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Estudo revela: 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revelou que, em 2022, 95% das empresas brasileiras pagaram mais impostos do que o necessário. De acordo com especialistas, a principal causa desse cenário é a complexidade do sistema tributário nacional, que conta com milhares de normas em constante atualização.

Para Wallisson Deziderio, CEO da Billion Contabilidade, “a complexidade tributária faz com que tenhamos várias interpretações diferentes sobre o mesmo imposto. O fato de existirem muitas contabilidades conservadoras também contribui para que esse percentual permaneça tão elevado.”

A dificuldade em classificar corretamente os impostos incidentes sobre produtos e serviços é uma realidade em muitos setores. Há segmentos que comercializam mais de 13 mil itens distintos, o que torna o cálculo tributário um desafio — e um campo fértil para erros e pagamentos indevidos.

Planejamento tributário: o primeiro passo para economizar legalmente

Com a promulgação da Reforma Tributária em dezembro de 2023, o sistema passará por mudanças importantes nos próximos anos. No entanto, alguns princípios permanecem fundamentais — e entre eles está o planejamento tributário.

Trata-se de uma análise estratégica da operação da empresa. Isso inclui entender quem são os clientes, onde estão os fornecedores, qual é a projeção de faturamento, quais são os insumos utilizados, entre outros fatores. Esse diagnóstico detalhado é essencial para identificar oportunidades de economia dentro da legalidade.

Recuperação de impostos: oportunidade ou ilusão?

Outra alternativa para recuperar valores pagos indevidamente é o processo de recuperação tributária. Porém, essa opção não é viável para todos os negócios. A recuperação consiste em identificar tributos pagos a mais e solicitar sua devolução junto ao Fisco — o que exige conhecimento técnico e acompanhamento especializado.

Escolha do regime tributário: uma decisão estratégica

Muitas empresas permanecem no Simples Nacional acreditando que este é sempre o regime mais vantajoso, ou evitam migrar para o Lucro Real por receio de lidar com exigências mais complexas. No entanto, essa decisão deve ser baseada em critérios técnicos, não em suposições.

No Lucro Real, os impostos são calculados com base no lucro efetivo da empresa, o que pode representar economia significativa para negócios com margens menores ou que possuem altos volumes de compra e contratação de serviços. Já no Simples Nacional, a tributação ocorre sobre o faturamento bruto — ou seja, mesmo que a empresa não lucre ou registre prejuízo, o imposto é devido sobre o total de receitas. Além disso, as alíquotas são progressivas e aumentam conforme o faturamento.

Diante de um cenário tão desafiador, entender a realidade tributária do seu negócio e contar com um bom planejamento é mais do que uma boa prática — é uma necessidade estratégica. Diminuir a carga tributária de forma legal, eficiente e sustentável é possível. Basta começar com informação, análise e as parcerias certas.

Mudanças nas Leis Trabalhistas a Partir de Julho de 2025

A partir de 1º de julho de 2025, diversas mudanças na legislação trabalhista passam a vigorar no Brasil. Elaboramos um guia atualizado e acessível com o que você, empreendedor, precisa saber — sem tom comercial, apenas informação relevante para aplicar no seu negócio.

1. Trabalho aos domingos e feriados

Agora, escalas nesses dias dependem de acordo coletivo firmado com sindicatos, conforme a Portaria 3.665/2023. Sem essa previsão, empresas não podem mais determinar escala por conta própria.

Impacto prático: pequenas e médias empresas devem negociar previamente com sindicatos e prever compensações (folgas ou adicionais).

2. Férias em até três períodos

Permite-se fracionar as férias em até três períodos, sendo um deles com mínimo de 14 dias. Os demais devem ter, ao menos, 10 dias consecutivos, e o trabalhador pode recusar se não concordar.

Para o RH: comunicar o fracionamento com 30 dias de antecedência e registrar justificativa por escrito.

3. Novas formas de contratação e teletrabalho

  • Modelos formais: contratos intermitente, autônomo regulamentado e home office devem detalhar funções, jornada, quem arca com internet, equipamentos, etc.
  • Controle de jornada remota: empresas com mais de 20 funcionários devem usar ponto eletrônico, mesmo em home office.

4. Licença‑paternidade ampliada

A licença-paternidade padrão é de 5 dias, mas pode chegar a 20 dias úteis, via acordo coletivo ou política interna. Há também propostas de expansão até 90 dias para empresas engajadas em programas governamentais.

5. Jornada de quatro dias e banco de horas

Embora ainda em discussão, há previsão para semana laboral de quatro dias (40 horas) e flexibilização no banco de horas, com compensação permitida por até um ano .

6. Ambiente de trabalho: saúde mental e diversidade

  • Saúde mental: atualizações na NR‑1 obrigam avaliação de riscos psicossociais e criação de planos de prevenção ao estresse, assédio, burnout etc.
  • Diversidade e inclusão: implementação de políticas com diagnósticos de igualdade (gênero, raça, PCD), formação de um “selo de diversidade” e acompanhamento via convenção coletiva.

7. eSocial e obrigações fiscais

Multas automáticas entre R$ 400 e R$ 10 000 poderão ser aplicadas por omissão de informações (benefícios, adicionais) no eSocial — empresas precisam rever seus registros até julho de 2025.

As mudanças que entram em vigor em julho de 2025 representam uma evolução significativa para o mercado de trabalho. Elas exigem atenção e proatividade, mas também abrem espaço para ambientes mais flexíveis, justos e saudáveis.

Acompanhar essas transformações garante segurança jurídica e fortalece a imagem do seu escritório como parceiro estratégico dos empreendedores. Se quiser, podemos ajudá-lo a transformar essas mudanças em soluções práticas para seus clientes.

Planejamento Tributário: o que é e por que sua empresa não pode ignorar essa estratégia

Quando falamos em saúde financeira de uma empresa, poucos assuntos são tão decisivos quanto o planejamento tributário. E não se trata apenas de pagar menos impostos — mas sim de pagar o que é justo, dentro da lei, com inteligência e estratégia.

No Brasil, o sistema tributário é complexo e pode pegar muitos empreendedores de surpresa. Escolher o regime errado, por exemplo, pode significar milhares de reais pagos a mais ao longo do ano. Isso acontece porque cada tipo de empresa tem características próprias que podem influenciar diretamente na carga tributária.

Afinal, o que é o planejamento tributário?

Planejamento tributário é o processo de analisar a estrutura da empresa, sua atividade, faturamento, despesas e projeções para escolher o regime de tributação mais adequado: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Também envolve revisar contratos, reorganizar processos e aproveitar incentivos fiscais — tudo dentro dos limites da legislação.

Por que agora é a hora de pensar nisso?

Com o segundo semestre se aproximando, muitos empresários começam a se planejar para o próximo ano. E essa é justamente a melhor hora para rever estratégias e entender se o modelo atual continua sendo o mais vantajoso. A antecipação evita surpresas e garante decisões baseadas em dados, não em urgências.

Além disso, com a movimentação constante de propostas de reforma tributária no Congresso, acompanhar as mudanças e adaptar-se de forma preventiva virou uma necessidade.

Quais são os principais sinais de que você precisa rever seu planejamento tributário?

  • A carga tributária parece alta demais em relação ao faturamento;
  • Houve crescimento ou queda significativa no volume de vendas;
  • A empresa expandiu serviços, abriu filiais ou mudou de atividade;
  • Dificuldade em manter a regularidade fiscal ou excesso de impostos não recuperáveis.

Planejar é legal — e necessário

É importante reforçar: o planejamento tributário é legal, não se trata de sonegação. Pelo contrário, é um direito do empresário organizar sua empresa para pagar de forma justa e estratégica os tributos que incidem sobre suas operações.

Escala 24×72: o que é, como funciona e quando pode ser aplicada?

Você já ouviu falar na escala 24×72? Esse modelo de jornada de trabalho é cada vez mais comum em setores que funcionam sem parar — como saúde, segurança, transporte e energia. Mas será que qualquer empresa pode adotá-lo? O que diz a legislação trabalhista? E quais cuidados são necessários?

Neste artigo, explicamos de forma simples e objetiva o que é a escala 24×72, como ela se encaixa na legislação brasileira e os pontos de atenção que empreendedores devem considerar antes de aplicá-la.

O que é a escala 24×72?

A escala 24×72 é um regime de jornada em que o colaborador trabalha por 24 horas consecutivas e, em seguida, tem 72 horas (ou seja, 3 dias) de descanso. Na prática, isso resulta em 7 a 8 plantões por mês, com carga horária mensal entre 168 e 192 horas — abaixo do limite legal de 220 horas mensais para o regime padrão de 44 horas semanais.

Essa jornada é ideal para operações que exigem presença contínua, inclusive em períodos noturnos, finais de semana e feriados. Porém, exige resistência física, atenção redobrada e cuidados com a saúde mental dos profissionais.

Escala 24×72 é legal?

Embora não exista regulamentação específica na CLT para a escala 24×72, ela pode ser adotada legalmente se houver respaldo em convenção ou acordo coletivo.

A Reforma Trabalhista de 2017 trouxe mais flexibilidade para a definição de jornadas diferenciadas, desde que haja negociação formal com os sindicatos. Além disso, a Súmula 444 do TST, que trata da escala 12×36, tem sido utilizada como base jurisprudencial para validar outras escalas atípicas, como a 24×72.

📌 Importante: Na ausência de convenção coletiva, pode haver acordo individual entre empregador e empregado, desde que respeitados os limites constitucionais de saúde e segurança no trabalho.

Quais cuidados a empresa deve ter?

A implementação da escala 24×72 exige planejamento e atenção para evitar passivos trabalhistas e garantir o bem-estar do colaborador. Confira os principais pontos:

  • Previsão em norma coletiva: Preferencialmente, a escala deve estar prevista em convenção ou acordo coletivo.
  • Revisão do contrato de trabalho: A jornada deve constar no contrato ou em aditivo contratual.
  • Adicional noturno: Deve ser pago sempre que o plantão incluir horas entre 22h e 5h, conforme o artigo 73 da CLT, com adicional mínimo de 20%.
  • Controle de jornada: É essencial o uso de sistemas eletrônicos confiáveis para registro de entrada, saída e pausas.
  • Monitoramento da saúde ocupacional: A NR-7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e a NR-17 (ergonomia) devem ser seguidas rigorosamente.
  • Gestão do tempo de descanso: É fundamental garantir que o colaborador tenha efetivo tempo de recuperação física e mental durante as 72h de folga.

Quem pode usar a escala 24×72?

Esse modelo é utilizado principalmente em setores que operam de forma contínua e com plantões ininterruptos. Exemplos:

  • Saúde: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas;
  • Segurança pública e privada: policiais, bombeiros, porteiros, vigilantes;
  • Infraestrutura: transporte, energia, telecomunicações e saneamento;
  • Comércio 24h: supermercados, lojas de conveniência, postos de combustível;
  • Indústrias com operação contínua: metalurgia, petroquímica, siderurgia.

Alternativas à escala 24×72

Nem todas as empresas conseguem ou devem adotar a jornada de 24 horas seguidas. Outras escalas também são utilizadas, com respaldo legal:

Escala 12×36

  • 12h de trabalho e 36h de descanso
  • Regulamentada pela Reforma Trabalhista e pela Súmula 444 do TST

Escala 12×24

  • 12h de trabalho e 24h de descanso
  • Excede a carga legal mensal, exigindo compensação ou pagamento de horas extras

Escala 18×36

  • 18h de trabalho e 36h de descanso
  • Comum em hospitais ou setores com alta demanda

Escala 24×48

  • 24h de trabalho e 48h de descanso
  • Exige atenção à saúde ocupacional, devido à longa jornada

Vale a pena implementar a escala 24×72?

A resposta é: depende. Do ponto de vista operacional, essa escala pode representar economia e continuidade nos serviços. Porém, é fundamental pesar os riscos, como:

  • Fadiga e estresse
  • Aumento do risco de acidentes de trabalho
  • Dificuldade de adaptação por parte dos colaboradores
  • Fiscalização mais rigorosa

Empresas que desejam adotar a escala 24×72 devem fazê-lo com transparência, responsabilidade e respaldo legal. O RH e o setor jurídico ou contábil precisam estar alinhados para evitar falhas no cumprimento da legislação.

A escala 24×72 pode ser uma solução eficiente para setores que operam 24 horas por dia, mas sua implementação requer planejamento, suporte legal e foco na saúde do trabalhador.

Antes de adotar essa jornada, converse com sua contabilidade, avalie os riscos e benefícios, e consulte as normas coletivas da sua categoria. Uma decisão consciente evita problemas futuros e garante a sustentabilidade das operações e o bem-estar da equipe.

Fonte: Contábeis

Como a Comunicação Pode Aumentar o Desempenho da Sua Empresa

Uma das ferramentas mais poderosas de motivação dentro de uma empresa é a comunicação. Porém, muitos empreendedores ainda subestimam o impacto que uma boa comunicação tem no desempenho do negócio e no engajamento da equipe.

A comunicação não é apenas falar bem — envolve escutar, observar, interpretar e se expressar de forma clara e coerente. Líderes que dominam essa habilidade conseguem inspirar seus times, melhorar processos e gerar resultados mais consistentes.

O papel da comunicação na motivação da equipe

Saber comunicar a situação de forma clara e com empatia pode transformar o ambiente de trabalho. A escuta ativa, por exemplo, é uma habilidade essencial. Quando um líder escuta verdadeiramente seus colaboradores, ele cria um espaço de confiança e colaboração.

Além disso, o carisma é uma ferramenta valiosa — mas deve vir acompanhada de credibilidade. Um líder carismático, porém inconsistente, perde rapidamente a confiança da equipe. Por isso, é fundamental manter o foco na entrega de resultados e na clareza de propósito.

Elementos de uma comunicação motivadora

Para motivar sua equipe por meio da comunicação, você pode trabalhar os seguintes pontos:

  • Registro da trajetória: Compartilhar os marcos e aprendizados da empresa mostra evolução e inspira confiança nos colaboradores.
  • Entusiasmo: O entusiasmo genuíno é contagiante. Ele mostra que você está comprometido com o projeto e motiva sua equipe a enfrentar os desafios com mais energia.
  • Informação consistente: Fale com propriedade sobre o seu negócio e adapte sua linguagem ao perfil do seu time.
  • Relevância: Apresente conteúdos e temas que estejam alinhados com os interesses, dores e metas do seu público interno.
  • Linguagem não verbal: Sua postura, expressões faciais e gestos devem estar alinhados com sua fala. A comunicação corporal pode reforçar ou sabotar a mensagem que você quer transmitir.

Lembre-se: sua aparência, seu comportamento e o ambiente de trabalho também comunicam algo — e devem estar em sintonia com o discurso que você deseja passar.

Técnicas para melhorar a comunicação com sua equipe

Separamos algumas estratégias práticas para você aplicar no dia a dia:

  • Use metáforas e analogias: Torne conceitos complexos mais fáceis de entender por meio de comparações simples e criativas.
  • Aposte em recursos visuais: Gráficos, apresentações e mapas mentais ajudam a transformar ideias abstratas em informações concretas e acessíveis.
  • Crie um ambiente aberto: Estimule a participação ativa dos colaboradores, permita sugestões e mantenha a transparência nas decisões.
  • Evite favoritismos: Trate todos com igualdade e respeito, promovendo um ambiente justo e colaborativo.
  • Crie um centro de comunicação: Ter um local (físico ou digital) onde as informações importantes estão centralizadas facilita o acesso e evita ruídos na comunicação.
  • Realize reuniões curtas e objetivas: Encontros rápidos, com foco claro e motivador, são mais eficazes do que reuniões longas e cansativas.
  • Construa confiança: Ao invés de apenas apontar erros, oriente e ofereça caminhos para o crescimento. Corrija com empatia e clareza.

Cuidados para evitar falhas na comunicação

Evitar erros na hora de se comunicar é tão importante quanto aplicar boas práticas. Aqui vão algumas dicas do que não fazer:

  1. Usar uma linguagem fria ou distante;
  2. Ignorar ou deixar de reconhecer o bom desempenho dos colaboradores;
  3. Comunicar-se com negatividade ou julgamento;
  4. Utilizar sempre o mesmo estilo de abordagem, sem considerar o perfil de quem está ouvindo.

A comunicação eficiente é uma das habilidades mais estratégicas que um empreendedor pode desenvolver. Ela fortalece a cultura organizacional, aumenta o engajamento da equipe e impulsiona os resultados do negócio.

Invista tempo e atenção em como você se comunica — com seu time, com seus clientes e com o mercado. Isso fará toda a diferença no desempenho da sua empresa.

Fonte: Sebrae

Últimos dias para declarar o Imposto de Renda 2025: evite problemas com o fisco

O relógio está correndo, e o prazo final para declarar o Imposto de Renda 2025 está batendo à porta. Para milhões de brasileiros, esse é o momento de revisar documentos, conferir dados e garantir que tudo esteja em ordem com a Receita Federal. Mas, se você ainda não enviou sua declaração, é hora de acelerar o passo.

A data limite para entrega é 30 de maio, e deixar para os últimos dias pode aumentar o risco de erros, lentidão no sistema e, pior, cair na temida malha fina.

Por que tanta pressa?

Além da multa automática para quem perde o prazo — que pode chegar a 20% do imposto devido —, quem atrasa a entrega pode enfrentar problemas mais sérios com o fisco. Isso inclui bloqueio de CPF, restrições para empréstimos bancários, problemas para emitir certidões negativas e até dificuldades em processos de financiamento ou consórcio.

E vale lembrar: mesmo quem não teve grandes movimentações financeiras pode estar obrigado a declarar. Vendas de imóveis, investimentos, rendimentos acima do limite anual ou até atividades como MEI podem exigir o preenchimento da declaração.

Os erros mais comuns de última hora

Na correria dos últimos dias, alguns erros se repetem:

  • Informar rendimentos incorretos ou incompletos;
  • Esquecer de declarar bens adquiridos;
  • Deixar de informar rendimentos isentos (como FGTS ou poupança);
  • Confundir valores brutos com líquidos;
  • Não revisar os dados dos dependentes.

Erros simples como esses podem gerar retenções, atrasar a restituição e exigir retificações futuras.

E se eu não conseguir declarar a tempo?

Se realmente não for possível entregar até 30 de maio, o ideal é enviar a declaração com os dados disponíveis o quanto antes e, se necessário, fazer uma retificação depois. A multa mínima por atraso é de R$ 165,74, mas pode aumentar dependendo do valor do imposto devido.

O que posso fazer agora?

  1. Separe os documentos: informe de rendimentos, informes bancários, despesas médicas, educação, previdência e dados de bens.
  2. Use o programa oficial: a declaração deve ser feita pelo programa da Receita ou pelo app oficial.
  3. Revise tudo com calma: evite erros simples que podem gerar dores de cabeça depois.

Informação é o melhor atalho

Se você ainda está com dúvidas, o ideal é buscar informação confiável agora — antes que seja tarde demais. Quanto mais você entender o processo, menores as chances de erros ou omissões.

Ultrapassou o limite do MEI? Saiba o que fazer para regularizar sua empresa

Se você é Microempreendedor Individual (MEI) e estourou o limite de faturamento anual, é fundamental agir rápido para regularizar sua situação fiscal e evitar problemas com a Receita Federal. A falta de atenção pode gerar multas, cobrança de tributos retroativos e até o cancelamento do seu CNPJ.

Qual é o limite de faturamento do MEI em 2025?

O limite de faturamento do MEI para o ano de 2025 é de R$ 81 mil. Isso equivale a uma média mensal de R$ 6.750 para quem atua durante os 12 meses do ano. Se você abriu o CNPJ ao longo do ano, o valor do limite é proporcional ao número de meses em atividade.

Estourou o limite em até 20%? Veja o que acontece

Se o seu faturamento ultrapassar o limite em até 20% — ou seja, chegar no máximo a R$ 97.200 — você será desenquadrado automaticamente do MEI a partir de 1º de janeiro do ano seguinte.

Nesse caso, será necessário:

  • Enviar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI);
  • Emitir uma guia DAS complementar referente ao valor excedente;
  • Solicitar a migração para Microempresa (ME) dentro do regime do Simples Nacional.

A boa notícia é que, nesse cenário, o desenquadramento é menos complexo, e você consegue seguir com sua empresa sem grandes penalidades, desde que cumpra os prazos e obrigações.

Passou dos 20%? O desenquadramento é retroativo!

Se o faturamento ultrapassar os R$ 97.200, o desenquadramento do MEI será retroativo ao início do ano em que o limite foi excedido. Isso significa que:

  • Você terá que pagar impostos referentes ao ano inteiro como se já fosse uma ME;
  • Poderá arcar com multas e juros, além dos tributos adicionais;
  • A situação fiscal se complica, exigindo ainda mais cuidado com a regularização.

Nesse cenário, é essencial contar com o suporte de um contador, que poderá avaliar a melhor forma de ajustar o enquadramento e fazer o recolhimento correto dos tributos.

Como fazer o desenquadramento do MEI

O desenquadramento deve ser solicitado diretamente no Portal do Simples Nacional. Após isso, sua empresa passa a ser classificada como ME ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), de acordo com o faturamento total.

Com o novo enquadramento, muda também a forma de apuração dos tributos, que passam a ser calculados com base nas faixas do Simples Nacional — exigindo controle financeiro mais apurado e organização contábil.

DASN-SIMEI: o que é e por que você não pode deixar de enviar

Todos os MEIs, mesmo os que não tiveram faturamento no ano, são obrigados a enviar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até 31 de maio de cada ano.

A declaração deve conter:

  • O faturamento bruto anual;
  • A informação se houve ou não contratação de funcionários.

Se houver erro, o sistema permite o envio de uma declaração retificadora. Basta selecionar o ano desejado e corrigir os dados.

E se eu não enviar a DASN-SIMEI?

O atraso na entrega da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor dos tributos — com valor mínimo de R$ 50. A inadimplência prolongada pode levar ao cancelamento do CNPJ, além de impedir a emissão de notas fiscais e o acesso a benefícios previdenciários.

O que o MEI pode fazer para crescer com segurança?

Se você ultrapassou o limite de faturamento, isso pode ser um bom sinal: seu negócio está crescendo! Mas para continuar crescendo com segurança, é importante:

  • Contar com um contador de confiança, que oriente sobre as obrigações e mudanças;
  • Avaliar se o regime tributário do Simples Nacional continua sendo o ideal;
  • Manter um controle financeiro eficiente, com emissão de notas, relatórios e acompanhamento mensal.

Ultrapassar o limite do MEI não precisa ser um problema — desde que você aja com responsabilidade. Regularizar sua situação evita prejuízos, garante tranquilidade e ainda permite que sua empresa continue evoluindo de forma segura e dentro da legalidade.

Tudo o que o MEI precisa saber sobre a Declaração Anual (DASN-SIMEI)

Se você é Microempreendedor Individual (MEI), precisa estar atento a duas obrigações essenciais: a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) e, em alguns casos, o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Embora a DASN-SIMEI seja mais simples do que outras declarações, ela não pode ser ignorada. Neste artigo, vamos explicar o que é, como fazer, os prazos, consequências do atraso e dicas para manter tudo em dia.

O que é a DASN-SIMEI?

A DASN-SIMEI é a declaração anual obrigatória para todos os MEIs. Nela, o empreendedor informa à Receita Federal o faturamento bruto total do ano anterior, além de dados como a existência de funcionário contratado (lembrando que o MEI pode ter no máximo um).

Apesar de obrigatória, essa declaração é simples e pode ser feita totalmente online, sem sair de casa, pelo Portal do Empreendedor.

Regras básicas para ser MEI

Antes de falarmos sobre a declaração, vale relembrar os principais requisitos para se formalizar como MEI:

  • Faturar até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6.750 por mês, se tiver aberto a empresa no meio do ano).
  • Ter no máximo um funcionário.
  • Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa.
  • Não possuir filial.

Como preencher a DASN-SIMEI: Passo a passo

1º Passo: Acesse o portal

  • Vá até o Portal do Empreendedor.
  • Clique em “Declaração Anual – DASN-SIMEI”.
  • Informe o CNPJ e os caracteres de segurança.
  • Escolha o ano-calendário (o anterior ao atual).

2º Passo: Informe os dados

  • Informe o valor total da receita bruta anual.
  • Indique os valores conforme a atividade: comércio, indústria ou serviços.
  • Informe se teve ou não funcionário no período.

3º Passo: Envie e guarde o comprovante

  • Após preencher, envie a declaração.
  • Imprima ou salve o comprovante — ele pode ser exigido em licitações, abertura de contas, financiamentos ou renovações de alvarás.

E se atrasar a entrega?

Se você não entregar até o prazo final (geralmente 31 de maio), pode entregar depois, mas será aplicada multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor dos tributos declarados — ou no mínimo R$ 50.

Além da multa, ficar irregular impede:

  • Geração do boleto mensal (DAS)
  • Acesso a empréstimos e benefícios previdenciários
  • Parcelamento de débitos
  • Renovação de alvarás e licenças

Importância da organização financeira

Manter o controle das finanças é essencial para o MEI. Com organização, você consegue:

  • Evitar atrasos nos tributos
  • Emitir corretamente sua declaração
  • Não correr o risco de ultrapassar o limite de faturamento

Dica: use o Relatório Mensal de Receitas Brutas, disponível no próprio Portal do Empreendedor, para acompanhar os ganhos mês a mês e facilitar a declaração.

E quanto ao Imposto de Renda Pessoa Física?

Além da DASN-SIMEI, o MEI também pode ser obrigado a declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), dependendo do valor dos lucros recebidos da empresa.

Fique atento:

  • Receita da empresa (CNPJ) não é a mesma coisa que renda pessoal (CPF).
  • Lucros retirados dentro do limite de presunção (8% para comércio/indústria e 16% para serviços) são isentos de IR, mas devem ser informados como rendimentos isentos e não tributáveis.
  • Se ultrapassar esses limites, parte do lucro pode ser tributável.

Benefícios garantidos para o MEI em dia

Quem paga as contribuições mensais e declara corretamente tem acesso a benefícios como:

  • Aposentadoria por idade ou invalidez
  • Auxílio-doença
  • Licença-maternidade
  • Auxílio-reclusão
  • Pensão por morte

Importante: para ter acesso, é necessário cumprir o tempo mínimo de contribuição exigido por cada benefício.

Dicas finais

  • Não confunda DASN-SIMEI com a Declaração do IRPF. São obrigações diferentes.
  • Faturei acima do limite! Neste caso, você deixa de ser MEI e precisa migrar para outro regime tributário. Procure um contador o quanto antes.
  • Consulte sempre um profissional contábil ou o Sebrae da sua região. Eles podem te orientar e evitar problemas com o fisco.

Manter suas obrigações em dia não é apenas uma questão legal — é também uma forma de cuidar da saúde do seu negócio. Não perca prazos, organize-se e aproveite os benefícios de ser um MEI formalizado.

Se precisar de ajuda para declarar, entre em contato com um escritório contábil de confiança. Estar bem informado faz toda a diferença!

Fonte: Sebrae

Psicologia e Gestão: 5 Desafios Financeiros que Toda Clínica Precisa Superar

Nos últimos anos, o crescimento das clínicas de psicologia no Brasil tem sido impulsionado pela maior busca por saúde mental e pelo avanço das terapias online. Mas, junto com as oportunidades, surgem também novos desafios – especialmente no campo da gestão financeira e tributária.

Se você é psicólogo(a) responsável por uma clínica ou consultório, este artigo é um convite para refletir sobre os principais obstáculos do dia a dia da gestão e como eles impactam a sustentabilidade do seu negócio.

1. Precificação dos atendimentos

Muitos profissionais ainda precificam seus atendimentos de forma intuitiva, sem considerar custos fixos, impostos e margem de lucro. Em 2025, com o aumento nos custos operacionais, esse erro pode comprometer a saúde financeira da clínica.

2. Falta de controle de fluxo de caixa

É comum clínicas funcionarem com grande volume de agendamentos, mas baixa lucratividade. O motivo, muitas vezes, está na ausência de um controle real do fluxo de caixa, o que dificulta a tomada de decisões e o planejamento de investimentos.

3. Tributação inadequada

Você sabia que o regime tributário escolhido pode significar uma diferença considerável no valor dos impostos pagos mensalmente? Muitos psicólogos ainda estão no Simples Nacional sem saber que há alternativas que podem ser mais vantajosas, dependendo da receita e estrutura do negócio.

4. Contratação de equipe e compliance trabalhista

Contratar outros profissionais da saúde mental pode parecer simples, mas exige atenção a regras trabalhistas, contratos e encargos. Em 2025, as fiscalizações estão mais atentas, especialmente em relação a vínculos disfarçados de prestação de serviço.

5. Desorganização documental

Notas fiscais, recibos, contratos, comprovantes de pagamento… manter a documentação em ordem é essencial para evitar problemas com o fisco e garantir segurança jurídica para o negócio.

Gestão é autocuidado para o seu negócio

Assim como o cuidado com o outro é a essência da psicologia, cuidar da gestão é essencial para a longevidade da clínica. O desafio é encontrar equilíbrio entre a prática clínica e a administração.

E você, tem enfrentado algum desses desafios na sua clínica? Compartilhe com colegas e continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos voltados à saúde financeira de empreendedores da área da saúde.

Reforma Tributária: o que muda para as empresas e como se preparar

A tão discutida reforma tributária finalmente começou a sair do papel. Prometendo simplificar a cobrança de tributos, aumentar a transparência e garantir mais neutralidade ao sistema, ela ainda gera dúvidas em boa parte do setor empresarial. Afinal, o que muda na prática? A carga tributária vai aumentar? Para quem? E como se preparar?

Fim do ICMS e ISS: nasce o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)

Um dos pontos centrais da reforma é a substituição do ICMS (estadual) e do ISS (municipal) pelo novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Da mesma forma, o PIS e a Cofins serão absorvidos pela nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Esses dois tributos – IBS e CBS – formarão um modelo dual de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), semelhante ao praticado em diversos países.

A transição começa em 2026, com um período de convivência entre os modelos atual e novo, e será concluída até 2033, quando o novo sistema estará plenamente em vigor.

Unificação e o fim da guerra fiscal entre os estados

Hoje, o ICMS apresenta alíquotas e regras diferentes em cada estado, o que abre espaço para uma verdadeira “guerra fiscal”. Empresas frequentemente escolhem locais estratégicos para suas operações com base em incentivos regionais. Com a unificação trazida pelo IBS, essa lógica muda completamente.

A Lei Complementar 214/2025 prevê que os benefícios fiscais do ICMS serão gradualmente extintos até 2032. Para mitigar os impactos dessa mudança, foi criado um Fundo de Compensação dos Benefícios Fiscais, que começa com R$ 8 bilhões em 2025 e chegará ao pico de R$ 32 bilhões em 2028 e 2029, antes de ser reduzido novamente até sua extinção.

Compensações: como funcionam?

Empresas com benefícios vigentes entre 2029 e 2032 poderão solicitar compensações via Receita Federal. Esse processo exigirá uma habilitação formal e o cumprimento de requisitos específicos, descritos no artigo 389 da Lei Complementar. Será necessário calcular os incentivos fiscais perdidos com base em uma metodologia definida pela nova legislação.

Empresas com regimes especiais devem redobrar a atenção

Segundo especialistas, o primeiro passo é identificar se a empresa está enquadrada em regimes diferenciados, como isenção, redução de base de cálculo ou crédito presumido do ICMS.

“Empresas com benefícios devem ficar em alerta. Essas vantagens deixarão de existir até 2033”, alerta Graziele, especialista em planejamento tributário. Isso inclui não só indústrias, mas também atacadistas e prestadores de serviço que hoje usufruem de regimes mais vantajosos.

Simule sua nova carga tributária

Um passo fundamental é simular a carga tributária atual e a futura. Isso significa comparar os tributos pagos hoje com os que serão devidos sob o novo modelo. A única forma de saber se a empresa pagará mais ou menos é colocando os números na ponta do lápis.

“Não existe fórmula mágica. É necessário calcular com base no faturamento, setor de atuação e localização. Só assim será possível tomar decisões estratégicas com segurança”, orienta Graziele.

A estrutura da empresa pode mudar tudo

Além dos números, a estrutura operacional da empresa pode ser decisiva no impacto da reforma. Localização de centros de distribuição, tipo de contrato com fornecedores, regime tributário atual e até o modelo de negócio adotado podem influenciar diretamente o resultado final.

Em muitos casos, será necessário revisar completamente a estratégia tributária para evitar prejuízos e até mesmo encontrar novas oportunidades de economia.

Comece a se adaptar agora

O que hoje é uma vantagem competitiva pode se transformar em um passivo. Por isso, o momento de agir é agora. A implementação começa em 2026 e, mesmo que a adoção plena só ocorra em 2033, as decisões tomadas hoje vão determinar o sucesso (ou as dificuldades) da empresa no futuro.

Empreendedor, este é o momento de:

  • Mapear incentivos fiscais vigentes;
  • Simular cenários com base nas novas alíquotas do IVA;
  • Reavaliar a localização de operações;
  • Reestruturar contratos e modelos de negócios;
  • Contar com apoio de um contador ou consultor especializado.

A reforma tributária representa um novo capítulo no ambiente de negócios brasileiro. E, como toda mudança, ela traz riscos e oportunidades. Preparar-se com antecedência é o diferencial de empresas que não apenas sobrevivem, mas crescem em meio às transformações.

Fonte: WK

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