras finais ainda estão sendo definidas. Participar de entidades de classe e manter contato com sua contabilidade pode fazer a diferença na adaptação.

5. Crie reservas financeiras

Com possíveis aumentos de impostos e ajustes contratuais, ter um colchão financeiro dará mais segurança no período de transição.

A Reforma Tributária é uma mudança estrutural que afetará todos os setores da economia, mas o setor de serviços merece atenção especial.
Empreendedores que se prepararem desde já terão mais condições de adaptar seus preços, proteger sua margem e manter a saúde financeira da empresa.

Planejamento tributário e acompanhamento especializado não são mais opcionais — são estratégicos.
Conte com o apoio do seu contador para traçar o melhor caminho e evitar surpresas desagradáveis.

Apostas online no ambiente de trabalho: um risco real para empresas e colaboradores

Nos últimos anos, o mercado de apostas online — conhecido popularmente como bets — cresceu de forma exponencial no Brasil. Com ele, também aumentaram os casos de ludopatia, termo utilizado para definir o vício em jogos de azar.
O que poderia parecer apenas uma questão pessoal, infelizmente, tem chegado ao ambiente de trabalho e à Justiça do Trabalho, gerando impactos jurídicos e financeiros para empresas e profissionais.

O cenário jurídico em 2025

Somente em 2025, a Justiça do Trabalho analisou oito casos relacionados a apostas no ambiente corporativo. Em sete deles, houve demissão por justa causa, e cinco dessas decisões foram mantidas após julgamento.
Um exemplo emblemático ocorreu no Rio Grande do Sul: uma colaboradora foi acusada de desviar mais de R$ 53 mil da tesouraria para sustentar seu vício. A empresa aplicou justa causa, e o caso agora é discutido judicialmente.

O que diz a lei

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seu Artigo 482, alínea “l”, prevê a demissão por justa causa para o empregado que, de forma habitual, pratica jogos de azar.
Quando essa conduta ocorre durante o expediente ou envolve recursos da empresa, o risco para o empregador se torna ainda maior, afetando diretamente a confiança, a segurança patrimonial e a produtividade.

Além disso, a ludopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como transtorno mental (CID-10: Z72.6 e F63.0), o que exige uma abordagem mais humana e preventiva por parte das empresas.

Por que o tema merece atenção das empresas

Embora o vício em apostas seja uma questão de saúde mental, seu reflexo no ambiente corporativo pode ser devastador. Entre os principais riscos, podemos destacar:

  • Desvios de recursos para sustentar o vício;
  • Queda na produtividade devido à perda de foco;
  • Uso indevido de equipamentos e internet corporativa;
  • Comprometimento da imagem da empresa em casos que ganham repercussão pública.

Ignorar esses sinais pode significar prejuízos financeiros, desgaste na equipe e até responsabilização jurídica.

Boas práticas para prevenção e gestão do problema

Para lidar com essa situação de forma estratégica e responsável, as empresas podem adotar medidas como:

  1. Definição de políticas internas claras — estabeleça regras objetivas sobre o uso de dispositivos e acesso a sites durante o expediente.
  2. Treinamento e conscientização — inclua o tema em programas de compliance e ética corporativa.
  3. Canais de apoio psicológico — ofereça suporte para colaboradores que enfrentam problemas com apostas ou outros vícios.
  4. Monitoramento e acompanhamento de conduta — sempre respeitando a legislação trabalhista e a privacidade do colaborador.

Conclusão

O crescimento das apostas online trouxe novos desafios para a gestão empresarial. Lidar com casos de ludopatia exige equilíbrio: firmeza no cumprimento da lei e sensibilidade para tratar um problema de saúde mental.
A prevenção, por meio de políticas claras e ações educativas, é a melhor forma de proteger tanto o colaborador quanto a empresa.

No mundo corporativo, a regra é simples: prevenir é sempre mais seguro — e menos custoso — do que remediar.

Fonte: Contábeis

O funil de vendas chegou ao fim? O que muda para os empreendedores

Por décadas, o funil de vendas foi a principal estratégia utilizada por empresas de todos os setores para atrair, nutrir e converter clientes. A lógica era simples e bem estruturada: o consumidor entra no topo com interesse, é nutrido com conteúdo ou ofertas e, ao final, realiza uma compra. Mas e se te dissermos que esse modelo está perdendo força?

A pergunta que muitos estão se fazendo agora é:
🔎 O funil de vendas chegou ao fim?

A resposta é: sim, ao menos como o conhecíamos.
E entender esse movimento é essencial para qualquer empreendedor que deseja se manter competitivo no mercado atual.

Por que o funil de vendas tradicional está ficando para trás?

O comportamento do consumidor mudou — e muito. Hoje, as pessoas não seguem uma trajetória linear até a decisão de compra. Elas:

  • Pesquisam em diversos canais
  • Leem avaliações e depoimentos
  • Fazem comparações
  • Voltam atrás na decisão
  • Retomam o processo em outro momento

Ou seja, o cliente entra e reentra na jornada de forma espontânea e imprevisível. Isso torna o antigo funil algo limitado, que não acompanha mais o ritmo nem a profundidade das interações modernas.

O novo modelo: jornada circular e experiências contínuas

Em vez de um funil com começo, meio e fim, o que temos hoje é um modelo circular, onde o foco está em construir um relacionamento contínuo com o cliente.

Para o empreendedor, isso significa que não basta mais apenas “atrair e vender”. É preciso:

✅ Produzir conteúdo relevante e educativo
✅ Estar presente em diferentes canais (site, redes sociais, e-mail etc.)
✅ Ser acessível e humano na comunicação
✅ Oferecer suporte real antes, durante e depois da contratação

E o que isso muda para os empreendedores?

Se você é empreendedor, saiba: o seu cliente também está mais exigente, mais bem informado e menos previsível.

Isso exige que você mude a forma como se comunica, como apresenta sua empresa e como constrói confiança.
O foco deve ser em relacionamento e experiência, e não mais apenas em tentar empurrar um produto ou serviço até a conversão.

Além disso, essa mudança impacta diretamente a forma como você investe em marketing e vendas. Estratégias antigas, como anúncios diretos sem conexão real, tendem a gerar cada vez menos resultados.

O papel da contabilidade nessa transformação

Um bom contador hoje não atua só com números. Ele é um parceiro estratégico, que ajuda o empreendedor a compreender:

📊 Quais indicadores acompanhar para entender o comportamento do cliente
📈 Como usar dados financeiros para criar estratégias comerciais mais eficientes
🧠 Como estruturar um planejamento mais realista com base na nova jornada do consumidor

Ou seja, a contabilidade deixa de ser apenas uma prestadora de serviço técnico e passa a atuar como inteligência de negócio.

Como se adaptar a esse novo cenário?

Para os empreendedores, algumas ações são indispensáveis nesse novo contexto:

🔹 Ouça o seu cliente: entenda suas dores, dúvidas e preferências.
🔹 Fale a língua dele: seja direto, humano e acessível.
🔹 Esteja presente de verdade: não só nas redes, mas nas decisões estratégicas.
🔹 Crie valor antes de vender: gere confiança antes de esperar um contrato assinado.

O fim do funil de vendas tradicional não é uma crise — é uma oportunidade de evolução.
Para quem trabalha com contabilidade, é o momento de sair do papel técnico e assumir um papel mais consultivo.
Para os empreendedores, é o momento de olhar para o cliente com mais empatia, estratégia e visão de longo prazo.

Se a sua empresa está pronta para essa nova jornada, o sucesso será consequência.

Fonte: Contábeis

Relacionamento no trabalho pode levar à demissão por justa causa?

Relacionamentos afetivos no ambiente de trabalho são mais comuns do que se imagina. Afinal, passamos boa parte do nosso tempo no ambiente corporativo, interagindo com colegas, compartilhando desafios e conquistas. Mas… e quando esse relacionamento ultrapassa os limites profissionais? Isso pode dar problema?

A resposta é: sim, em alguns casos, o relacionamento no trabalho pode levar à demissão por justa causa.

Quando o relacionamento é permitido?

Do ponto de vista legal, não existe uma proibição expressa sobre namoros ou relacionamentos afetivos entre colegas de trabalho. Portanto, em situações onde o envolvimento não compromete o desempenho das atividades, nem gera conflitos ou constrangimentos, não há motivo para medidas disciplinares.

Empresas mais modernas, inclusive, reconhecem que o relacionamento entre colegas pode acontecer naturalmente e, por isso, preferem focar em boas práticas de convivência e ética profissional.

Quando o relacionamento pode gerar demissão por justa causa?

A demissão por justa causa ocorre quando há uma falta grave, prevista na CLT. Isso pode acontecer, por exemplo, quando o relacionamento:

  • Gera favorecimento indevido (como promoções ou benefícios direcionados);
  • Envolve relacionamento entre líderes e subordinados, o que pode configurar conflito de interesses;
  • Resulta em condutas inapropriadas durante o expediente;
  • Leva a constrangimentos, assédio ou exposição dos demais colaboradores;
  • Descumpre regras internas da empresa, que tenham sido previamente comunicadas.

Nessas situações, se comprovado que houve quebra de conduta ou prejuízo ao ambiente profissional, a empresa tem respaldo legal para aplicar advertências e até mesmo demissão por justa causa.

O que os empreendedores devem fazer?

Para evitar riscos trabalhistas e proteger o clima organizacional, é essencial que a empresa adote algumas medidas preventivas:

✅ Estabeleça um código de conduta claro, abordando o tema de forma objetiva e respeitosa;
✅ Oriente os líderes sobre como lidar com situações delicadas que envolvam seus times;
✅ Ofereça treinamentos periódicos sobre ética, comportamento e cultura organizacional;
✅ Mantenha um canal de comunicação aberto e seguro para denúncias ou dúvidas dos colaboradores.

E os funcionários?

Colaboradores também têm responsabilidade sobre suas atitudes no ambiente de trabalho. Se envolver emocionalmente com alguém do time não é um erro por si só, mas é importante que:

🔸 Haja maturidade para separar o lado profissional do pessoal;
🔸 Não haja troca de benefícios, nem exposição do relacionamento no expediente;
🔸 Se houver conflito de hierarquia, considerar a possibilidade de comunicar o RH.

Relacionamentos no trabalho exigem equilíbrio, ética e bom senso. Tanto empregadores quanto empregados devem estar atentos aos limites entre o pessoal e o profissional, para preservar o respeito, a produtividade e a harmonia no ambiente corporativo.

E se a sua empresa ainda não tem um regulamento interno ou dúvidas sobre como lidar com essas questões, converse com um contador especializado ou um consultor trabalhista. Uma orientação correta pode evitar dores de cabeça futuras!

Fonte: Contábeis

Benchmarking: o segredo para manter sua empresa competitiva!

Você já parou para pensar em como algumas empresas conseguem se destacar mesmo em mercados super competitivos? A resposta pode estar em uma prática simples, mas extremamente estratégica: o benchmarking.

Neste artigo, vamos te explicar o que é benchmarking, por que ele é tão importante para o crescimento do seu negócio e como aplicá-lo na prática — sem complicação.

O que é benchmarking?

De forma simples, benchmarking é um processo de análise comparativa. Você estuda outras empresas (sejam concorrentes ou referências de mercado) para entender o que elas fazem de diferente — e melhor — do que você.

Mas atenção: benchmarking não é copiar. É aprender com quem está se saindo bem e adaptar boas práticas à realidade da sua empresa.

Por que o benchmarking é importante?

Imagine que sua empresa está enfrentando queda nas vendas. Ao fazer benchmarking, você pode descobrir que concorrentes estão utilizando canais de venda diferentes, tecnologias mais eficientes ou até estratégias de marketing que você ainda não explora.

Com isso, você consegue:

✅ Identificar oportunidades de melhoria
✅ Evitar erros já cometidos por outros
✅ Estar sempre atualizado com as tendências do seu setor
✅ Aumentar a competitividade do seu negócio

Ou seja, benchmarking é um atalho inteligente para o crescimento.

Tipos de benchmarking

Existem diferentes formas de fazer benchmarking, e você pode escolher aquela que mais faz sentido para o momento da sua empresa:

  • Benchmarking competitivo: compara diretamente sua empresa com concorrentes. Útil para entender o que eles estão fazendo melhor que você.
  • Benchmarking interno: usado em empresas maiores, compara processos entre setores ou filiais.
  • Benchmarking funcional: analisa empresas de outros setores que tenham processos eficientes. Por exemplo, sua clínica pode se inspirar na gestão de atendimento de um banco.
  • Benchmarking genérico: busca as melhores práticas em qualquer tipo de organização, mesmo fora do seu mercado.

Como aplicar o benchmarking na prática?

  1. Defina o que você quer melhorar: Atendimento ao cliente? Processo de vendas? Custos? Comece com um foco claro.
  2. Escolha empresas ou referências para estudar: Pode ser um concorrente direto, um case de sucesso ou até mesmo uma empresa internacional.
  3. Colete informações: Analise redes sociais, participe de eventos, leia cases, assista entrevistas e, se possível, converse com profissionais da área.
  4. Compare os dados com sua realidade: Quais práticas você pode adaptar? O que faz sentido para o seu porte e mercado?
  5. Implemente melhorias e acompanhe os resultados: O benchmarking só faz sentido se gerar ação.

Dica bônus do nosso time contábil

Benchmarking também pode — e deve — ser feito com indicadores financeiros. Comparar sua margem de lucro, ticket médio ou custo fixo com médias do seu setor pode revelar gargalos e oportunidades que você não tinha notado.

E se precisar de ajuda com isso, conte com a gente! Nosso escritório contábil pode fornecer relatórios, indicadores e análises personalizadas para você enxergar além dos números.

O benchmarking é uma ferramenta poderosa para quem quer crescer com inteligência. Não se trata de espionar o concorrente, mas de aprender continuamente com quem faz bem feito. E a melhor parte? Você pode começar hoje mesmo, com o que já tem!

Sua empresa não precisa reinventar a roda para ser competitiva — às vezes, basta girá-la com mais eficiência. 🚀

Você sabe o que é a certificação ISO 9001?

Quando ouvimos falar em “certificação ISO 9001”, muita gente pensa logo em grandes indústrias, processos complexos e selos de qualidade estampados nas embalagens. Mas será que esse selo é coisa só para empresa grande? E afinal, o que ele significa na prática?

Se você é empreendedor e quer entender como a ISO 9001 pode impactar (e muito!) a sua empresa, continue a leitura — prometemos explicar de forma leve e direta ao ponto.

O que é a ISO 9001?

A ISO 9001 é uma norma internacional que define os critérios para um sistema de gestão da qualidade (SGQ). Em outras palavras, é um conjunto de boas práticas que ajudam as empresas a melhorarem seus processos, garantirem a satisfação dos clientes e entregarem serviços e produtos com mais qualidade.

Ela é publicada pela ISO (Organização Internacional de Normalização), uma entidade reconhecida globalmente por desenvolver padrões que melhoram a eficiência e a segurança nos negócios.

E por que isso é importante para a sua empresa?

Você já se sentiu perdido com processos internos mal definidos? Já teve problema com retrabalho, atraso de entregas ou clientes insatisfeitos? A ISO 9001 ajuda justamente nisso.

Veja alguns benefícios práticos:

Organização interna — Tudo passa a ter um fluxo claro: desde o atendimento ao cliente até a entrega final do produto ou serviço.
Redução de erros — Com processos bem definidos, as falhas diminuem e o retrabalho também.
Aumento da confiança — A certificação passa credibilidade para o mercado. Clientes, fornecedores e até parceiros veem a empresa com outros olhos.
Melhoria contínua — A ISO 9001 estimula a busca constante por melhorias, o que é essencial para crescer de forma sustentável.

Mas como funciona essa certificação?

Não basta dizer que segue a ISO 9001 — a empresa precisa ser auditada por uma certificadora independente, que vai avaliar se os processos estão realmente alinhados com os critérios da norma.

Esse processo pode levar alguns meses, e exige:

  1. Diagnóstico e planejamento
  2. Adequação dos processos internos
  3. Treinamento da equipe
  4. Auditoria interna e, por fim, a auditoria externa

Ao ser aprovada, a empresa recebe um certificado válido por três anos, com auditorias periódicas para manter a conformidade.

Precisa ser uma grande empresa para ter ISO 9001?

De jeito nenhum!

A ISO 9001 pode (e deve) ser adotada por empresas de qualquer porte ou segmento. Pequenas empresas ganham ainda mais ao implementá-la, pois conseguem estruturar melhor seus processos desde cedo e crescer de forma mais organizada.

Nosso escritório contábil é certificado!

Aqui no nosso escritório, temos orgulho em dizer que somos certificados pela ISO 9001. Isso reforça o nosso compromisso com a qualidade, transparência e melhoria contínua no atendimento aos nossos clientes empreendedores.

Cada processo aqui é pensado para garantir agilidade, precisão e uma experiência mais segura e eficiente para quem confia na nossa equipe.

A ISO 9001 não é só um selo bonito na parede: é um reflexo de uma empresa comprometida com a excelência. Se você quer que seu negócio cresça com organização, consistência e credibilidade, vale a pena conhecer mais sobre essa certificação.

E se precisar de ajuda para entender como isso pode funcionar na prática, fale com a gente! Estamos aqui para apoiar você em cada etapa da sua jornada empreendedora.

A importância do marketing para o sucesso do seu negócio

O marketing é a chave para que empreendedores e empresas se destaquem no mercado. Saber onde está o seu cliente e como alcançá-lo da melhor forma é indispensável para o crescimento e a sustentabilidade do seu negócio.

Atualmente, a maior parte da população mundial está online: navegando nas redes sociais, comprando em sites e utilizando ferramentas como e-mail e WhatsApp para se comunicar. Por isso, estar presente no ambiente digital deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade.

Mesmo quando o cliente pretende comprar diretamente em uma loja física, ele busca antes informações na internet — seja para comparar preços, verificar prazos de entrega, condições de pagamento ou até para saber o que outras pessoas dizem sobre o produto. Ou seja, o seu potencial cliente precisa encontrar a sua empresa facilmente nos canais digitais.

Marketing digital: promovendo sua marca e conquistando o público
O marketing digital consiste na promoção de produtos e marcas por meio de canais online, como blogs, sites, redes sociais, e-mails e aplicativos. Trata-se de uma estratégia que permite uma comunicação personalizada e assertiva, impactando o cliente certo no momento ideal.

Entre as principais vantagens do marketing digital para o seu negócio, destacam-se:

  • Interatividade: a possibilidade de dialogar com o público e criar relacionamentos duradouros, oferecendo uma experiência positiva que vai além da simples venda.
  • Análise e mensuração: acompanhar o desempenho das ações em tempo real, ajustando a estratégia sempre que necessário para obter os melhores resultados.
  • Maior alcance e oportunidades: a internet quebra barreiras geográficas e permite que empresas de qualquer porte alcancem clientes em todo o mundo, competindo em igualdade com empresas maiores.
  • Segmentação e melhor custo-benefício: investir em ações que atingem exatamente o público-alvo certo, otimizando recursos e aumentando a taxa de conversão.
  • Fidelização: fortalecer a autoridade da marca e criar uma conexão emocional com os clientes, que passam a confiar e recomendar o seu negócio.

Os 4 Ps do marketing tradicional ainda são indispensáveis
Apesar das novas tendências digitais, os fundamentos do marketing tradicional permanecem essenciais para traçar uma estratégia sólida. Os chamados 4 Ps são a base para garantir que o seu produto esteja bem posicionado no mercado:

  • Produto: crie soluções que realmente atendam às necessidades do cliente.
  • Preço: estabeleça um valor competitivo e que esteja alinhado às expectativas do público.
  • Ponto de venda: facilite o acesso aos seus produtos, seja no ponto físico ou online.
  • Promoção: comunique os diferenciais da sua marca e gere visibilidade para atrair novos clientes.

Investir em marketing é indispensável para qualquer empresa que busca crescimento e relevância. Seja no meio digital ou físico, o marketing bem aplicado permite que os clientes encontrem a sua empresa, conheçam os seus produtos e, principalmente, criem um relacionamento duradouro com a sua marca.

Ao entender a importância dessas práticas e integrá-las à realidade do seu negócio, você estará muito mais preparado para atrair novos clientes, fortalecer a sua reputação e garantir a longevidade da sua empresa em um mercado cada vez mais competitivo.

Mais da metade dos brasileiros gostaria de trabalhar por conta própria, segundo pesquisa Datafolha

Mais da metade dos brasileiros prefere trabalhar por conta própria, revela levantamento do Instituto Datafolha publicado na última sexta-feira (20). Segundo os dados, 59% da população optaria pelo trabalho autônomo, contra 39% que ainda se sentem mais confortáveis com o emprego formal. Outros 2% não souberam responder.

Esse resultado marca uma mudança significativa no mercado de trabalho brasileiro, especialmente entre os mais jovens e os que possuem rendimentos mais altos. A pesquisa, realizada entre os dias 10 e 11 de junho com 2.026 entrevistados em 136 municípios, evidencia que a autonomia profissional vem ganhando cada vez mais espaço.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, por exemplo, a preferência pelo trabalho por conta própria chega a 68%, contra apenas 28% que ainda buscam o emprego com carteira assinada. Já entre os maiores de 60 anos, 50% declararam que também gostariam de trabalhar por conta própria, frente a 45% que valorizam o vínculo formal. Esses números apontam para uma mudança geracional clara, em que a percepção de estabilidade e a busca por maior flexibilidade e controle da própria carreira têm superado a tradicional segurança da CLT.

Outro ponto que chama a atenção na pesquisa é a redução da parcela da população que prioriza o emprego formal, mesmo com salários mais baixos. Em 2022, 77% das pessoas preferiam a carteira assinada com menor remuneração, índice que caiu para 67% em 2024. Paralelamente, 31% dos entrevistados estariam dispostos a abrir mão do registro em carteira para receber um salário maior — 10 pontos percentuais a mais que em 2022. Entre essas pessoas que aceitam o trabalho sem vínculo formal, 85% demonstram interesse em trabalhar por conta própria, reforçando a relação entre maior rendimento e a rejeição à CLT.

No entanto, a pesquisa também destaca que a segurança da carteira assinada segue sendo prioridade para muitos, especialmente entre mulheres e trabalhadores de baixa renda. Dentre as mulheres, 71% preferem o emprego formal, contra 62% dos homens. Já entre quem recebe até dois salários mínimos, 72% dizem que valorizam o vínculo CLT. Por outro lado, entre os que ganham mais de dez salários mínimos, essa proporção cai para 56%, evidenciando que a segurança do emprego formal continua sendo um fator decisivo para os mais vulneráveis.

Esse cenário impõe novos desafios para a formulação de políticas públicas e para o próprio mercado. Com o crescimento da atividade autônoma, aumenta a necessidade de:

  • Reformular a previdência e os mecanismos de proteção social;
  • Revisar a regulação da informalidade;
  • Investir em qualificação profissional e educação financeira;
  • Facilitar o acesso a crédito para microempreendedores e autônomos.

Nesse contexto, programas como o Microempreendedor Individual (MEI) têm sido fundamentais para formalizar trabalhadores e garantir acesso a direitos básicos. Contudo, a pesquisa também evidencia que muitos profissionais estão dispostos a abrir mão dessas garantias em troca de maior renda e liberdade para conduzir a própria carreira.

A pandemia, o crescimento do empreendedorismo digital, a popularização do home office e o encarecimento do custo de vida foram fatores que impulsionaram essa mudança cultural. Além disso, a ascensão da chamada “gig economy” — marcada por freelancers e prestadores de serviços que atuam por meio de plataformas digitais — reforça a percepção de que o futuro do trabalho pode estar cada vez menos preso a contratos formais e cada vez mais orientado para a flexibilidade.

Os dados do Datafolha indicam um novo momento para o mercado de trabalho brasileiro: a busca por autonomia e maior potencial de ganho já rivaliza com a segurança tradicional da CLT. Para empresas, contadores e consultores, o momento exige um olhar atento a essas tendências. Compreender os impactos dessas escolhas, antecipar-se às novas demandas e adaptar-se às mudanças que já estão em curso será indispensável para garantir relevância e competitividade num cenário que se transforma a cada dia.

A Importância do Fluxo de Caixa para a Gestão Empresarial

No dia a dia de uma empresa, a organização financeira é fundamental para garantir o equilíbrio e a sustentabilidade do negócio. Nesse sentido, o fluxo de caixa surge como um dos instrumentos básicos e indispensáveis para o planejamento financeiro.

Esse controle permite apurar o saldo disponível no momento presente e projetar o futuro, assegurando que haja sempre capital de giro suficiente para cobrir as operações — como folha de pagamento, impostos e fornecedores — além de viabilizar novos investimentos, como a reforma da fachada, por exemplo.

O que registrar no fluxo de caixa?
Ao elaborar o fluxo de caixa, o empresário precisa incluir:

  • Todos os recebimentos;
  • Todos os pagamentos;
  • Recebimentos e pagamentos previstos para o futuro.

Com essas informações registradas e atualizadas regularmente, o gestor passa a ter uma visão clara e objetiva da situação financeira da empresa, tanto no presente quanto no futuro. Dessa forma, torna-se possível antecipar decisões importantes — como o momento certo para investir, planejar promoções para reduzir estoques parados, avaliar a necessidade de empréstimos ou negociar melhores prazos com fornecedores — evitando que imprevistos causem dificuldades financeiras.

Dicas para controlar o fluxo de caixa:

  • Faça o lançamento diário de todas as vendas e despesas;
  • Em períodos deficitários, analise a necessidade de capital de giro;
  • Quando o saldo for positivo, avalie a oportunidade de novos investimentos;
  • Registre sempre os pagamentos e recebimentos futuros;
  • Caso o saldo esteja negativo, revise suas contas e avalie a necessidade de recursos adicionais.

É importante lembrar que o saldo de caixa reflete apenas o momento atual e não determina, por si só, o lucro ou prejuízo operacional. Fatores sazonais ou pontuais podem influenciar os números em determinados períodos, por isso o monitoramento constante e a análise de tendências ao longo do tempo são indispensáveis para uma avaliação realista da saúde financeira do negócio.

Além disso, recomenda-se conferir o saldo final todos os dias. Oscilações muito altas, sejam positivas ou negativas, são um sinal de que a empresa precisa melhorar sua organização financeira.

Em resumo, o controle e a boa gestão do fluxo de caixa são indispensáveis para que o empresário tenha segurança e embasamento ao tomar decisões que impactam diretamente o futuro da empresa. Um fluxo de caixa bem estruturado garante previsibilidade, tranquilidade e maior capacidade para aproveitar oportunidades e superar desafios.

Fonte: Sebrae

Agronegócio: a importância da contabilidade especializada para o produtor rural

A contabilidade do agronegócio é um ramo especializado que desempenha um papel fundamental no crescimento e na sustentabilidade das empresas rurais. Ela vai muito além do simples controle contábil: trata-se de uma ferramenta estratégica que auxilia o produtor rural na tomada de decisões, oferecendo uma visão clara sobre os resultados da atividade e apontando caminhos para a expansão do negócio.

Esse tipo de contabilidade concentra-se nos ativos da propriedade rural — como terra, máquinas, equipamentos e caixa — bem como nos passivos, como empréstimos e financiamentos, e no patrimônio líquido da empresa rural. Dessa forma, garante que o produtor tenha uma imagem completa da sua estrutura financeira, evitando surpresas e perdas desnecessárias.

Entre os muitos benefícios da contabilidade especializada para o agronegócio, destacam-se:

  • Suporte para decisões mais assertivas no planejamento da produção, das vendas e dos investimentos;
  • Organização das contas e obrigações fiscais e tributárias, incluindo a elaboração da Declaração do Imposto de Renda e do Livro Caixa Digital;
  • Análises comparativas e projeções financeiras, que permitem acompanhar a evolução do negócio e traçar cenários futuros;
  • Orientação para operações agrícolas e pecuárias, oferecendo base para a contratação de seguros, arrendamentos e outras transações importantes para o produtor rural;
  • E outras soluções personalizadas que atendem às necessidades específicas de cada empreendimento rural.

A contabilidade para o agronegócio é, portanto, indispensável para o sucesso do setor. Ao contar com profissionais capacitados e especializados nessa área, o produtor rural garante que sua empresa esteja em conformidade com a legislação, além de obter informações seguras e estratégicas para maximizar a lucratividade e alcançar resultados cada vez melhores.

Investir em uma boa gestão contábil no agronegócio significa ter uma estrutura sólida para crescer com segurança e tranquilidade, potencializando o futuro da sua empresa rural.

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