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Tag: MEI

Mais da metade dos brasileiros gostaria de trabalhar por conta própria, segundo pesquisa Datafolha

Mais da metade dos brasileiros prefere trabalhar por conta própria, revela levantamento do Instituto Datafolha publicado na última sexta-feira (20). Segundo os dados, 59% da população optaria pelo trabalho autônomo, contra 39% que ainda se sentem mais confortáveis com o emprego formal. Outros 2% não souberam responder.

Esse resultado marca uma mudança significativa no mercado de trabalho brasileiro, especialmente entre os mais jovens e os que possuem rendimentos mais altos. A pesquisa, realizada entre os dias 10 e 11 de junho com 2.026 entrevistados em 136 municípios, evidencia que a autonomia profissional vem ganhando cada vez mais espaço.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, por exemplo, a preferência pelo trabalho por conta própria chega a 68%, contra apenas 28% que ainda buscam o emprego com carteira assinada. Já entre os maiores de 60 anos, 50% declararam que também gostariam de trabalhar por conta própria, frente a 45% que valorizam o vínculo formal. Esses números apontam para uma mudança geracional clara, em que a percepção de estabilidade e a busca por maior flexibilidade e controle da própria carreira têm superado a tradicional segurança da CLT.

Outro ponto que chama a atenção na pesquisa é a redução da parcela da população que prioriza o emprego formal, mesmo com salários mais baixos. Em 2022, 77% das pessoas preferiam a carteira assinada com menor remuneração, índice que caiu para 67% em 2024. Paralelamente, 31% dos entrevistados estariam dispostos a abrir mão do registro em carteira para receber um salário maior — 10 pontos percentuais a mais que em 2022. Entre essas pessoas que aceitam o trabalho sem vínculo formal, 85% demonstram interesse em trabalhar por conta própria, reforçando a relação entre maior rendimento e a rejeição à CLT.

No entanto, a pesquisa também destaca que a segurança da carteira assinada segue sendo prioridade para muitos, especialmente entre mulheres e trabalhadores de baixa renda. Dentre as mulheres, 71% preferem o emprego formal, contra 62% dos homens. Já entre quem recebe até dois salários mínimos, 72% dizem que valorizam o vínculo CLT. Por outro lado, entre os que ganham mais de dez salários mínimos, essa proporção cai para 56%, evidenciando que a segurança do emprego formal continua sendo um fator decisivo para os mais vulneráveis.

Esse cenário impõe novos desafios para a formulação de políticas públicas e para o próprio mercado. Com o crescimento da atividade autônoma, aumenta a necessidade de:

  • Reformular a previdência e os mecanismos de proteção social;
  • Revisar a regulação da informalidade;
  • Investir em qualificação profissional e educação financeira;
  • Facilitar o acesso a crédito para microempreendedores e autônomos.

Nesse contexto, programas como o Microempreendedor Individual (MEI) têm sido fundamentais para formalizar trabalhadores e garantir acesso a direitos básicos. Contudo, a pesquisa também evidencia que muitos profissionais estão dispostos a abrir mão dessas garantias em troca de maior renda e liberdade para conduzir a própria carreira.

A pandemia, o crescimento do empreendedorismo digital, a popularização do home office e o encarecimento do custo de vida foram fatores que impulsionaram essa mudança cultural. Além disso, a ascensão da chamada “gig economy” — marcada por freelancers e prestadores de serviços que atuam por meio de plataformas digitais — reforça a percepção de que o futuro do trabalho pode estar cada vez menos preso a contratos formais e cada vez mais orientado para a flexibilidade.

Os dados do Datafolha indicam um novo momento para o mercado de trabalho brasileiro: a busca por autonomia e maior potencial de ganho já rivaliza com a segurança tradicional da CLT. Para empresas, contadores e consultores, o momento exige um olhar atento a essas tendências. Compreender os impactos dessas escolhas, antecipar-se às novas demandas e adaptar-se às mudanças que já estão em curso será indispensável para garantir relevância e competitividade num cenário que se transforma a cada dia.

Comissão aprova projeto para evitar exclusão automática de pequenas empresas do Simples por dívida tributária

Na última semana, um projeto importante para os pequenos negócios avançou no Congresso Nacional: a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que busca evitar a exclusão automática de empresas do Simples Nacional por dívidas tributárias.

A proposta pode mudar o cenário de milhares de micro e pequenas empresas que, muitas vezes, são surpreendidas com a exclusão do regime por estarem inadimplentes, sem sequer terem tido a chance de se defender ou regularizar sua situação.

O que muda com esse projeto?

Atualmente, a Receita Federal pode excluir empresas do Simples Nacional de forma automática caso elas tenham débitos com o Fisco. O que o novo projeto propõe é algo mais justo e transparente: que a exclusão só aconteça após a conclusão de um processo administrativo, com o direito de defesa assegurado ao empresário.

Ou seja, o projeto quer garantir que:

✅ A empresa seja notificada com antecedência;
✅ Tenha prazo para regularizar a dívida ou parcelá-la;
✅ E só então, caso não haja solução, seja excluída do Simples.

Essa mudança traz mais segurança jurídica e tempo para que o empreendedor possa organizar suas finanças, especialmente em tempos de alta instabilidade econômica.

Por que isso importa?

O regime do Simples Nacional oferece diversos benefícios para as pequenas empresas, como carga tributária reduzida e menor burocracia. Perder esse enquadramento pode significar um aumento expressivo de impostos e obrigações acessórias, além de dificultar a permanência no mercado.

Muitos empresários, mesmo com boa fé, acabam enfrentando dificuldades para manter tudo em dia — e são penalizados de forma severa com a exclusão. O projeto aprovado traz um respiro e reconhece que problemas financeiros pontuais não devem, necessariamente, ser tratados com punições automáticas.

E agora?

O projeto ainda precisa passar por outras comissões antes de ir ao plenário, mas a aprovação inicial já é um passo importante. Se virar lei, será uma conquista para quem luta todos os dias para manter o negócio aberto, gerar empregos e movimentar a economia.

Ficou com dúvidas sobre como está a situação da sua empresa no Simples Nacional?
Entender os critérios de permanência no regime e como evitar surpresas pode fazer toda a diferença.
Acesse nosso site para se informar melhor sobre o tema e ficar em dia com as obrigações fiscais do seu negócio.

MEI tem direito ao auxílio-acidente do INSS? Entenda de forma simples

Você que é MEI já parou para pensar no que acontece se sofrer um acidente e ficar com alguma sequela que afete seu trabalho? Será que tem algum tipo de ajuda do INSS? A resposta pode surpreender: sim, o MEI pode ter direito ao auxílio-acidente — mas com algumas condições.

📌 O que é o auxílio-acidente?

É um benefício pago pelo INSS quando a pessoa sofre um acidente (de trabalho ou não) que deixa sequelas permanentes, diminuindo sua capacidade de trabalhar. Importante: o auxílio-acidente não é um afastamento completo, mas sim uma compensação por essa limitação parcial.

👩‍🔧 E o MEI, se acidentar, pode receber?

Pode, desde que esteja contribuindo corretamente para o INSS com a alíquota adicional de 20% sobre o salário de contribuição. Isso porque o valor pago no DAS mensal (aquele boleto do MEI) não inclui o direito a benefícios por incapacidade parcial, como o auxílio-acidente.

Ou seja, quem paga só o DAS tem cobertura para:

  • Aposentadoria por idade
  • Auxílio-doença
  • Salário-maternidade
  • Pensão por morte
  • Auxílio-reclusão

Mas não para o auxílio-acidente. 😕

🔍 Então o que fazer para ter direito?

Se o MEI quiser garantir esse tipo de proteção, é preciso fazer uma contribuição complementar ao INSS. Isso é feito com um código específico (1910) no carnê ou no sistema da Receita Federal. A boa notícia é que o valor é acessível e garante uma cobertura bem mais completa.

💡 Por que isso importa?

Muitos MEIs trabalham com as mãos, com esforço físico, ou com exposição a riscos. Imagine um mecânico, um cabeleireiro ou um entregador que sofre um acidente e não consegue mais exercer o mesmo ritmo de trabalho. Ter o auxílio-acidente pode fazer diferença na renda mensal.

✅ Resumo rápido:

  • MEI não tem direito automático ao auxílio-acidente.
  • Para ter direito, é preciso fazer contribuição complementar.
  • O auxílio-acidente é pago enquanto houver redução da capacidade laboral, até a aposentadoria.
  • É possível contribuir como MEI e também como segurado facultativo ou contribuinte individual.

Entender seus direitos como MEI pode evitar sustos no futuro. E, se você quiser saber como fazer essa contribuição complementar corretamente ou entender melhor como funciona esse tipo de proteção, vale buscar informação de fontes confiáveis.

No nosso blog, trazemos esse tipo de conteúdo diariamente, sempre com uma linguagem simples, direta e sem burocracia. Continue nos acompanhando e fique por dentro dos seus direitos como empreendedor!

Ultrapassou o limite do MEI? Saiba o que fazer para regularizar sua empresa

Se você é Microempreendedor Individual (MEI) e estourou o limite de faturamento anual, é fundamental agir rápido para regularizar sua situação fiscal e evitar problemas com a Receita Federal. A falta de atenção pode gerar multas, cobrança de tributos retroativos e até o cancelamento do seu CNPJ.

Qual é o limite de faturamento do MEI em 2025?

O limite de faturamento do MEI para o ano de 2025 é de R$ 81 mil. Isso equivale a uma média mensal de R$ 6.750 para quem atua durante os 12 meses do ano. Se você abriu o CNPJ ao longo do ano, o valor do limite é proporcional ao número de meses em atividade.

Estourou o limite em até 20%? Veja o que acontece

Se o seu faturamento ultrapassar o limite em até 20% — ou seja, chegar no máximo a R$ 97.200 — você será desenquadrado automaticamente do MEI a partir de 1º de janeiro do ano seguinte.

Nesse caso, será necessário:

  • Enviar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI);
  • Emitir uma guia DAS complementar referente ao valor excedente;
  • Solicitar a migração para Microempresa (ME) dentro do regime do Simples Nacional.

A boa notícia é que, nesse cenário, o desenquadramento é menos complexo, e você consegue seguir com sua empresa sem grandes penalidades, desde que cumpra os prazos e obrigações.

Passou dos 20%? O desenquadramento é retroativo!

Se o faturamento ultrapassar os R$ 97.200, o desenquadramento do MEI será retroativo ao início do ano em que o limite foi excedido. Isso significa que:

  • Você terá que pagar impostos referentes ao ano inteiro como se já fosse uma ME;
  • Poderá arcar com multas e juros, além dos tributos adicionais;
  • A situação fiscal se complica, exigindo ainda mais cuidado com a regularização.

Nesse cenário, é essencial contar com o suporte de um contador, que poderá avaliar a melhor forma de ajustar o enquadramento e fazer o recolhimento correto dos tributos.

Como fazer o desenquadramento do MEI

O desenquadramento deve ser solicitado diretamente no Portal do Simples Nacional. Após isso, sua empresa passa a ser classificada como ME ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), de acordo com o faturamento total.

Com o novo enquadramento, muda também a forma de apuração dos tributos, que passam a ser calculados com base nas faixas do Simples Nacional — exigindo controle financeiro mais apurado e organização contábil.

DASN-SIMEI: o que é e por que você não pode deixar de enviar

Todos os MEIs, mesmo os que não tiveram faturamento no ano, são obrigados a enviar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até 31 de maio de cada ano.

A declaração deve conter:

  • O faturamento bruto anual;
  • A informação se houve ou não contratação de funcionários.

Se houver erro, o sistema permite o envio de uma declaração retificadora. Basta selecionar o ano desejado e corrigir os dados.

E se eu não enviar a DASN-SIMEI?

O atraso na entrega da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor dos tributos — com valor mínimo de R$ 50. A inadimplência prolongada pode levar ao cancelamento do CNPJ, além de impedir a emissão de notas fiscais e o acesso a benefícios previdenciários.

O que o MEI pode fazer para crescer com segurança?

Se você ultrapassou o limite de faturamento, isso pode ser um bom sinal: seu negócio está crescendo! Mas para continuar crescendo com segurança, é importante:

  • Contar com um contador de confiança, que oriente sobre as obrigações e mudanças;
  • Avaliar se o regime tributário do Simples Nacional continua sendo o ideal;
  • Manter um controle financeiro eficiente, com emissão de notas, relatórios e acompanhamento mensal.

Ultrapassar o limite do MEI não precisa ser um problema — desde que você aja com responsabilidade. Regularizar sua situação evita prejuízos, garante tranquilidade e ainda permite que sua empresa continue evoluindo de forma segura e dentro da legalidade.

Tudo o que o MEI precisa saber sobre a Declaração Anual (DASN-SIMEI)

Se você é Microempreendedor Individual (MEI), precisa estar atento a duas obrigações essenciais: a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) e, em alguns casos, o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Embora a DASN-SIMEI seja mais simples do que outras declarações, ela não pode ser ignorada. Neste artigo, vamos explicar o que é, como fazer, os prazos, consequências do atraso e dicas para manter tudo em dia.

O que é a DASN-SIMEI?

A DASN-SIMEI é a declaração anual obrigatória para todos os MEIs. Nela, o empreendedor informa à Receita Federal o faturamento bruto total do ano anterior, além de dados como a existência de funcionário contratado (lembrando que o MEI pode ter no máximo um).

Apesar de obrigatória, essa declaração é simples e pode ser feita totalmente online, sem sair de casa, pelo Portal do Empreendedor.

Regras básicas para ser MEI

Antes de falarmos sobre a declaração, vale relembrar os principais requisitos para se formalizar como MEI:

  • Faturar até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6.750 por mês, se tiver aberto a empresa no meio do ano).
  • Ter no máximo um funcionário.
  • Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa.
  • Não possuir filial.

Como preencher a DASN-SIMEI: Passo a passo

1º Passo: Acesse o portal

  • Vá até o Portal do Empreendedor.
  • Clique em “Declaração Anual – DASN-SIMEI”.
  • Informe o CNPJ e os caracteres de segurança.
  • Escolha o ano-calendário (o anterior ao atual).

2º Passo: Informe os dados

  • Informe o valor total da receita bruta anual.
  • Indique os valores conforme a atividade: comércio, indústria ou serviços.
  • Informe se teve ou não funcionário no período.

3º Passo: Envie e guarde o comprovante

  • Após preencher, envie a declaração.
  • Imprima ou salve o comprovante — ele pode ser exigido em licitações, abertura de contas, financiamentos ou renovações de alvarás.

E se atrasar a entrega?

Se você não entregar até o prazo final (geralmente 31 de maio), pode entregar depois, mas será aplicada multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor dos tributos declarados — ou no mínimo R$ 50.

Além da multa, ficar irregular impede:

  • Geração do boleto mensal (DAS)
  • Acesso a empréstimos e benefícios previdenciários
  • Parcelamento de débitos
  • Renovação de alvarás e licenças

Importância da organização financeira

Manter o controle das finanças é essencial para o MEI. Com organização, você consegue:

  • Evitar atrasos nos tributos
  • Emitir corretamente sua declaração
  • Não correr o risco de ultrapassar o limite de faturamento

Dica: use o Relatório Mensal de Receitas Brutas, disponível no próprio Portal do Empreendedor, para acompanhar os ganhos mês a mês e facilitar a declaração.

E quanto ao Imposto de Renda Pessoa Física?

Além da DASN-SIMEI, o MEI também pode ser obrigado a declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), dependendo do valor dos lucros recebidos da empresa.

Fique atento:

  • Receita da empresa (CNPJ) não é a mesma coisa que renda pessoal (CPF).
  • Lucros retirados dentro do limite de presunção (8% para comércio/indústria e 16% para serviços) são isentos de IR, mas devem ser informados como rendimentos isentos e não tributáveis.
  • Se ultrapassar esses limites, parte do lucro pode ser tributável.

Benefícios garantidos para o MEI em dia

Quem paga as contribuições mensais e declara corretamente tem acesso a benefícios como:

  • Aposentadoria por idade ou invalidez
  • Auxílio-doença
  • Licença-maternidade
  • Auxílio-reclusão
  • Pensão por morte

Importante: para ter acesso, é necessário cumprir o tempo mínimo de contribuição exigido por cada benefício.

Dicas finais

  • Não confunda DASN-SIMEI com a Declaração do IRPF. São obrigações diferentes.
  • Faturei acima do limite! Neste caso, você deixa de ser MEI e precisa migrar para outro regime tributário. Procure um contador o quanto antes.
  • Consulte sempre um profissional contábil ou o Sebrae da sua região. Eles podem te orientar e evitar problemas com o fisco.

Manter suas obrigações em dia não é apenas uma questão legal — é também uma forma de cuidar da saúde do seu negócio. Não perca prazos, organize-se e aproveite os benefícios de ser um MEI formalizado.

Se precisar de ajuda para declarar, entre em contato com um escritório contábil de confiança. Estar bem informado faz toda a diferença!

Fonte: Sebrae

Por que tantos MEIs estão sendo desenquadrados? Entenda o que está acontecendo em 2025

Se você é MEI ou pensa em abrir um CNPJ nesse formato, já deve ter se deparado com notícias sobre desenquadramentos em massa. Mas o que está por trás disso? Mudanças nas regras, faturamento, ocupações proibidas? Neste artigo, vamos explicar de forma clara e rápida o que está acontecendo com os MEIs em 2025 — e como você pode se proteger.

1. O que é o desenquadramento do MEI?
O desenquadramento acontece quando o microempreendedor individual deixa de atender aos critérios para permanecer no regime do MEI, como ultrapassar o limite de faturamento ou exercer uma atividade não permitida.

2. O que mudou em 2025?
Embora o limite de R$ 81 mil/ano ainda seja o mesmo (com proposta de mudança em análise), a fiscalização aumentou. Órgãos como a Receita Federal e Secretarias da Fazenda estão mais integrados, cruzando dados de faturamento, emissão de notas e declarações.

Além disso, o uso de contas PJ e maquininhas passou a gerar alertas automáticos de movimentações suspeitas, mesmo para MEIs que acreditam estar dentro da lei.

3. Principais causas de desenquadramento recente:

  • Ultrapassar o limite de faturamento anual.
  • Exercer atividades não permitidas para o MEI.
  • Contratar mais de um funcionário.
  • Emitir notas fiscais com valores incompatíveis com o porte do negócio.

4. O que fazer para evitar problemas?

  • Controle seu faturamento mês a mês.
  • Consulte a lista atualizada de atividades permitidas.
  • Mantenha suas obrigações em dia: DAS, Declaração Anual e demais registros.
  • Peça ajuda profissional antes de tomar decisões como contratar ou mudar de ramo.

5. E se você for desenquadrado?
O desenquadramento não significa o fim do seu negócio — apenas que ele muda de categoria. Nessa situação, você passa a ser um microempresário (ME), entrando no Simples Nacional, e precisa cumprir novas obrigações fiscais. O importante é se organizar e ajustar sua contabilidade para essa nova realidade.

O MEI é uma excelente porta de entrada para quem empreende. Mas, como todo modelo, exige atenção às regras. Em 2025, estar bem-informado é a melhor forma de crescer com segurança.

Atenção, MEI: Golpes com falsos avisos de cancelamento do CNPJ estão em alta

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm sido alvo frequente de golpes virtuais que utilizam mensagens falsas via SMS e WhatsApp. Os criminosos se aproveitam da rotina corrida do empreendedor para enviar avisos alarmistas sobre suposto cancelamento do CNPJ por dívidas com o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). A intenção é clara: induzir o MEI ao erro, gerando medo e levando ao clique em links maliciosos ou ao pagamento de boletos falsos.

O que diz a Receita Federal

A Receita Federal já se posicionou oficialmente: essas mensagens são falsas. O órgão esclarece que, embora o não pagamento do DAS possa sim resultar em multas, juros, inclusão em dívida ativa e até restrição de crédito, isso não leva automaticamente ao cancelamento do CNPJ.

Além disso, o processo de cancelamento do registro do MEI só ocorre em situações específicas e com a devida comunicação oficial ao contribuinte.

Como funciona o golpe

Essas mensagens fraudulentas usam linguagem ameaçadora, afirmando que o CNPJ será cancelado “nas próximas horas” ou que o empreendedor “perderá benefícios fiscais”, caso não regularize imediatamente sua situação. Muitas vezes, os golpistas:

  • Enviam links que simulam páginas oficiais, como o Portal do Empreendedor ou o sistema PGMEI;
  • Cobram valores por serviços que são gratuitos, como a emissão do DAS ou do CCMEI;
  • Solicitam dados pessoais ou bancários, que podem ser usados em outras fraudes.

Canais oficiais e seguros

É fundamental que o MEI saiba que a Receita Federal não envia boletos por WhatsApp, SMS ou e-mail, nem solicita dados pessoais por esses canais. As únicas formas seguras de acompanhar a situação fiscal e emitir documentos são:

Vantagens do Aplicativo MEI

O aplicativo do MEI é a maneira mais rápida e segura de acessar os principais serviços, como:

  • Consultar débitos e períodos de apuração;
  • Emitir o DAS atualizado para pagamento;
  • Enviar a Declaração Anual (DASN-SIMEI);
  • Solicitar restituição de valores pagos em duplicidade;
  • Acompanhar parcelamentos;
  • Emitir o CCMEI (Certificado de Condição de MEI).

Ao utilizar o aplicativo, o empreendedor evita a dependência de terceiros e reduz o risco de cair em golpes.

Quando o CNPJ pode ser cancelado de verdade?

O cancelamento do CNPJ de um MEI não é automático e segue critérios específicos, como:

  • Inatividade por mais de 12 meses consecutivos;
  • Ausência de entrega da Declaração Anual por dois anos seguidos;
  • Mudança de categoria empresarial incompatível com o MEI, como abertura de empresa em outro regime tributário.

Em qualquer uma dessas situações, o empreendedor será formalmente notificado e terá prazo para regularizar.

Dicas para se proteger de fraudes

  1. Desconfie de mensagens alarmistas ou com senso de urgência exagerado;
  2. Nunca clique em links de fontes desconhecidas;
  3. Verifique o domínio do site (os oficiais terminam em .gov.br);
  4. Evite pagar boletos recebidos por e-mail ou WhatsApp sem confirmação;
  5. Consulte um contador de confiança em caso de dúvida.

Denuncie tentativas de golpe

Se você recebeu uma mensagem suspeita, não ignore. Denuncie:

  • Na ouvidoria da Receita Federal;
  • No site do Procon;
  • Diretamente à Polícia Civil, em caso de tentativa de estelionato.

Quanto mais empreendedores denunciarem, mais fácil será identificar os criminosos e impedir que outras pessoas sejam prejudicadas.

O crescimento de golpes direcionados ao MEI é preocupante e exige atenção redobrada. Estar bem informado, utilizar apenas canais oficiais e adotar uma postura preventiva são atitudes que fazem toda a diferença para manter sua empresa segura. Lembre-se: informação é a melhor proteção contra fraudes.

Fonte: Contábeis

Como abrir um MEI: Guia rápido para formalizar seu negócio.

Cada vez mais brasileiros que trabalham por conta própria estão descobrindo as vantagens de se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI). Essa é uma das formas mais simples e econômicas de obter um CNPJ, regularizar a atividade profissional e ainda ter acesso a diversos benefícios.

Se você quer saber como abrir um MEI, quais são os direitos e deveres e se realmente vale a pena, este artigo é pra você.

O que é MEI?

O MEI é um modelo empresarial simplificado criado para formalizar trabalhadores autônomos. Ele é ideal para quem fatura até R$ 81 mil por ano (ou uma média de R$ 6.750 por mês) e não possui participação em outra empresa como sócio ou titular.

Quais as Vantagens de Ser MEI?

Confira alguns dos principais benefícios:

  • Emissão de notas fiscais: permite vender para empresas e órgãos públicos, além de garantir os direitos dos seus clientes.
  • Tributação simplificada e reduzida: pagamento de um valor fixo mensal, por meio do DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
  • Acesso a benefícios previdenciários: como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, entre outros.
  • Facilidade para obter crédito: com CNPJ ativo, muitos bancos e instituições oferecem linhas de crédito exclusivas.
  • Participação em licitações públicas: o MEI pode vender para prefeituras, escolas, empresas e órgãos do governo.

Como Abrir um MEI em 5 Passos Simples

  1. Acesse o Portal do Empreendedor:
    O site oficial é gov.br/mei, onde você realiza todo o processo gratuitamente.
  2. Tenha em mãos seus dados pessoais:
    CPF, título de eleitor ou número do recibo da última declaração do Imposto de Renda, e número do celular.
  3. Escolha sua atividade:
    Verifique se sua profissão está entre as permitidas para o MEI. A lista é extensa e contempla diversas áreas, como beleza, alimentação, serviços, comércio, entre outras.
  4. Informe endereço e dados do negócio:
    Pode ser seu endereço residencial, caso você atue em home office.
  5. Conclua o cadastro e gere seu CNPJ:
    O sistema emitirá na hora o Certificado de Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que já serve como o documento oficial da empresa.

Atenção aos Deveres do MEI

  • 💰 Pagar mensalmente o DAS: o valor varia conforme a atividade (comércio, serviço ou ambos), ficando entre R$ 70 e R$ 80 em média.
  • 📊 Controlar o faturamento anual: o limite é de R$ 81 mil por ano. Exceder esse valor pode gerar multas e necessidade de migração para outro regime.
  • 📅 Fazer a declaração anual de faturamento (DASN-SIMEI): geralmente até o dia 31 de maio do ano seguinte.

MEI Pode Crescer?

Sim! Ser MEI não limita seu crescimento. Ao atingir um faturamento maior ou precisar contratar mais de um funcionário, é possível migrar para o ME (Microempresa) e continuar expandindo seu negócio com o CNPJ ativo.

Abrir um MEI é o primeiro passo para transformar seu trabalho em um negócio de verdade. Com poucos cliques e sem custos, você regulariza sua atividade, conquista mais oportunidades e garante mais segurança para você e seus clientes.

Se ainda estiver com dúvidas ou quiser apoio para começar, conte com a ajuda de um contador — muitos escritórios oferecem orientação gratuita para abertura de MEI.

Está querendo iniciar um negócio?

Abrir uma empresa ou iniciar um novo negócio exige mais do que apenas vontade — é preciso reunir um conjunto de habilidades e conhecimentos. Entender o mercado, conhecer seu público, planejar cada etapa e tomar decisões estratégicas são pontos fundamentais.

Uma boa gestão envolve controle financeiro, estratégias de marketing e, claro, criatividade e inovação. Para te ajudar nesse processo, separei um passo a passo prático com tudo o que você precisa saber para começar do jeito certo.

1. Descubra que tipo de negócio você quer abrir

Você quer empreender, mas ainda está em dúvida sobre qual caminho seguir? Comece pesquisando e refletindo sobre o setor em que deseja atuar. Será um comércio ou prestação de serviços? Qual produto ou serviço você vai oferecer?

Responder essas perguntas é o primeiro passo antes de dar entrada na abertura da empresa. Quanto mais clareza você tiver, melhor será sua tomada de decisão.

2. Avalie se você tem perfil empreendedor

Ter um negócio próprio vai além de uma boa ideia. É preciso ter atitude empreendedora, conhecer a realidade do mercado e estar preparado para os desafios. Também é essencial entender o seu público-alvo e garantir que você conseguirá entregar o que promete com qualidade e consistência.

3. Reúna todas as informações sobre o negócio

Pesquise o mercado, seus concorrentes e o comportamento dos consumidores. Avalie sua capacidade financeira, defina a localização (presencial ou delivery), trace seu plano de marketing e organize tudo o que for essencial para a estrutura do negócio. Essas informações serão a base para um plano de negócios consistente.

4. Coloque tudo no papel

Com todas as informações em mãos, é hora de transformar ideias em estratégia. Estruture seu plano de negócios, defina objetivos, metas, estratégias de posicionamento e ações práticas. Um bom planejamento é essencial para evitar surpresas e conduzir sua empresa com mais segurança.

5. Conte com um contador especialista

Agora que você já tem seu plano bem definido, é hora de buscar um contador de confiança para formalizar a abertura da sua empresa. Esse profissional vai te orientar sobre o tipo de empresa ideal, regime tributário mais adequado, além de cuidar de todas as obrigações legais e fiscais.

Com o apoio certo, você evita erros e garante que sua empresa esteja regularizada desde o início.

6. Mãos à obra!

Com o CNPJ ativo e tudo em ordem, chegou a hora de colocar seu projeto em prática! Empreender é, sim, desafiador — mas com informação, planejamento e o apoio certo, seu sonho de ter um negócio próprio pode se tornar realidade da melhor forma possível.

Fonte: Sebrae

Você sabe o que é um plano de negócio e por que ele é tão importante?

Empreender é como embarcar em uma viagem: tão importante quanto saber onde se quer chegar é conhecer bem o caminho. E, convenhamos, toda viagem fica melhor quando é bem planejada, certo? Dá pra economizar, evitar imprevistos, aproveitar melhores oportunidades… No mundo dos negócios, o plano de negócio cumpre esse papel.

Se você está começando a empreender — ou até mesmo se já tem uma empresa — montar um plano de negócio pode fazer toda a diferença na sua trajetória.

Afinal, o que é um plano de negócio?

O plano de negócio é um documento que descreve os objetivos da sua empresa e os caminhos que você precisa percorrer para alcançá-los. Ele ajuda a organizar ideias, estruturar o planejamento e reduzir riscos e incertezas. Funciona como um mapa para orientar suas decisões e mostrar as forças e oportunidades da sua ideia.

Já tenho um negócio. Ainda vale a pena fazer um plano?

Com certeza! Muita gente acha que o plano de negócio só serve para quem está começando, mas ele também é útil para empresas em operação. Pode ser atualizado para abrir uma nova unidade, lançar um novo produto ou até mesmo reposicionar a marca no mercado.

Como montar um plano de negócio? Veja os 5 passos essenciais:

1º passo – Sumário executivo

Aqui, você deve reunir os pontos mais importantes do seu negócio: o que ele faz, qual seu propósito, quais são seus diferenciais e qual problema resolve no mercado.

Inclua:

  • Quem são os sócios e suas experiências;
  • Qual o setor de atuação da empresa;
  • Enquadramento tributário;
  • Missão, visão e valores do negócio.

Esse sumário será a primeira impressão do seu plano — ideal para apresentar a potenciais investidores, sócios ou parceiros.

2º passo – Análise de mercado

Entenda profundamente o mercado no qual você está inserido:

  • Quem é o seu cliente?
  • Onde ele está?
  • Quais são seus hábitos e preferências?
  • Por que ele compraria de você e não do concorrente?

Com essas informações, você consegue enxergar oportunidades e se posicionar de forma mais estratégica.

3º passo – Plano de marketing

Agora é hora de definir como sua empresa vai se comunicar com o mercado. Baseie-se nos 4 Ps do marketing:

  • Produto: o que você oferece?
  • Preço: quanto custa?
  • Praça: onde seu produto ou serviço está disponível?
  • Promoção: como você divulga sua oferta?

Esse conjunto vai transmitir a proposta de valor da sua empresa para o público-alvo.

4º passo – Plano operacional

Aqui, você organiza os bastidores do seu negócio. É a parte que mostra como tudo vai funcionar na prática.

Pense em:

  • Atendimento: presencial, online ou delivery?
  • Processos: quais são as etapas do serviço ou da produção?
  • Equipe: quantas pessoas você precisa contratar (se precisar)?

5º passo – Plano financeiro

Essa etapa é fundamental para a viabilidade do negócio. Um bom plano financeiro vai te ajudar a enxergar se sua ideia é sustentável e quanto tempo levará para dar retorno.

Inclua:

  • Estimativa de investimento inicial;
  • Capital de giro necessário;
  • Faturamento esperado;
  • Custos fixos e variáveis;
  • Custos com equipe;
  • Indicadores de viabilidade (ponto de equilíbrio, lucratividade etc).

Conclusão

Um plano de negócios bem estruturado é mais que uma ferramenta de planejamento — é uma bússola para guiar suas decisões. Ele te ajuda a conquistar sócios, atrair investidores, fortalecer parcerias e até negociar melhores condições com bancos e fornecedores.

Se você está dando os primeiros passos ou quer crescer com mais segurança, pare e dedique um tempo ao seu plano. A jornada empreendedora é mais leve quando se tem clareza do caminho.

Fonte: Sebrae

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